A pecadora
Ela foi julgada pela aparência
Por Tany Souzatany.souza@arcauniversal.com
Quem nunca julgou uma pessoa pela roupa que veste, pelas atitudes que ela toma ou até mesmo pelas palavras que saem da sua boca? Foi isso que aconteceu com uma mulher citada apenas como “pecadora” (Lucas: 7:37).
Num almoço em que Jesus estava reunido com alguns fariseus (Lucas 7: 36), uma mulher entrou e chorou ao pés Dele, lavando-os com suas lágrimas, secando com os seus cabelos e derramando unguento - óleo perfumado (Lucas 7:38).
O fariseu, vendo aquilo, ficou surpreso por Jesus permitir que ela o tocasse (Lucas 37:39). E Jesus o ensinou que Ele perdoa o pecador, dando como exemplo dois devedores e um credor que perdoou a ambos. Um devia pouco, mas o outro devia muito. Jesus explica que o que devia mais, teve mais estima pelo homem que lhe emprestou dinheiro, já que o sacrifício do perdão foi maior. (Lucas 37:40-43).
O que Jesus quis dizer com esta parábola é que aquela mulher tão pecadora o amava ainda mais que aqueles fariseus, porque sabia o quanto dependia do Seu perdão. Ele não se importou se ela era pecadora, mas Ele viu a sua atitude de entrega.
É isso que acontece com muitas pessoas que são apontadas como erradas, desonestas, pecadoras, mas ninguém sabe o quanto elas buscam a Deus em sua intimidade.
Esta mulher não se deteve pelo fato de invadir um almoço, ela só queria tocar em Cristo e demonstrar o seu amor, atitude que nenhum daqueles fariseus tive (Lucas 37:44). Ela foi uma mulher de fé.
É muito mais fácil apontar o erro do que a atitude correta de uma pessoa. Parece que o errado tem mais visibilidade que o correto. Há milhões e milhões como esta mulher, cheia de pecados, mas colocando a sua fé em prática, mesmo que isso se destaque como uma ação incorreta em lugar inadequado.
Julgar alguém é fácil, o difícil é ter a fé e a disposição de amar como esta mulher teve.
No final, Jesus não se importou com o que os fariseus estavam comentando entre si. Ele somente se virou para a mulher e disse: sua fé te salvou (Lucas 37:49-50).
Não se importe se alguém lhe julga, apontando somente os seus erros. Tome uma atitude de fé, entregue-se a Deus, busque-o sempre, para que viva o Seu perdão e a Sua salvação.
A sábia
Ela salvou toda a sua cidade
Por Tany Souzatany.souza@arcauniversal.com
Com certeza você já conheceu uma mulher que se colocou à frente de um problema do filho, do esposo, de um familiar ou de uma amiga e foi ousada ao ponto de conseguir definir a situação.
A Bíblia também fala de uma mulher assim. Na Palavra, seu nome não é citado, mas ela é identificada com uma mulher sábia (2 Samuel 20:16), que tomou uma atitude ousada, que salvou a vida de todos que moravam em sua cidade.
Tudo começou quando Joabe estava perseguindo Seba, que havia desobedecido ao rei Davi (2 Samuel 20:1-2) e seguido para uma cidade chamada Abel-Bete-Maaca. Joabe desejou matar todos daquela cidade por causa dele (2 Samuel 20:15).
Mas esta mulher o impediu, fazendo com que ele pensasse em sua atitude de tirar a vida de um povo que era herança de Deus somente por causa de um homem rebelde (2 Samuel 20:19).
Ela entrou em um acordo com Joabe: entregar a cabeça de Seba, para que a vida de todos fosse poupada (2 Samuel 20:21). E, a fim de que isso acontecesse, ela convenceu a todos os cidadãos que cortassem a cabeça do desobediente. E assim fizeram, jogando-a para Joabe, que retirou seus guerreiros e voltou para Jerusalém (2 Samuel 20:22).
Ensinamento
Pessoas assim são raras nos dias de hoje. Aquela mulher foi sábia. A Bíblia não diz se ela tinha alguma formação, mas ela, com certeza, tinha o entendimento de toda a situação, de que pessoas poderiam morrer por nada (2 Samuel 20:16).
Ela foi uma mulher inteligente, ousada, que não teve medo de se posicionar. Mesmo sem conhecer Joabe, sem saber se ele a entenderia ou se era violento, ela chamou a atenção dele para o que estava prestes a fazer.
Porém, mais importante do que ser sábia, é manter-se humilde. Apesar de saber que evitaria uma tragédia, ela não se gabou por isso e se identificou como “uma das pacíficas e das fiéis em Israel”. Esta mulher não era soberba, embora tivesse ousadia e desprendimento.
Que você possa focar sua sabedoria em ajudar as pessoas, sem medo do que virá ou se alguém o julgará ou interpretará mal. Há pessoas precisando de uma palavra de incentivo, que pode salvar-lhes a vida.
Esta mulher é um exemplo de que a sabedoria edifica e evita a destruição (Provérbios 14:1). A inteligência anda junto com a ousadia, e a junção destas duas qualidades só pode dar em vitória, prosperidade e vida.
A adúltera
O povo quis apedrejá-la, mas Jesus a defendeu
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
Há muitas histórias sobre agressão à mulher, seja pelo marido ou até mesmo por filhos. É claro que nenhuma violência é justificada, mas as pessoas sempre buscam argumentos ilusórios para explicar sua atitude descabida.
A história da mulher adúltera revela exatamente esta “boa desculpa” para violentar uma mulher (João 8:4). Mas, um erro pode ser justificado pelo outro erro? Há psicólogos e sociólogos que afirmam que violência gera violência. E é fato.
Jesus estava ensinando o povo no templo (João 8:2) e os escribas e fariseus trouxeram uma mulher que foi surpreendida traindo seu marido. Estes se acharam no direito de levá-la e acusá-la diante de todos. Além disso, queriam que Jesus permitisse a agressão a ela.
Isso sempre acontece quando há uma fofoca sobre alguém ou alguma coisa. O fato é levado para um terceiro, mas é descrito de uma forma que favoreça a si. Ou seja, todos pecam. Quem é mais pecador, aquele que mente ou aquele que adultera?
É isso que Jesus ensina ao responder a eles que quem não tivesse pecado, que atirasse a primeira pedra (João 8: 7). Esta é uma frase muito conhecida, mas pouco praticada nos dias de hoje, quando as pessoas gostam de julgar o pecado do outro, porém não conseguem olhar para si, para se analisar.
Independente do pecado daquela mulher, ela era merecedora de ser agredida? Nada justifica a violência doméstica, nada justifica a agressão contra mendigos, índios, negros, homossexuais. Todos são iguais perante Deus e pecam de igual forma.
Ali, no meio daquele povo, será que não existiam outros adúlteros, prostitutos, mentirosos? Foi por isso que, ao ouvirem as palavras de Jesus, largaram as pedras e saíram daquele lugar (João 8: 9). Depois, Cristo se dirigiu somente a ela, enfatizando que Ele não a condenaria e que ela deveria continuar a sua vida sem cometer pecado. (João 8: 10-11).
O amor de Deus em relação à humanidade é imensurável, tanto que Ele enviou Jesus para que não fôssemos acusados de nada. Contudo, não é porque há o perdão de Cristo, que se deve pecar sem medida e circunstância. Ao contrário, este perdão serve para constranger em relação ao erro, para que não faça mais o que antes era tão prazeroso, mas que possa aprender como agradar a Deus com sua vida e atitudes.
Aprenda com os erros dos outros, para que não cometa os mesmos, e não aponte o pecado da outra pessoa, o seu pode trazer ainda mais consequências.
A esposa de Jó
Persistente, mesmo com sentimento contrário
Em um dos momentos de sofrimento de Jó, ela (cujo nome não é citado na Bíblia) ataca a sua fé, dizendo que era melhor amaldiçoar a Deus e morrer (Jó 2:9). Ele, com toda a sua paciência, a repreende e continua íntegro ao Senhor (Jó 2: 10).
Colocando a firmeza de Jó de lado, esta mulher não aguentava mais viver do jeito que estava: pobre, sem filhos e ainda vendo seu marido sofrer a cada dia mais. Natural a reclamação dela, não? Talvez sim, mas o que importa mesmo é que, mesmo não concordando com tudo o que estava vivendo e sentindo, ela continuou ao lado do marido.
Há muitas histórias que ouvimos de mulheres que deixam seus maridos assim que eles ficam pobres ou enfermos. Ou aquelas que deixam seus filhos com o marido e se aventuram em uma nova paixão, com outros caminhos a percorrer, como se não tivessem nenhuma responsabilidade com a história que já viveram.
Até onde você aguentaria?
A história de Jó nos faz pensar no real sentido das palavras amor, prontidão, companheirismo e, principalmente, fé. O que cada uma destas coisas significa para você?
Será que seu coração vai se desfalecer se sua casa pegar fogo, se perder seus filhos, seus bens preciosos, tiver uma doença grave, perder algum ente querido? Qual o seu limite de amor, de “pagar o preço” por uma vida?
Ela podia ser uma mulher até mesmo sem fé, ou não com a mesma fé que Jó, mas não o deixou no meio de tanta tragédia, não virou as costas para continuar a sua própria vida, de forma egoísta e mesquinha.
O final do livro de Jó descreve que Deus deu a ele tudo de novo, em dobro e melhor (Jó 42:10-15): filhos, bens, saúde, amigos. E a esposa dele estava lá, vivendo todas estas bênçãos junto com ele.
Se ela tivesse largado tudo, teria vivido o melhor com ele? Talvez tivesse passado fome, sido violentada ou até mesmo morta. Mas ela ficou firme e viveu o tempo das boas-novas.
Sofrer, muitas vezes, faz parte do plano de Deus, para o melhor que está por vir. Não desistir neste momento é uma prova de fé intransponível e pessoal.
A esposa de Noé
Desconhecida, mas forte
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
A Bíblia pouco, ou quase nada, fala da esposa de Noé. Em Gênesis 6:13-22, Deus anuncia o dilúvio a Noé e pede para que faça uma arca, conforme os detalhes que Ele dizia.
Noé faz a arca e, claro, não tinha como esconder a sua obra. Imagine como essa família deve ter sido ridicularizada pelas pessoas ao redor? E sua esposa, será que ela também não foi apontada?
Ele estava obedecendo a Deus, mesmo que aquilo fosse algo louco de se fazer. E o papel de sua mulher não era somente ficar ao lado dele, mas apoiá-lo, acreditando em sua fidelidade a Deus e naquilo que deveria ser feito.
Observe que, na Palavra de Deus, não consta que a mulher de Noé estava ao seu lado quando Deus falou com ele. Então, o papel de acreditar e apoiar ficou ainda mais difícil, até porque construir um projeto grandioso como a arca parecia algo além da compreensão humana. E realmente era.
Uma mulher forte
Concluímos que Noé precisava de uma mulher forte ao seu lado, para ajudá-lo a passar por dificuldades e perseguições enquanto executava o plano de Deus.
A esposa de Noé, apesar de não ter um nome citado, foi de suma importância. Ela não se deixou levar por seus sentimentos humanos, pensando, por exemplo, que seu marido estava louco ao vê-lo construir a arca. Ela não deu espaço à dúvida, aos falatórios; ela simplesmente foi uma mulher forte, sem limites.
Será que ainda encontramos esposas assim? Fiéis, dedicadas e fortes o suficiente para passar pelas dificuldades ao lado do marido, sem duvidar, sem julgar, apenas confiando nele?
Quantas vezes seu marido se empolgou com uma ideia e você simplesmente o ridicularizou? Será que o plano que ele tinha não era um plano de Deus? Será que você não impediu que o realizar do Senhor acontecesse na vida dele e, por consequência, atrapalhou a chegada das bênçãos para toda a família?
Tome a esposa de Noé como um exemplo de mulher forte, que não precisou estar em foco, à frente de algo, mas sim foi todo o suporte para que seu marido pudesse obedecer a Deus. Ela realmente foi a mulher ajudadora e sábia (Provérbios 14:1).
A resposta à sua fidelidade e amor incondicional foi que Deus a chamou para estar ao lado do marido dentro da arca, ou seja, ela participou da bênção (Gênesis 7:1).
Que seu amor e sua lealdade a Deus e ao seu marido sejam tão reais que a façam viver a plenitude da graça de Deus.
A Juíza Débora
Ela exerceu o poder com sabedoria e humildade
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
eliana.garcia@arcauniversal.com
É só entrar em qualquer livraria que depararemos com inúmeros títulos direcionados para a mulher moderna, que trabalha, estuda, é mãe, esposa e profissional. Muitos desses livros, no entanto, não contêm subsídios que possam dar um direcionamento coerente para a mulher cristã. Por que então não recorrer à Bíblia? Nas páginas do Livro Sagrado podemos encontrar histórias inspiradoras de mulheres, que, embora tenham vivido milhares de anos antes de nós, ainda assim, em nada diferem das mulheres contemporâneas. Através de atitudes sábias, elas podem nos ensinar a aliar trabalho e casamento e principalmente, a ouvir a voz de Deus e seguir uma vida de acordo com a temática cristã. Por isso, iniciamos essa série "Mulheres da Bíblia".
Já que atualmente grande parte das mulheres tem profissão, trabalha fora e cumpre dupla jornada, a nossa primeira personagem será Débora, que foi a única mulher na Bíblia a exercer o cargo de juíza em Israel.
Débora foi uma mulher à frente do seu tempo. Ela é um exemplo de emancipação feminina, em uma sociedade, onde a mulher não tinha tanto destaque na vida profissional. Com sabedoria, ela escreveu seu nome na história Bíblica como juíza, sem deixar de lado o amor à família e à humildade.
No Livro de Juízes, capítulo 4, começa a narrativa dessa mulher forte e corajosa. "Débora julgava a Israel naquele tempo. Ela atendia debaixo da palmeira de sua casa entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo."
Não sabemos de onde ela veio. A Bíblia conta apenas que, descontente em ver o povo de Israel nas mãos dos inimigos, ela se levantou para lutar por eles.
Juízes 5.7. "Ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel."
Sua história antes de ser juíza, é desconhecida, mas ela conquistou o respeito do povo, era temente a Deus e além de agir com sabedoria, agia principalmente com amor.
Débora também era casada com um homem chamado Lapidote. A Bíblia não relata, mas provavelmente deveria ter filhos.
Outra característica marcante dessa mulher era ser segura e confiante. Tanto que Baraque, responsável pelo Exército de Israel, disse que só iria para a batalha se Débora fosse junto.
Juízes 4. 8: "Então lhe disse Baraque: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei."
Ela tinha o poder em suas mãos, era uma líder, mas não usava de presunção, orgulho ou altivez. A Bíblia nos leva a crer que ela era submissa no sentido de não deixar que a sua doçura fosse ofuscada pelo cargo que ocupava.
Juízes 5. 9: "Meu coração se inclina para os comandantes de Israel, que, voluntariamente, se ofereceram entre o povo;"
O que podemos aprender com ela?
Débora soube conciliar a vida profissional com a vida pessoal. Exerceu funções de poder, mas não deixou que a emancipação, a liberdade, prejudicassem a sua essência feminina permeada por amor, doçura, mansidão e humildade.
Sem o apoio de Débora, o experiente Baraque não teria ido à luta, tampouco teria vitória, mostrando que sem o incentivo e a sabedoria da mulher, não há vitória em nenhum setor da vida.
Débora se levantou e se colocou à disposição de Deus e foi usada por Ele para libertar e dar vitória a seu povo.
No final ela exclamou: "Porém os que te amam brilham como sol quando se levanta no seu esplendor."Juízes 5-3.
Quem ama a Deus em primeiro lugar e busca a Sua direção, brilha em todas as áreas da vida.
A mulher cananeia
Ela foi até Jesus interceder pela filha e a sua fé e persistência foram decisivas para que acontecesse um milagre
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
eliana.garcia@arcauniversal.com
O Evangelho de Mateus (15:21-28) fala da mulher cananeia, que foi ao encontro de Jesus enquanto ele andava pelas terras de Tiro e Sidom. Ela acompanhava a multidão e clamava: “... Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” Mesmo ouvindo, Jesus não respondeu àquela mulher. Até os discípulos rogaram ao Mestre em favor dela, mas a Bíblia diz que Jesus se manteve em silêncio.
No Livro de Marcos (7:24-29), essa mesma mulher é descrita como grega ou siro-fenícia, que não conhecia a Cristo, mas que sabia que só Nele poderia alcançar o que tanto desejava: a libertação de sua filha, que vivia atormentada por um espírito maligno.
Assim como aquela mulher, que é descrita apenas da cidade de onde vinha, há muitas mães que também estão clamando por seus filhos, que estão presos nas armadilhas das drogas, prostituição, de coisas erradas. E muitas mães sabem que só Cristo poderá libertá-los.
Persista
Quem está lutando por um familiar, que medite nesta passagem da mulher cananeia. Mesmo estando atrás do Mestre e clamando por um milagre, ainda assim, Deus não lhe deu o que precisava de imediato.
Não adiantava só chegar e Jesus ouvir o seu pedido. Ele também precisava falar com ela. Só quando ela ouviu a voz de Cristo, o adorou e colocou diante Dele toda a sua fé, foi que o seu milagre aconteceu.
O que podemos aprender
Muitas vezes pessoas podem dizer que o sonho é em vão, que o seu familiar não tem mais jeito. Não dê ouvidos. Faça como a mulher cananeia. Aguente firme, continue a caminhada, se aproxime de Jesus e obtenha o seu milagre.
Não desista diante das dificuldades. Mesmo que aparentemente o Bom Mestre não esteja respondendo, Ele está ouvindo. Ele está escutando o seu clamor. E só a sua fé é capaz de fazer com que esse milagre aconteça. Essa fé só se concretiza através da persistência.
Jesus tem a capacidade de fazer as pessoas se movimentarem pelo campo da fé. E foi isso que essa mulher fez. Mesmo diante do silêncio de Deus, ela não desistiu, continuou acreditando que obteria a vitória.
Que assim como a mulher cananeia você também possa ouvir de Jesus: "Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã." (Mateus 15:28)
A mulher de Ló
A esposa do sobrinho de Abraão ouviu o coração e virou sal. O que podemos aprender com este triste exemplo?
Por Jaqueline Corrêa
redacaoiurd@arcauniversal.com
redacaoiurd@arcauniversal.com
Imagine a seguinte situação: você tem muitos amigos, gosta de sair para todos os lugares, desfruta da companhia de pessoas que aparentemente são legais, mas, no fundo, sabe que elas não trazem tanta alegria e paz como força-se a acreditar. Então, você conhece alguém que é ainda mais especial, que está prestes a lhe libertar de um tormento inesperado e, no entanto, quando ele pede para largar essas más amizades, abandonar sua antiga vida e essas angústias que ninguém foi capaz de arrancar e seguir em frente, você simplesmente diz não.
Foi o que aconteceu com a mulher de Ló. Ele era sobrinho de um homem muito rico, chamado Abraão, cuja riqueza crescia vertiginosamente. Por terem suas posses multiplicadas dia a dia, os pastores dos rebanhos de ambos começaram a se desentender. Com as desavenças entre os administradores, resolveram se separar.
Então, Ló, a esposa, as duas filhas e toda a sua casa, juntamente com os rebanhos, partiram por uma terra regada, onde ficava Sodoma.
A mulher de Ló tinha tudo ali, por isso, deveria ter privilégios e desfrutar das melhores coisas do lugar. Os bens da família estavam lá; o marido, provavelmente, era considerado e honrado na cidade, já que se assentava junto às suas portas; os genros também eram de Sodoma. No entanto, a cidade era cheia de corrupção, perversidade sexual e tão cheia de pecado que o próprio Deus decidiu destruí-la.
Antes disso, porém, precisava tirar Ló e os seus de lá. Um dos mensageiros de Deus, que avisaram sobre o fim da cidade, disse: “... Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças.” (Gênesis 19:17) Mas foi exatamente isso que a esposa de Ló fez: “E a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal.” (Gênesis 19:26)
A mulher de Ló não se atentou ao recado de não olhar para trás, preferindo arriscar e matar a saudade dos erros, das antigas más amizades, das péssimas atitudes. Ela precisou olhar para trás e ver com os próprios olhos a promessa de Deus cumprida.
Alerta
A mulher, que é citada na Bíblia apenas duas vezes, não possui registros de seu nome. Mesmo assim, seu ato rebelde foi suficiente para fazer Jesus lembrar-se dela para nos advertir: “Lembrai-vos da mulher de Ló.” (Lucas 17:32)
Isso foi um alerta que Cristo fez a todas as mulheres e homens. É um recado para todos nós sobre o perigo de se olhar para trás e sobre a inutilidade de voltar ao passado e tentar sempre revivê-lo.
A mulher de Ló de hoje pode ser o João, o José, a Maria, a Ana e tantas outras pessoas que buscam no que passou a força propulsora para continuar a viver uma vida amargurada, sofrida e enganosa.
Então, ela foi emocional. A mulher de Ló até conseguiu obedecer a Deus por um momento, mas, como suas emoções afloravam na pele, sua razão ficou insana e a desobediência foi imediata. Com o coração no passado, ela só podia olhar para trás e tentar resgatá-lo.
Mas, o que a mulher de sal não sabia é que o coração atrai para o erro, e é tão sedutor e forte que só mesmo a razão pode neutralizá-lo.
O que a mulher de sal não sabia é que usando a fé racional temos condição de obedecer até o fim – preservando a nossa vida, ainda que seja momentaneamente numa caverna.
A mulher hemorrágica
Mesmo sem forças, ela enfrentou uma multidão para tocar nas vestes de Jesus e ser curada
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
eliana.garcia@arcauniversal.com
A Bíblia conta a história de uma mulher que havia 12 anos sofria de uma hemorragia. (leia Marcos 5:25-34). Não sabemos o seu nome, mas o seu testemunho perpetua há gerações e tem servido para que outras pessoas também creiam no poder de Deus.
Na época de Jesus, as pessoas seguiam costumes do tempo de Moisés. Neles estava explícito que durante o período menstrual as mulheres tinham que ficar num lugar à parte da sociedade, sozinhas, ou somente com outras mulheres. Quem lhe tocasse seria considerado imundo.
Sofrendo de hemorragia há 12 anos, ela padecera nas mãos de vários médicos, gastara tudo que podia, sem, contudo, obter a cura. Ao contrário, ficara ainda pior.
Mas quando ela ouviu falar de Jesus e de seus milagres não teve dúvidas. Precisava encontrá-Lo. E se apenas tocasse em suas vestes tinha certeza de que seria curada.
Ela rompeu com velhos costumes, que não estavam fazendo diferença em sua vida, e foi em busca de seu milagre.
Com um propósito no coração de que se apenas encontrasse com o Mestre seria curada, ela misturou-se à multidão e tentava a todo custo chegar perto de Jesus. Ela estava sem forças, afinal, há muitos anos sofria com uma hemorragia que devia deixá-la debilitada.
Será que conseguiria chegar perto de Jesus?
Mas a fé faz coisas inacreditáveis. Ela nos impulsiona, nos faz ir além. E movida pela fé, aquela mulher encheu-se de coragem, enfrentou a multidão, tocou nas vestes de Jesus e imediatamente foi curada.
“Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?” (Marcos 5:30)
Reflexão
Jesus está esperando que toquemos em suas vestes. Não importa a multidão. Basta agirmos com fé, que na hora o milagre acontece.
A última esperança daquela mulher era Jesus. Você já depositou a sua última esperança nas mãos Dele?
A mulher do fluxo de sangue estava sem forças. Saiba que Deus conhece as nossas fraquezas. Ele até diminui o passo, muitas vezes, para que o alcancemos.
Dá tempo de deixar para trás velhos costumes e se lançar com toda fé diante de Deus. De tocar em suas vestes e só sair de lá com a bênção.
E que assim como aquela mulher, você também possa ouvir: “... Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.” (leia Marcos 5.34)
A rainha de Sabá
Ela quis ver para ter certeza
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Podemos dizer que a rainha de Sabá era uma mulher teimosa, assim como muitas. Mas o fato foi que a sua teimosia gerou fé.
Quando alguém ganha fama de inteligente ou alguma coisa que tem ótima qualidade, qual a primeira atitude alheia? Provar se é real. E foi exatamente o que a rainha de Sabá fez em relação ao conhecimento de Salomão à respeito de Deus (1 Reis 10:1).
A intenção dela realmente foi prová-lo, tanto que fez uma lista só de perguntas difíceis, para ver se Salomão responderia. E ele respondeu a todas elas (1 Reis 10:4).
Depois de ouvir tudo o que Salomão explicou, ela percebeu todas as coisas que estavam ao redor dele – casa, comida, servos (1 Reis 10:4-5). Apenas observando isso, já mostrava o grande homem conquistador que era. Porém, só depois de ter todas as respostas, a rainha de Sabá foi capaz de perceber as demais coisas, que estavam tão claramente diante dos seus olhos.
E quantas mulheres não são assim? Ficam procurando respostas, sendo que elas estão bem perto, em situações tão óbvias quanto as respostas de cada uma das dúvidas. Às vezes não queremos ver o que está diante de nós, preferimos o caminho mais longo, mais teimoso, mais dolorido.
Fé maior
A rainha de Sabá, percebendo o quanto a sabedoria de Salomão era ainda maior que toda a sua fama, creu no Deus dele, pois viu sua inteligência e também tudo o que tinha (1 Reis 10:9).
A teimosia delaa levou para uma fé maior. Poderia ser através de um caminho menos ousado, sem provar a sabedoria de Salomão? Talvez sim, mas ela precisava ver, a sua fé estava relacionada a isso. E qual o problema? Nenhum. Isso mostra que Deus pode falar com todos, mesmo usando os nossos defeitos, Ele nos ama e nos direciona da melhor maneira para a nossa vida.
Isso não quer dizer que não precisamos buscar o aperfeiçoamento, mas que Deus está além de nossos defeitos. Ele usou a ousadia da rainha de Sabá, de duvidar da fama de Salomão, e a fez crer ainda mais Nele.
Ela é um exemplo de ousadia? Sim. Mas também um exemplo de que Deus fala conosco nos detalhes, evitando um possível constrangimento ou um trabalho desnecessário. Preste atenção ao seu redor, a resposta está bem perto de você.
A serva de Naamã
Mesmo tendo sido levada cativa, ela deu testemunho de confiança e amor a Deus e sua atitude foi crucial para que um dos mais lindos milagres do Velho Testamento acontecesse
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
eliana.garcia@arcauniversal.com
Uma menina sem nome, levada cativa para viver na casa de Naamã e que tinha todos os motivos para maldizer sua vida, deu um belo testemunho de amor a Deus. Mesmo sem ter o nome revelado, ela ajudou a escrever uma das mais belas histórias de milagre do Velho Testamento.
Naamã era comandante do exército do rei da Síria. Ele era herói de guerra, porém, leproso. Sua história se passa cerca de 860 a 841 a.C. (antes de Cristo). A Síria naquela época possuía uma relação instável com Israel. Tropas da Síria haviam invadido o país e levado cativa uma judia (leia 2 Reis 5:2).
A nossa personagem sem nome, além de cativa tornou-se serva de Naamã. E em vez de maldizer a sua sorte, de viver triste, ela sabia o Deus a quem servia.
Naamã era poderoso, tinha dinheiro, bens, status, no entanto, havia algo que o mantinha envergonhado: a sua lepra.
Vendo o sofrimento de Naamã, essa menina fala à sua senhora: “... Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria de sua lepra.” (2 Reis 5:3)
Essa foi a única palavra dessa menina. Mas foi de suma importância para que um dos mais belos milagres da Bíblia acontecesse.
Reflexão
Por que Naamã ou sua esposa deu ouvidos à serva? Ela era judia – os judeus eram inimigos dos sírios –, poderia muito bem fazer alguma armadilha para o seu senhor. Por que Naamã deu ouvidos a ela?
Porque, embora serva, ela em todo o tempo deve ter sido fiel. Em vez de ficar murmurando, fazia o seu trabalho da melhor forma possível. Ela havia perdido a sua liberdade? Sim. Mas não havia perdido a sua fé. Diferentemente do seu patrão, que embora fosse um homem rico e tivesse liberdade, era cativo de sua doença.
Naamã procurou Eliseu, homem de Deus e foi curado.
A Bíblia não relata o que ocorreu depois, mas acredita-se que depois da cura de Naamã essa menina foi honrada.
Lição
Que assim como essa garota possamos em todo o tempo ser fiéis e mostrar para as pessoas quão grande é o Deus que servimos.
E nos lembremos sempre que quando agimos com sabedoria e damos bom testemunho, bastam pequenos gestos para fazer a diferença e, assim, verdadeiros milagres acontecerem.
A viúva de Sarepta
Ela foi provada em sua fé e humildade
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
A história da viúva de Sarepta começa com o cuidado de Deus pela vida de Elias. Era uma época de secas e de sobrevivência (1 Reis 17:1), mas o profeta pode viver do sustento vindo do Senhor (1 Reis 17: 2-6). O tempo passou, o ribeiro que dava água a Elias secou e, nesta hora, Deus ordena que ele vá a Sarepta, para receber ajuda de uma viúva (1 Reis 17: 8-9).
O nome dela não é citado na Bíblia, mas ela nos deixou um exemplo de obediência e humildade. Ela vivia com o filho e tinha apenas o suficiente para os dois. Depois disso, iriam morrer.
Mesmo nestas condições, a viúva obedeceu a Elias e fez um bolo com o pouco de farinha e azeite que tinha. Ela colocou sua fé em prova, acreditando na palavra do profeta (1 Reis 17:12-16). Desta forma, deu espaço para que acontecesse um milagre em sua vida.
O mais impressionante é que ela se abriu para acreditar em um Deus que não conhecia, se permitiu acreditar em uma única chance que tinha para ajudar alguém, mesmo que isso trouxesse morte para a sua casa. Mas foi exatamente o contrário que aconteceu, porque Elias, a viúva e o filho dela comeram ainda por muitos dias.
Deus supre todas as necessidades
Quantas vezes passamos por situações difíceis e estamos com o coração fechado com tantas preocupações, incapaz de ver a situação da pessoa que está ao lado. Elias também estava com fome, e a viúva tinha pouco, para o sustento de si mesma e do filho. Mas Deus a usou para sustentar seu profeta e, assim, sustentou a todos. Esta é a prova de que o Senhor se preocupa com nossos problemas.
Depois disso, o filho da viúva ficou muito doente e morreu. Ela chegou a colocar em cheque a servidão de Elias (1 Reis 17:18). Mas o Senhor estava colocando sua fé em prova novamente. O profeta pegou o menino e clamou a Deus até que ele recebesse vida de novo (1 Reis 17:19-22). Quando Elias entregou a criança viva nos braços da mãe, ela o reconheceu como um homem de Deus verdadeiro (1 Reis 17:23-24).
Agora pense: quantas coisas ruins aconteceram? A seca, a fome, a morte. E quantas coisas nos cercam diariamente também, como as dívidas, a violência, a falta de amor, de compreensão, as necessidades, enfim. Tudo pode nos levar a não acreditarmos. Porém, a fé é algo inexplicável, e só vive o milagre quem tem coragem de colocá-la em prática.
Deus demonstrou que se preocupava com eles. Enviou Elias para um lugar onde todos teriam sustento e ressuscitou o único filho de uma mulher que já não tinha a presença do marido.
A viúva de Sarepta é um exemplo de que não podemos nunca deixar de acreditar, apesar das circunstância ao redor. Mesmo sem ver uma solução, ela chegará de uma forma surpreendente. Basta tão somente crer.
Abigail
Ela mostra como é possível resolver situações injustas com compaixão e bondade
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Quem não conhece alguém insuportável de conviver, que é avarento, infiel e não se importa com uma vida correta? Abigail conviveu com uma pessoa exatamente assim: seu próprio marido, Nabal (I Samuel 25:3), mas conseguiu “tirar de letra”, porque era íntegra, bondosa e tinha compaixão das pessoas.
E ter compaixão hoje em dia é quase uma dádiva de Deus, não é mesmo? Há tantas pessoas com quem lidamos diariamente – ou que tentamos – que demonstram querer prejudicar a vida de quem está ao redor. E foi em uma situação como essa que Abigail interveio e conseguiu amenizar uma briga entre seu marido e os guerreiros de Davi (I Samuel 25:25).
Tudo começou porque Nabal insultou os homens de Davi, em vez de ter um coração grato, depois de receber ajuda deles (I Samuel 25:10-11). Foi aí que Abigail se posicionou como uma pessoa pacífica, acalmando o coração de Davi, para que não houvesse vingança (I Samuel 25:18).
Ela, além de dar a comida que eles pediram, foi até Davi para pedir que ele desistisse do confronto que, com certeza, mataria muitas pessoas. Abigail foi mais que corajosa, foi uma pessoa íntegra e fiel, porque logo depois contou ao marido tudo o que tinha feito (I Samuel 25:37).
Agindo como Deus quer
Será que você tem sido pacífico em situações difíceis entre as pessoas? Ou será que você gosta mesmo é de ver todo mundo discutindo e gritando para resolver problemas?
Abigail foi pacífica, mas não passiva. Ela poderia ter escondido de Nabal que falou com Davi, poderia também ter deixado de lado toda a história, porque seria uma boa oportunidade de se livrar do marido violento. Mas não fez isso. Ela não implorou para que Davi não fosse vingativo, mas expôs suas ideias, lembrando a ele de sua integridade e de seu futuro reinado (I Samuel 25:29-31). Ela foi sábia e fiel.
Em meio a tanta confusão, Abigail agiu como Deus desejava: misericórdia do marido impertinente, paz entre os homens e integridade para o futuro rei. Ela mostra como devemos agir com aquelas pessoas difíceis de lidar, como um marido complicado, filhos na adolescência, colega de trabalho mal humorado, pessoas que reclamam de tudo e tantas outras situações complicadas do dia a dia.
Fazer o que ela fez é ter sabedoria e amor pelo próximo. Às vezes, a situação é tão caótica de relacionamento entre as pessoas, que a vontade de muitos é sumir, não falar com mais ninguém, se excluir daquele núcleo de pessoas. Mas é isso que Deus quer que façamos? Como podemos dar testemunho do poder Dele se não soubermos conviver com pessoas difíceis?
Parece algo impossível, mas Abigail conseguiu, em um caso que envolveu risco de morte de várias pessoas. Ela não teve medo de falar, de resolver e ser sincera. Foi pacífica e um canal de Deus para evitar mais desentendimentos.
Compaixão e bondade devem fazer parte de nós, assim como em Abigail. Somente com essas características seremos capazes de entender e, acima de tudo, amar pessoas tão difíceis como Nabal.
Abisague
Amável, foi escolhida para cuidar do rei Davi
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Mesmo tendo várias mulheres, quando o rei Davi chegou na velhice, não tinha uma companheira que pudesse aquecê-lo à noite,e foi isso que os seus servos buscaram (I Reis 1:1-2).
Nessa busca, Abisague foi escolhida por ser muito formosa. Talvez a única maneira de saber que ela era amável, era olhar a sua aparência, que era de bom agrado (I Reis 1: 3). Sua formosura mostrou o quanto ela se cuidava e isso pressupunha que poderia cuidar muito bem de outra pessoa.
Mesmo Abisague sendo escolhida para dormir com o rei, ela não foi possuída, ou seja, eles não tiveram relações sexuais. Ela simplesmente colocou em prática a característica mais buscada e admirada em uma mulher: cuidadora.
A breve passagem Bíblica que cita Abisague com certeza não aparece à toa na Palavra de Deus. Ela nos ensina a importância de ser uma mulher amável, disposta a ajudar sempre.
Será que as outras mulheres de Davi esqueceram o motivo que as levou até o palácio? Ou começaram a dar mais valor ao local e seus benefícios, em vez de observar se o seu rei estava sendo bem cuidado?
Seja uma “Abisague”
Essa mulher não foi só mais uma. Abisague se destacou por sua beleza e amabilidade.
A sua beleza serviu para mostrar o quanto ela seria capaz de trazer bem-estar ao rei, porque ela se cuidava e estava sempre bem consigo. Na atual situação de velhice de Davi, o que importava era o cuidado e a dedicação.
Será que você valoriza demais a casa, as roupas que seu marido pode dar e deixa de lado a verdadeira mulher que você pode ser para ele?
Você tem se cuidado,arrumado o cabelo, se preocupado com o corpo? Com certeza isso também agradará o seu marido e ele se sentirá importante, amado por você.
Dedique-se a ele, começando a se cuidar para ele. Depois, comece a prestar atenção nele, naquilo que o faz feliz. Você vai ver que agradá-lo é muito mais fácil do que imagina.
Assim como Abisague, que somente se deitava com o rei para aquecê-lo, faça algo que exalte a verdadeira mulher que você pode ser ao seu amado. Cuide de quem ama.
Ana
Uma história de confiança e fidelidade
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
O nosso cenário de hoje é a terra de Israel. Nossa personagem é Ana e a sua história é de confiança, fé e fidelidade.
Ana viveu no tempo de Juízes, por volta de 1.100 anos a.C (antes de Cristo). O tempo de Juízes foi marcado pelo materialismo, crueldade e corrupção religiosa; no entanto, Ana se destaca por sua bondade e temor a Deus. Ela morava na região montanhosa de Efraim, a cerca de 9 quilômetros de Jerusalém.
Ana era casada com Elcana, que tinha outra esposa, Penina. Embora fosse amada por seu marido, Ana sofria por ser estéril. A esterilidade era considerada uma desgraça, um sofrimento. E, como se não bastasse, ela ainda tinha que conviver com as provocações de sua rival.
O que Ana fazia diante da dor? Ela orava. O que fazia diante das provocações da rival? Orava. O que fazia diante de qualquer situação? Orava.
Anualmente ela ia ao tabernáculo oferecer sacrifícios, mas, ano após ano, ela não via o seu sonho ser realizado. Outra pessoa desistiria, mas não Ana, que, em vez de dar-se por vencida, chorou abundantemente diante de Deus, fazendo um voto com Ele. “...Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição de tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias de sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.” (1 Samuel 1:11)
Quando Ana levantou-se, o rosto dela já não era mais triste. Ela tinha certeza de sua vitória.
Deus atendeu ao pedido de Ana, que gerou Samuel. Ela cumpriu o seu voto e assim que o menino foi desmamado (as israelitas desmamavam os filhos por volta dos três anos de idade), o levou à casa do Senhor.
Por meio dessa atitude, Ana mostrou reverência e obediência a Deus, o que, mais tarde, faria toda a diferença na vida de Samuel.
Ao entregar o filho, Ana o fez com alegria. No capítulo 2 podemos ver a felicidade dela em dar a Deus o que havia prometido. “...O meu coração se regozija no Senhor. A minha força está exaltada no Senhor; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação.” (Samuel 2:1)
Ana alcançou graça diante de Deus e ela recebeu infinitamente mais. Depois de Samuel, ela teve mais cinco filhos (leia 1 Samuel 2:21).
Lições
Ana era uma mulher de oração.
Por muito tempo ela orou, clamou, foi humilhada por Penina, mas, em vez de reclamar, dobrou o joelho e humilhou-se diante de Deus.
Outra questão importante: Qual a área de nossa vida que está estéril, e não tem dado frutos? Através do que vimos na vida de Ana, quando chega a hora de Deus agir, Ele pode dar infinitamente mais do que pedimos.
Temos que perseverar naquilo que queremos. Ana foi perseverante. Ela não desistiu, mostrando que uma mulher de fé confia realmente nas promessas de Deus.
Que exemplo ela nos deixa? Que em vez de reclamar da vida, por que não oramos? Que em vez de brigar, de retrucar, por que não abrir o coração e derramar toda a nossa queixa diante do Altíssimo? Que assim como Ana, sejamos também pessoas de oração.
Qualidades de Ana:
- Ela era uma mulher de fé;
- Persistente na oração;
- Não retrucava as provocações;
- Mulher fiel, cumpridora de seu voto;
- Tinha compromisso com Deus;
- Era humilde.
Bate-Seba
Obediente ou adúltera?
Por Tany Souza
O rei Davi resolveu não ir para a batalha e ficou em casa. Em uma tarde, ao passear no terraço, avistou uma mulher muito bonita se banhando. Ele manda investigar quem era aquela e descobre Bate-Seba (2 Samuel 11:1-3).
Neste momento, o lado carnal de Davi se aflora e ele manda trazê-la, mesmo sabendo que era uma mulher casada, e tem relações com Bate-Seba, que engravida (2 Samuel 11:4-5).
Davi, sabendo deste filho, determina que Urias, marido de Bate-Seba, volte da guerra, para que se deitasse com a esposa e, assim, se livraria da culpa. Mas não foi o que aconteceu. Urias achou injusto com os outros soldados que estavam em guerra e não fez o que Davi ordenara (2 Samuel 11: 6-12).
Percebendo Davi que Urias não se deitaria com sua esposa, comandou que na próxima guerra ele ficasse à frente de todo o exército e que ninguém lutasse para defendê-lo, assim, morreria. E foi o que aconteceu.
Consequências de um caminho tortuoso
Será que Bate-Seba fez tudo de forma pensada? Se banhar ali, em um lugar com possibilidade de ser vista, depois se deitar com o rei, ter um filho dele.
Será que ela foi obediente a um chamado do rei ou desejou estar ali? Ela sabia que Davi não tinha ido guerrear? A Bíblia não traz as respostas a estas perguntas, não mostra as intenções do coração de Bate-Seba, mas conta a consequência do pecado.
Adultério, gravidez indesejada, morte de inocentes (Urias e o bebê). Há milhares de mulheres que vivem ou já viveram algo semelhante ao escolher, assim como Bate-Seba, ir adiante com o pecado e, por consequência disso, andar em caminhos tortuosos.
O perdão e a restauração de Deus
Mais adiante, depois da morte de Urias, Bate-Seba se torna oficialmente mulher de Davi (2 Samuel 11:26). Porém, essa história, que começou no pecado, não termina assim.
Deus envia um profeta chamado Natã para falar com Davi, que se arrepende do que fez (2 Samuel 12:1-14). Mesmo assim, ele e Bate-Seba não deixaram de viver a morte do filho (2 Samuel 12:15-19).
Mas, ao passar por tudo o que Deus falara através de Natã, Davi consolou Bate-Seba, se deitando com ela, concebendo assim a outro filho, amado do Senhor, chamado Salomão.
Essa história de escolhas, adultério, consequências e arrependimento é um exemplo do grande amor de Deus. Mesmo com tantas atitudes que entristecem o coração Dele, o perdão e a restauração sempre estarão disponíveis àquele que se abre para ouvir a voz do Senhor.
Não seja obediente o ponto de pecar. Não se disponha para ser um canal de pecado para alguém. Fique atento a suas atitudes, para que não viva no futuro a consequência de cada uma delas.
Dalila cativou Sansão com sua beleza e seu charme. Ela era daquele tipo de mulheres que tinha que conseguir o que queria, ainda que para isso tivesse que fazer um drama e chorar a semana toda.
A mulher sedutora tem seus próprios métodos, é insistente, provocante e instigante. Dalila o adulou e persuadiu, ficou amuada e fez exigências.
Com sua habilidade de manipular e seduzir ela descobriu o segredo do marido e o entregou a seus inimigos a troca de dinheiro e sem remorso algum.
Afinal esse era o seu propósito desde o inicio.
Sansão nunca devia ter casado com uma mulher estrangeira, ou seja que não era da mesma fe.
Ser precipitados os levou a destruição, casar apressadamente só por causa da atração física é um passo perigoso.
Infelizmente na atualidade também vemos este tipo de comportamento e as vezes em mulheres que estão dentro das igrejas, mas com a única intenção de seduzir.
São mulheres que não respeitam compromissos e agem de modo consciente e intencional.
Elas sabem muito bem o que estão fazendo, sabem que esta errado, mas querem ir ate ao fim.
A mulher sensual, usa seu poder de sedução para alcançar objetivos maquiavélicos e ambiciosos, sem tomar em conta a palavra de Deus.
Você já ouviu aquela frase, “não me importo se ele é comprometido, ainda não esta casado, vou seduzi-lo ate ao fim, ele será meu.”
Ou aquela outra: “não me interessa se é casado, eu vou alcançar meus objetivos, vou ter o que quero ainda que tenha que passar por cima de todos”.
Sempre agem com segundas intenções, para conseguir já seja o homem, dinheiro, posição, promoção ou simplesmente pelo prazer de destruir.
Claro que o fim destas mulheres não será nada bom, pois Deus não tolera este tipo de comportamento.
Diná
Sua curiosidade lhe trouxe humilhação
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock
tany.souza@arcauniversal.com
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Diná era a única filha de Jacó com Lia (Gênesis 30:20-21). Ela não tinha outras jovens para conversar e as mulheres que conhecia já estavam em idade avançada. Foi quando sua curiosidade tornou-se uma armadilha (Gênesis 34:1).
Um dia, Diná resolveu sair de sua tenda para conhecer as pessoas ao redor – quem sabe ela não encontraria outra jovem para conversar? Porém, acabou por chamar a atenção de um homem que a violentou (Gênesis 34:2).
Ela perdera sua virgindade com um homem que mal conhecia. Apesar de ele ser o príncipe daquela terra e ter se apaixonado por ela, isso entristeceu o coração de seu pai, Jacó, e de toda a sua família (Gênesis 34:3-5).
Um passo para a perdição
Quantas meninas, jovens e até mesmo mulheres, que conhecem a Jesus, nasceram em berço cristão, já não se aventuraram pelo mundo e se deram mal?
Isso acontece porque a curiosidade é maior que a obediência. Os jovens, com suas emoções afloradas, desejam conhecer o mundo e ter seus próprios conceitos formados em relação a tudo, assim, deixam de lado a experiência e o cuidado dos pais.
Talvez Diná não tivesse idade o suficiente para casar-se e conhecer um homem. Talvez ela fosse superprotegida. Mas, independentemente de qualquer coisa, o tempo dela chegaria e, com certeza, seria muito diferente do que aconteceu.
Por causa de sua falta de sabedoria, da ansiedade, da curiosidade, ela acabou sendo violentada e trouxe para a sua vida um grande trauma.
Preste atenção em seus ímpetos. Não faça nada que possa trazer consequências graves para a sua vida. Ouça os mais experientes, ore e busque a direção de Deus para tudo.
“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões”Romanos 6:12
Dorcas
uma pessoa para ser lembrada sempre
Morreu e ressuscitou, como prova do poder de Deus
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
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Tabita, ou Dorcas, como ficou conhecida, era uma mulher sempre disposta a ajudar as outras pessoas (Atos 9: 36). Se você tivesse hoje Dorcas como sua vizinha, por exemplo, ela teria prazer em ficar com seus filhos ou faria aquele bolo quentinho para tomar café da tarde em sua companhia.
Porém, mesmo sendo um exemplo de prontidão, ela era humana e, certo dia, morreu (Atos 9: 37). Como Pedro estava em uma cidade próxima dali, mandaram chamá-lo. O apóstolo, chegando, pediu para ficar sozinho no local onde estava o corpo de Dorcas. Ele se pôs de joelho, orou e clamou ao Senhor para que ela vivesse. E foi o que aconteceu, Dorcas ressuscitou (Atos 9: 40-41). A partir deste momento, tornou-se uma prova viva do poder de Deus.
O testemunho de Dorcas começou com suas ajudas. Era uma pessoa aberta a amar o próximo, fazendo de tudo para agradar. Não tinha limites humanos, o que importava era estar próxima e auxiliar. E, por este motivo, se fez uma pessoa inesquecível (Atos 9: 39).
Bom testemunho
Dorcas esteve presente na vida de outras pessoas, desta forma, deu bom testemunho de serva de Deus. Era uma mulher que dava valor ao ser humano, em um mundo tão difícil.
E como precisamos de pessoas como ela hoje em dia. Que ajudem sem fazer perguntas, dispostas a gastar seu tempo, mesmo que seja para oferecer um prato de comida, um copo de água e, mais que isso, orar, a maior de todas as ajudas.
O mundo está sedento de “Dorcas”. Você está disposto a ser assim? Esta é a sua chance de marcar a vida de outras pessoas com apenas um gesto de amor, um conselho, uma experiência a ser contada, uma atitude que pode ser pequena a você, mas que fará diferença ao outro.
Se morresse hoje, que tipo de elogio receberia de seus amigos, familiares e pessoas que estão ao seu redor? Pense e tome uma atitude de amor.
A menina órfã que se tornou rainha
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
eliana.garcia@arcauniversal.com
"O rei amou a Ester mais do que todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens; o rei pôs-lhe na cabeça a coroa real e a fez rainha..." (Ester 2:17)
Ester era uma bela mulher. Seus pais haviam morrido quando ela era ainda muito jovem. Criada pelo primo Mordecai como filha, essa jovem estava fadada a ser mais uma no meio da multidão, mas Deus tinha um plano para a vida dela.
No tempo de Ester havia um rei chamado Assuero, que governava 127 províncias, desde a Índia até a Etiópia. A rainha Vasti, mulher de Assuero o desobedeceu e foi destronada. O rei estava em busca de uma nova esposa. Foram recrutadas mulheres jovens e bonitas em todas as províncias. Ester era uma dessas 127 mulheres que se candidataram a conquistar o coração do rei.
A Bíblia diz que Ester era linda. Mas não bastava apenas a beleza dela para ser coroada. Ela tinha que ter um preparo. Tinha que estar à altura do rei Assuero. Tinha que saber se comportar e ter atitudes condizentes com as de uma rainha.
Ester tinha os seus valores, mas precisava ser lapidada. Antes de ser a escolhida, a Bíblia diz que ela ficou 1 ano se preparando (leia Ester 2:12).
Temos que nos preparar para receber as bênçãos de Deus. Temos que estar preparados para governar.
Ester não tinha ninguém. Mas ela tinha Deus. Talvez você pense que não tenha ninguém, mas Deus está cuidando de você. Talvez você pense que não pode conquistar algo porque há pessoas melhores que você. Mas, quem tem o Deus de Israel como seu escudo vence qualquer obstáculo.
A arma de Ester
Antes de ser coroada, Ester também deve ter ficado insegura com o que os seus olhos viam: muitas mulheres bonitas tentando conquistar o coração do rei. Mas, mesmo havendo 126 mulheres à sua frente, focou no seu objetivo. Deus tinha um plano para a vida daquela mulher e, com oração, obediência e fidelidade ao Senhor, ela conseguiu a vitória.
Deus tirou uma mulher do anonimato e a colocou ao lado de um dos reis mais poderosos da terra naquela época. E assim, a mulher que entrou no palácio do rei Assuero como órfã, ficou conhecida como a rainha e libertadora do povo judeu.
Lição
Que possamos no mirar no exemplo de Ester e utilizar as nossas melhores armas, que são a oração e a obediência. Que enxerguemos com os olhos da fé e não vejamos apenas o que os nossos olhos carnais nos mostram, pois só assim, com sabedoria, fé, fidelidade e oração, obteremos também a nossa vitória.
Eva
Ela desobedeceu a Deus, mas mostrou sua total dependência nEle, além de ter sido uma auxiliadora capaz e sempre apta para o bem de sua casa
Por Jaqueline Corrêa
jaqueline.correa@arcauniversal.com
jaqueline.correa@arcauniversal.com
Eva foi a primeira mulher da humanidade. Seu próprio nome significa “mãe de todos os seres humanos”. E, por ter sido a primeira em quase tudo, deixou para as demais mulheres qualidades fundamentais para aqueles que confiam em Deus. O que, então, podemos aprender com ela?
Auxiliadora
Quando Deus criou o homem, viu que ele não poderia viver só. “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2:18)
Quando Adão foi criado, Deus viu que ele precisava de uma auxiliadora. Mas não era apenas isso. Essa mulher, além de auxiliar seu marido, deveria ser apta e capaz.
E não é o que os maridos de hoje também precisam? Imagine seu marido chegando em casa depois de ter enfrentado um trânsito intenso, se desgastado no trabalho, cheio de preocupação com os compromissos a honrar e, à noite, ainda ter de preparar o jantar porque você esqueceu de fazer? É inadmissível, não?
Foi por isso que Deus fez questão de qualificar Eva como idônea. Em outras palavras, Ele queria dizer que devemos ser aptas e capazes de contribuir da melhor maneira para o bem da família, fazendo de tudo para que todas as coisas corram bem no lar. Eva foi criada para ser uma auxiliadora, mas sabia que deveria ser muito mais que uma simples ajudante. Sabia que deveria ser alguém que iria fazer a diferença na vida do marido.
Dependente
Bem sabemos que a cada dia mais e mais tarefas nos surgem. A maioria das coisas que sabemos hoje vieram do conhecimento de outras pessoas. Agora, imagine Eva, a primeira mulher da humanidade, tendo que se virar para aprender tudo sozinha. Como cuidar de um imenso jardim – seu lar –, marido e uma infinidade de filhos que passaria a ter em seguida?
Uma das qualidades de Eva foi colocar toda a sua dependência em Deus. Ela estava ciente de que sozinha não conseguiria nada, mas confiava que tudo o que passaria a ter na vida viria de seu Criador. Quando teve seu primeiro filho, Caim , ela declarou: “... Adiquiri um varão com o auxílio do Senhor.” (Gênesis 4:1)
Eva aprendeu que somente em Deus nossos caminhos são bem-sucedidos. E tinha consciência de que, mesmo colhendo os frutos do seu pecado, Ele estava sempre ao seu lado, guardando-a para o melhor.
Não é assim que ocorre quando falhamos com Deus? Mesmo colhendo os frutos do erro e quando imaginamos estar só, Ele nos dá a mão como Alguém sempre disposto a nos segurar.
Influente
Mesmo depois de ter ouvido de Deus a ordem para não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Eva desobedeceu, comendo-o. E, como se não bastasse, ainda fez o marido cair.
Como mulher de Adão, soube influenciá-lo até na hora da queda: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” (Gênesis 3:6)
Pense nas vezes em que você já fez seu marido mudar de ideia. Ou nos dias em que ele bateu o martelo falando uma coisa pela manhã e à noite quem decidiu no fundo foi você. Esse poder de convencimento é uma arma feminina, que pode ser usada para o bem ou para o mal. Eva usou para o mal, mas, hoje, Deus nos dá oportunidades diárias para usar essa força para o bem de nossa casa.
Isso nos mostra o poder de persuasão que a mulher tem. Dependendo do modo como ela pensa, fala e age, pode influenciar, e muito, o marido, podendo levá-lo tanto ao progresso quanto ao regresso. A Eva de hoje pode levar o marido tanto para o crescimento profissional, pessoal e espiritual quanto para o fracasso de vez.
Evódia e Síntique
Conheça a história dessas duas personagens da Bíblia que eram ajudantes do apóstolo Paulo, mas viviam brigando na igreja
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
eliana.garcia@arcauniversal.com
Por volta do ano 61 depois de Cristo (d. C.), o apóstolo Paulo estava engajado na propagação do Evangelho. Naquela época estava sendo construída a igreja em Filipos e lá havia duas mulheres, Evódia e Síntique, que embora estivessem trabalhando na Obra de Deus, não concordavam em alguns pontos e devem ter causado muitos problemas, pois Paulo, em uma carta que escreveu aos Filipenses, no capítulo 4, versículo 2, faz uma breve admoestação: “Rogo a Evódia e rogo a Síntique pensem concordemente, no Senhor.”
Elas eram importantes para a igreja, mas a contenda entre elas podia colocar tudo a perder.
A solução encontrada por Paulo foi chamar a atenção das duas e pedir também a outras pessoas que as auxiliassem nessa empreitada pela paz, pois ali, na igreja de Filipos, não havia lugar para disputas e fofocas.
Mas isso não aconteceu só naquele tempo, tampouco naquele lugar. Há muitas Evódias e Síntiques na atualidade, que estão disputando atenções e, em vez de ajudar, estão atrapalhando a Obra de Deus.
O apóstolo Paulo não menciona o motivo da discórdia, mas é o que menos importa quando temos diante de nós um objetivo maior, que é ser usado por Deus.
A Bíblia não comenta o que aconteceu depois com essas duas mulheres, provavelmente devem ter deixado as desavenças de lado e se uniram não só para cortar a raiz das discórdias e falatórios, mas para também servir de lição para muitos de nós hoje em dia.
O que podemos aprender com elas
- Às vezes olhamos para alguém que está na mesma batalha com a gente não como aliado, mas como adversário. E na ânsia de ter mais destaque, acabamos atrapalhando a Obra de Deus;
- Ao vermos alguém em discórdia, que possamos orar e ajudar a resolver os problemas que porventura existirem;
- Não devemos fomentar comentários e sim cortar o mal pela raiz logo que essa erva daninha começar a brotar.
Ela foi rejeitada, mas não abandonada
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
eliana.garcia@arcauniversal.com
Hagar tinha todos os motivos para passar o resto da vida lamentando. Ela era a serva egípcia de Sara e foi forçada por sua dona a dar um filho a seu marido, Abraão.
Ao engravidar do marido de sua patroa, o ego de Hagar fica inflado e ela começa a desprezar sua senhora, que era estéril. Sara fica possessa com a petulância de Hagar e dá um ultimato a Abraão. Ele responde: “A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer...” (Gênesis 16.6)
Sara, então, humilha Hagar e ela, com medo, foge da presença de sua senhora, indo refugiar-se no deserto. Lá, é encontrada por um anjo, que a aconselha a voltar e pedir perdão. Ainda no deserto, Hagar recebe a promessa de que a sua descendência seria numerosa.
Em uma passagem, diante de tanta dor, Hagar diz: “... Tu és Deus que vê...” (Gênesis 16.13) Ela volta então para casa.
Os anos passam. Tudo parecia estar bem. Sara havia concebido Isaque e estava feliz da vida. Mas quando Ismael, o filho de Hagar, caçoa de seu primogênito, a fúria de Sara entra em erupção e, mais uma vez, ela pede que Abraão faça alguma coisa.
Ele despede Hagar e seu filho Ismael sem nenhum direito. Sem casa e comida, mãe e filho vivem a peregrinar pelo deserto (leia Genêsis 21. 8-21). Hagar afasta-se do filho para não vê-lo morrer de fome.
Seu sofrimento é intenso. Começara a vida como serva e no momento em que tudo parecia que ia mudar, deixou que o orgulho tomasse conta do seu coração e seus castelos ruíram. Mas ouviu a voz de Deus e pediu perdão. Depois de anos, em que tudo parecia ir bem, de repente, ela se encontrava naquele deserto, vendo o seu único filho, a única coisa que ela podia dizer que tinha, quase morrendo de fome.
O Deus que vê
O que ela havia feito. Onde havia errado? A quem recorrer? Será que Deus via seu sofrimento? Quem nunca se sentiu assim, no meio de um deserto ou enfrentando situações em que parece que ninguém nos vê, ninguém se importa com o nosso sofrimento, com as nossas lágrimas?
Com o coração entristecido e chorando muito, Hagar lembrou-se do Deus que tudo vê. E esse Deus mostrou mais uma vez para ela que o mundo poderia rejeitá-la, mas Ele jamais iria abandoná-la.
O que podemos aprender com Hagar
Não importa onde estejamos. Os olhos de quem tudo vê, enxergam o que vai no fundo de nossa alma, conhece as nossas dores e aflições e, quando chegamos no auge do desespero, Ele diz: “... Que tens? Não temas...” (Gênesis 21. 17)
Não importa a luta que passamos, se nossa herança foi roubada, ou se de repente ficamos sem chão ou a mercê dos infortúnios da vida. Há um Deus que faz o impossível acontecer. E que vai ao deserto só para nos encontrar.
Se muitas vezes fomos rejeitados e quando, aparentemente, as coisas não saem do jeito que esperamos que saiam, ainda assim confiemos na promessa Daquele que perdoa pecados e que não nos abandona. Mesmo que estejamos atravessando um deserto, Ele estará conosco, abrindo poços de água para matar a nossa sede.
Que assim como Hagar, não deixemos que a prepotência ou o orgulho se tornem maiores que os nossos sonhos. Não é por que crescemos em algum setor que temos que humilhar quem está em uma situação desfavorável. Por outro lado, se formos humilhados, lembremos que há alguém que olha por nós, que está sempre intercedendo a nosso favor e jamais irá nos desamparar.
A Bíblia relata que Deus abriu os olhos de Hagar para que visse um poço de água no meio do deserto. Que nós também possamos abrir os olhos para enxergar as maravilhas de Deus para nossas vidas. Pois só no meio do deserto é que temos a chance de encontrar um oásis.
Maria Madalena
Ela foi restaurada e tornou-se seguidora de Jesus
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock tany.souza@arcauniversal
Quando se fala em Maria Madalena, a primeira lembrança que vem à memória é que ela foi uma das pessoas que estavam na hora da crucificação de Jesus. Mas essa mulher teve uma história de libertação pouco lembrada.
No livro de Lucas 8:2 diz: ... “e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios...” Os versículos anterior e posterior relatam que, além dos 12 apóstolos, algumas mulheres seguiam Jesus de cidade em cidade, o ajudando com seus bens. Entre essas, somente Maria Madalena foi citada como uma mulher liberta de demônios, mas que depois seguiu a Jesus.
As Madalenas de hoje
Na Palavra não fica explícito quais foram os demônios que atuavam na vida de Maria Madalena e os problemas vividos por ela, mas que, certamente, foi liberta dos sofrimentos espirituais.
Ter problemas é algo corriqueiro na vida e muitos deles são capazes de cegar as pessoas para a verdade, que é Jesus. Quantas mulheres vivem mais preocupadas com os seus problemas do que em servir a Deus? Por isso, elas devem procurar diariamente sua libertação.
Depois da sua libertação, Maria Madalena começou a seguir Jesus aonde Ele fosse para ajudar em qualquer necessidade. Ela se desprendeu dos problemas e teve olhos somente para o Senhor.
O resultado da busca
Essa busca por agradar a Deus levou Maria Madalena à cena de dois momentos mais importantes de Jesus: a crucificação e a ressurreição.
Ela esteve ao lado de Maria nos últimos momentos de vida Dele e foi uma das mulheres que viram a sepultura vazia e receberam do anjo do Senhor a notícia de que Ele havia ressuscitado. Foram essas mulheres também que viram pela primeira vez Jesus ressurreto.
A sua disposição em seguir Jesus e sua abertura para ajudar a levaram para viver e ver o que era sobrenatural.
É esse o exemplo que Maria Madalena deixa para as mulheres. Não interessa o que aconteceu antes, qual era o problema, os percalços espirituais, a partir do momento que há abertura para conhecer o novo, que é Jesus, o sobrenatural pode acontecer.
Basta se dispor a segui-Lo, a ajudar no que for preciso em Sua Obra, que Ele conhece a intenção de cada coração e é justo para nos fazer viver o melhor desta Terra.
Lídia
Uma mulher de negócios bem-sucedida
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
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Lídia era conhecida como uma mulher que adorava e temia a Deus (Atos 16:14). Ela morava em Tiatira, onde havia muitos judeus. Era uma bem-sucedida comerciante de púrpura (um tipo de tecido). Mais tarde, mudou-se para Filipos, cidade romana que não possuía muitos judeus ou sinagogas.
O que ela poderia fazer para praticar a sua fé? Estava em um lugar novo, desconhecido. Então Lídia resolveu juntar os judeus para orar em sua própria casa.
Foi desta forma que ela encontrou Paulo, quando estava de passagem por aquela cidade. Ao se juntar ao grupo de oração, ele contou as boas novas de Cristo, que Ele é o Messias judeu, prometido, que morreu pelos pecados do seu povo, que ressuscitou e subiu aos céus. A Palavra afirma que “o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”.
Ela então deu um passo adiante e agiu em sua nova fé. Lídia e sua família foram batizadas (Atos 16:15), e ela pediu que Paulo ficasse ali com eles. E foi o que aconteceu.
Fé acima de tudo
Esta mulher, apesar de trabalhar muito e ser bem-sucedida no que fazia, não quis acreditar somente na força do seu potencial para ganhar dinheiro. Ela desejou ter fé no que Paulo pregava.
É este o pensamento que temos que ter: não somos nada sem Deus. É Ele que nos dá capacidade para ter e ser o que somos. Isso ficou evidente quando Lídia se batizou, depois de ouvir as palavras de Paulo. Ela simplesmente acreditou, sem restrições, sem medo e com muita fé.
Depois disso, ao ir a mais uma reunião de oração, Paulo encontrou uma menina que tinha espírito de adivinhação (Atos 16: 16). E ela, possuída por um espírito e seguindo a Paulo e Silas, dizia que eles eram servos do Deus Altíssimo. O apóstolo, incomodado com a situação, se vira a ela e declara a sua libertação, o que acontece logo em seguida (Atos 16:17-18).
Mas isso irritou o patrão da garota, que viu o fim do seu lucro através da adivinhação, o que resultou na prisão de Paulo e Silas (Atos 16:20-23). Foi neste acontecimento tão controverso que o cristianismo ganhou ainda mais força, pois na prisão aconteceu a conversão do carcereiro e os magistrados que os prenderam pediram desculpas pessoalmente a eles (Atos 16:29-33).
Depois de saírem da prisão, Paulo e Silas foram para a casa de Lídia, onde se reunia uma igreja cristã (Atos 16:40).
Lídia usava todas as suas qualidades profissionais para juntar o povo judeu para orar. Além disso, ela assumiu um risco colocando Paulo e Silas em sua casa. Por este motivo, alguns estudiosos a consideram a “mãe fundadora” da Igreja na Europa.
Ela foi um exemplo de mulher firme, trabalhadora e que transferiu este seu dom de ser bem-sucedida para buscar judeus e orar com eles. Será que teríamos esta ousadia e coragem para juntar pessoas desconhecidas em nossa casa?
Lia
Rejeitada, mas fiel e firme até o fim
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
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Uma mulher que sentiu o desprezo do pai ao ser usada em benefício dele. E esse foi só o início do seu sofrimento.
Lia era desprovida de beleza. Filha mais velha de Labão (Gênesis 29: 16-17), foi a primeira esposa de Jacó, que foi obrigado a se casar com ela para conseguir a irmã de Lia, Raquel (Gênesis 29:25-27).
A história dela é marcada pela falta de consideração, de amor, de apreço. Seu pai a usou para ter mais dinheiro. Ao se casar, tinha um marido que não a amava. Depois, sua irmã casou-se com seu esposo e o amor dele era maior por ela (Gênesis 29:30). O desprezo era tanto, que Deus teve compaixão de Lia e a fez mãe antes de Raquel (Gênesis 29:31).
Essa é a prova de que Deus sabia do sofrimento de Lia e a colocou em posição de vantagem em relação a Raquel. O Senhor se mostrou no controle de todas as coisas ao conceder filhos a Lia, e deixou claro que, mesmo que Jacó não a amasse, Ele a amava, cuidava e ajudava a passar pelos sofrimentos.
As “Lias” de hoje
Há incontáveis “Lias” pelo mundo. Aquelas que sofrem pela falta do amor de seu companheiro, do seu pai, de seus amigos. São mulheres desprezadas por sua falta de beleza exterior, usadas por sua posição social ou por sua inteligência.
Um desprezo que as faz se sentirem sozinhas. Mas não estão. A história de Lia ensina que Deus sempre vê nossas aflições e nos ajuda a passar por cada uma delas, honrando, dando alegria e força.
Lia não desistiu. Ela enfrentou tudo aquilo porque amava seu marido. Raquel morre antes dela (Gênesis 35:19) e Deus lhe dá mais essa vantagem: viver mais tempo ao lado de seu amado.
Não desista no meio do caminho, mesmo com tanto sofrimento e desprezo. Deus não se esqueceu de você, Ele só está esperando o melhor momento de agir e de honrar a sua vida.
Jael
Firme e fiel a Deus
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal
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O cenário era de guerra entre Canaã e Israel. Jael ouvia falar sobre o Deus de Israel e começou a crer Nele.
Um dia, o comandante do exército inimigo, Sísera, fugindo da guerra chegou até a tenda de Jael. Esta imediatamente se dispôs em ajudá-lo, dando leite para beber e um lugar para dormir (Juízes 4:16-20).
Vendo que Sísera estava muito cansado, pegou uma estaca da tenda e fincou na cabeça do comandante (Juízes 4:21). Assim, ele morreu e foi entregue ao comandante Baraque, que lutava pelo povo de Israel (Juízes 4:22).
Corajosa e sábia
Jael não era uma mulher violenta, mas ela sabia quem estava hospedado na sua casa: um homem de guerra que estava lutando contra Israel.
Ela não se importou com a brutalidade do seu ato ou da possível cena de horror que causaria, mas queria terminar com aquela guerra e, de alguma forma, ajudar o povo de Deus.
Além de corajosa, Jael foi sábia, pois esperou o momento certo para atacar o inimigo. Por ser um homem de guerra, provavelmente ela não ganharia na luta com espada ou corporal, mas esperou ele chegar na sua fraqueza, para atacá-lo e resolver um problema.
Não adianta ser somente corajosa ou somente sábia, pois você pode agir impetuosamente, mas na hora errada, ou saber quando e como fazer, mas não ter coragem de ir até o fim.
Que você consiga equilibrar essas duas características na sua vida, para que não faça nada de errado no auge de suas emoções, e para que tenha coragem de tomar a atitude certa na hora certa.
"Porque para Deus nada é impossível"
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
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Isabel era casada com Zacarias e pertenciam a uma classe social elevada, eram exemplos de casamento bem sucedido para a sociedade, além de estarem sempre na presença de Deus (Lucas 1:6).
Apesar de ter tudo o que todos desejam como boa origem e casamento, durante muitos anos, foi negada a ela a maior dádiva de uma mulher: ser mãe.
Ao ser mencionada na Palavra de Deus, Isabel já é identificada com uma mulher de idade avançada (Lucas 1:7,18). Mesmo sem ser mãe, ela não é relatada como amargurada e, muito menos, que se irava contra Deus, mas que era irrepreensível em sua servidão a Ele (Lucas 1:6).
E quantas vezes temos o que desejamos e não damos valor? A dor e a frustração de uma mulher por não conseguir gerar um filho pode ser muito maior que a tristeza de quem tem inúmeros problemas financeiros, por exemplo.
Quantas vezes será que ela pensou em desistir do sonho? Que Deus não tinha este plano para a vida dela? Que Deus havia se esquecido? Que deveria parar de orar e de ser uma mulher sonhadora?
E quantas “Isabel” há pelo mundo? Quantas mulheres têm o sonho de segurar o seu filho no braço? Este grande desejo materno torna minúsculo qualquer que seja o problema que enfrenta no dia a dia. A falta de um filho torna as dificuldades do cotidiano apenas mais um degrau para elevar a fé.
Isabel foi uma mulher de fé que não se deixou abalar por não conseguir ser mãe. Será que Zacarias também não teria a desiludido algumas vezes? Ela foi além do que conseguiria, talvez além das forças de uma pessoa capaz de ter filhos, mas cheia de problemas para resolver. Ela sim foi uma mulher de sucesso, forte. A fé a tornou inabalável e cheia de esperança de que um dia ela sentiria uma vida em seu ventre.
E este dia chegou de forma surpreendente. Seu marido Zacarias recebeu uma palavra de Deus, enviada por um anjo, de que sua mulher engravidaria (Lucas 1:13). Ele duvidou da promessa, argumentando que os dois eram velhos para conceber uma criança. E, por causa disso, ele ficou mudo até que seu filho nasceu.
Zacarias é um exemplo de que é melhor acreditar do que proferir palavras contra a vontade de Deus. A fé deve estar em nós, mesmo que seja em uma situação difícil de resolver.
A vida de Isabel mudou completamente. Agora comentavam sobre ela, não somente porque era esposa de sacerdote, mas porque Deus havia feito um milagre em sua vida (Lucas 1:25).
A dificuldade é diferente para cada um de nós, mas o caminho para chegar ao milagre é o mesmo: não desistir, ter fé! Mesmo parecendo que o tempo de realizar um sonho já passou, Deus é atemporal. Para Ele não há impossíveis. A nossa realização deve vir do Céu (Marcos 10:27).
Miriã
Conhecida como aquela que acompanhou o cestinho de Moisés no rio Nilo, ela ficou leprosa por criticá-lo
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
Quando falamos de Miriã, logo nos lembramos daquela que seguiu o seu irmão Moisés no cesto, ainda bebê, quando sua mãe, Joquebede, o colocou no rio Nilo para salvá-lo (Êxodo 2:4). A filha de Faraó o encontrou e o criou como se fosse seu filho, mas foi Miriã que se ofereceu para encontrar uma ama de leite para a criança. E a própria mãe de Moisés o alimentou diariamente, até que ele ficasse forte e saudável (Êxodo 2:7-10).
Podemos dizer que Miriã é um ótimo exemplo do discipulado feito nos bastidores. Ela foi usada por Deus, zelando pela vida de seu irmão Moisés, que, mais para frente, foi usado para libertar os hebreus da escravidão (Êxodo 15:19).
E esta é a beleza do não reconhecimento dos homens, que muitos ainda reclamam. Há tantos que querem estar no altar pelo simples fato de mostrar que Deus os usa. E claro que usa, mas Ele também se agrada de pessoas que se abrem para serem usadas nos bastidores. Imagine o que você pode realizar por uma simples atitude de acompanhar uma pessoa, de ajudá-la a conhecer o Senhor Jesus.
Parece que o simples não tem graça, não traz destaque, mas o contrário. Porém, uma simples oração pode salvar a vida de uma pessoa. E foi isso que Miriã fez, ela se abriu para ser usada por Deus para salvar a vida de Moisés e, podemos dizer, do povo hebreu. Ela também conduziu as mulheres hebreias em uma dança vitoriosa por causa da liberdade (Êxodo 15: 20).
Mas, assim como todos, ela não era perfeita. Quando Moisés se casou, Miriã e seu outro irmão, chamado Arão, falaram contra ele (Números 12:1-2). Esta foi, na verdade, uma demonstração do ciúme que tinham de Moisés, já que ele era muito usado por Deus. Ela não o alertou sobre a mulher com quem ele casara, mas sim o criticou de uma forma que desagradou a Deus (Êxodo 12:9).
Pelo resultado da desaprovação divina, percebe-se que Miriã quis disseminar contenda, pois o que ela fez não tem a ver com a exortação em amor. Ela quis expor seu irmão, criticando, falando dele. Desejou a aprovação de Arão contra Moisés, para falar mal daquele que era “mais” usado por Deus.
Deus conhece o coração de cada um
E quantos não são assim? Sempre prontos para falar mal de um servo de Deus. Mesmo que Moisés estivesse errado ou ela desaprovasse a atitude do irmão, Miriã não poderia usar nada contra ele. Deus conhecia o coração de Moisés, sabia que tinha caráter e que O amava acima de tudo. O Senhor trataria a vida sentimental de Moisés em particular (Números 12:7-8).
Desta forma, agora Miriã também é um exemplo de temor a Deus. Por causa do ciúme do irmão, ela ficou leprosa (Êxodo 12:10-11) e só foi curada porque Moisés suplicou a Deus (Números 12:13).
Aqui a lepra é uma doença de pele. Mas quantos não ficam doentes na alma por não temerem a Deus? Quantos querem fazer a obra de Deus carnalmente, criticando homens de Deus, sem escrúpulo e sem respeito aos propósitos Dele?
O pecado do outro não pode ser usado contra ele. Imagine se o seu pecado fosse exposto e todos soubessem o que você faz em segredo? Deus é um Deus que exorta em amor, no tempo certo, sem envergonhar seus filhos, mas ensinando e direcionando no caminho certo.
A história de Miriã nos ensina a ficarmos atentos, sermos usados a favor do Reino de Deus, para salvar vidas, e não para expor os pecados de outras pessoas. Cuidado, você pode se tornar leproso na alma.
Princesa ou fugitiva?
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
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Mical era a filha mais nova do rei Saul e amava Davi. Porém, o rei tinha prometido ao guerreiro sua filha mais velha, Merabe. Mas, ao voltar da guerra contras os filisteus, Davi a encontra casada com Adriel (I Samuel 18:17-19).
Quando o rei Saul soube que Mical amava Davi, usou isso a seu favor, para que ele matasse mais alguns filisteus e então se casasse com ela. Depois de algum tempo, Mical soube que seu pai mataria Davi e o ajudou a fugir.
Dois caminhos, uma escolha
É claro que Mical ajudou Davi a salvar sua vida, mas ela tinha duas opções: fugir com o marido ou continuar na cidade, no conforto do seu lar e como filha do rei Saul.
Como esposa, será que Mical não deveria estar ao lado de Davi, onde ele fosse, e vivendo de qualquer maneira ao seu lado? Ou era melhor ela continuar no conforto da sua casa, como filha do rei? Este era o momento de Mical expressar o seu amor a Davi, mas ela escolheu ficar ao lado do pai.
Davi e Mical ficaram muito tempo sem se ver. Ele foi muito perseguido por Saul, por diversas cidades. Em uma delas, conheceu Abigail e Ainoã, ambas foram suas esposas (I Samuel 25: 39-43). Se Mical tivesse ficado ao seu lado, Davi teria outras mulheres?
Há mulheres que preferem o conforto a fazer valer suas palavras de fidelidade e companheirismo ditas ao seu marido no dia do casamento. Quantas desvalorizam o homem que Deus colocou em sua vida, ao não apoiá-lo nas decisões, não estar ao seu lado em dias difíceis e não dar a devida atenção aos seus projetos. Atitudes como estas, e ainda outras não mencionadas, dão abertura para as amantes, amizades não tão convencionais.
Rejeição
O caráter de Mical ficou ainda mais evidente quando Davi festejou a entrada da arca do Senhor em Jerusalém (II Samuel 6:14-16). Ela viu Davi pular e dançar e o rejeitou em seu coração. Mais tarde, quando se encontraram, ela proferiu palavras de desaprovação (I Samuel 6:20).
Mical não se sentia esposa de Davi, mas vivia na antiga condição de filha do rei Saul. E quantas preferem estar acomodadas e não seguir adiante? Quantas foram as experiências vividas por Davi nas quais Mical não estava ao lado dele para dividir as alegrias?
Não seja uma “Mical”, não deixe de valorizar seu amado, de estar com ele, de encorajá-lo, de torcer por cada batalha e de vibrar em cada vitória.
O desprezo do coração de Mical em relação a Davi gerou nela a infertilidade, e ela morreu sem ter filhos do rei (II Samuel 6:23).
Para acompanhar este e outros momentos da história de vida, assista a minissérie "Rei Davi", de terças e quintas-feiras, às 23 horas, na Rede Record.
Distraída, agitada e excessivamente preocupada
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Querer fazer tudo, participar de tudo e, ainda, de forma perfeita e harmônica. Essa agitação e cobrança diária da mulher moderna é algo já citado na Bíblia, principalmente quando se lê sobre Marta (Lucas 10:38).
Quando Jesus viajava pela cidade de Betânia, as irmãs Marta e Maria O encontraram e Ele ficou hospedado na casa delas. Marta ficou agitada por ter o Mestre em seu lar e preocupada com muitas atividades para agradá-Lo. Porém, Maria sentou-se ao Seu pé e ouvia a Sua Palavra. Essa despreocupação incomodou Marta, a ponto de pedir a Jesus que chamasse a atenção de Maria para ajudá-la (Lucas 10:40).
Assim como em muitas famílias há irmãos com personalidades diferentes, é claro que Maria era mais tranquila que Marta. Ambas amavam a Jesus, mas O serviam de formas diferentes, e Marta, com toda a sua agitação e ansiedade, queria que Maria fosse como ela e a ajudasse nos afazeres.
Mantenha o foco
Ansiedade e preocupação exagerada são características que fazem parte da vida da maioria das mulheres deste século. E Jesus, ao perceber que Marta era assim, chamou sua atenção. Ele não fez isso para julgá-la ou expô-la, mas para que ela observasse como estava agindo.
Marta era agitada, queria agradar de qualquer forma, tanto que para isso acabou falando de forma enérgica com Jesus.
A correria do dia a dia tem tornado as mulheres tão agitadas, querendo “abraçar o mundo”, que acabam por perder o foco e, muitas vezes, o equilíbrio emocional, descontando no marido e nos filhos.
Jesus deixa isso claro quando chama a atenção de Marta, dizendo que ela estava inquietada demais, fazendo muitas tarefas ao mesmo tempo, mas que o mais importante era ouvir a Palavra que saia da Sua boca (Lucas 10:41-42).
A direção correta
A falta de foco, o excesso de preocupação e a ansiedade tira algumas mulheres (e porque não alguns homens) do centro da vontade de Deus.
Maria escolheu a melhor parte, que não seria tirada dela. A Palavra de Deus, quando encontra espaço, não pode ser roubada. Mas qualquer arrumação, comida, dinheiro ou até mesmo um bem material tão almejado, pode se estragar, ser roubado ou consumido até o fim.
Maria deu prioridade à presença de Jesus, para receber diretamente Dele uma Palavra. Quem não queria esta oportunidade? E Marta estava ali, na mesma casa, mas somente preocupada em fazer comida ou deixar tudo arrumado.
Que os seus olhos estejam na direção certa, para que a sua vida não se perca em meio às muitas ocupações desnecessárias. Use sua agitação e preocupação para ouvir e falar sobre Deus para todas as pessoas, assim como Ele disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)
Sempre se fala a historia de Marta e Maria, como se uma fosse a vilã e a outra a mocinha.
Mas vamos analisar bem o que podemos aprender das duas.
O Senhor Jesus costumava descansar na casa desta família quando ia a Betânia, que grande privilegio, com certeza Ele tinha um carinho muito grande por eles e se sentia bem recebido.
Maria, que mostrava uma grande sede pelas coisas espirituais logo se colocava aos pés de Jesus.
Ela esquecia tudo para estar com Ele, não havia nada que a pudesse distrair, ela não podia perder esta oportunidade.
Marta gostava do serviço da casa, de preparar as comidas, deixar tudo em ordem para seus convidados, ela era realmente hospitaleira.
Imaginem receber o Senhor Jesus em casa, ela queria que tudo estivesse perfeito, é de compreender, não é mesmo?
Porem Marta se irritou quando viu que sua irmã não ajudava em nada.
O Senhor Jesus teve que interferir, e de uma forma amorosa repreendeu Marta, não criticando sua preocupação pelo serviço nem rejeitando sua generosa hospitalidade.
Ele queria simplesmente que ela visse suas prioridades, colocando as coisas espirituais em primeiro lugar e que não criticasse a escolha de Maria.
Um tempo depois quando seu irmão Lazaro morreu, Marta mostrou que tinha grande fe em Jesus, crendo que Ele tinha poder para ressuscitar a Lazaro, como aconteceu de fato.
Nos dias atuais com tantos afazeres, devemos vigiar para não deixar de lado nossos momentos com Deus.
Não que vamos deixar nossa casa desordenada, mas há momento para tudo.
Sei que as vezes não tem ninguém para ajudar, e temos muitas obrigações a cumprir, mas no fim da correria fazer aquela oração de descarga de consciência, nos faz sentir que não demos o melhor para Deus.
De repente você tem trocado seu momento com Deus para estar na internet, vendo televisão ou falando horas no telefone, quando você olha o relógio vê que não sobrou tempo para sua vida espiritual.
São nestes momentos que se escolhe a pior parte, dando preferência a tantas outras coisas e esquecendo o mais importante.
Vamos ter as qualidades de Marta, mas sem nunca deixar de lado a boa escolha de Maria.
Deus precisava de uma mulher especial, para uma missão gloriosa.
Não quer dizer que ela não poderia ter falhas como qualquer ser humano, ou tinha que ser princesa, ou uma moça de família nobre e muito menos famosa.
Na realidade, Deus não estava buscando aparência, mas sim olhando o coração.
Mas então que qualidades deveria ter essa mulher para que Deus a pudesse usar para cumprir seu plano de salvação?
Seguramente, confiança, humildade, fidelidade, disposição para ser usada, uma vida que agrada a Deus e um coração totalmente entregado.
Deus encontrou isso em Maria, numa época em que aqueles que pecavam eram apedrejados, Maria que ainda não era casada com Jose, aceitou ser um instrumento nas mãos de Deus e dizer “sim”, mesmo sabendo que corria o risco de ser mal interpretada pelo noivo e até mesmo pela sociedade.
Como ficaria grávida sem estar ainda casada?
Mas como Deus é perfeito e pensa nos mínimos detalhes, tudo aconteceu de uma maneira que Maria jamais seria prejudicada, afinal de contas ela estava obedecendo.
Ela mostrou fe, obediência e seguiu á risca o plano de Deus.
Passou situações complicadas, andou fugida pois queriam matar Jesus, e passados muitos anos teve que assistir á sua crucificação pelos pecados do mundo, isso foi doloroso; ainda que logo depois sentiu a alegria de vê-lo ressuscitado.
Maria era espiritual para compreender que ainda que foi usada para que nosso Senhor viesse ao mundo, ela o reconhecia como filho de Deus e era sua seguidora fiel.
Não se preocupe se você vem de família humilde, não teve a oportunidade de estudar, é uma pessoa comum sem posição ou títulos, ninguém sequer repara em você.
Isso faz que você se sinta desprezada e inútil para realizar qualquer tarefa.
Não esquece, Deus não vê como vê o homem, o homem olha o exterior, mas Deus vê o coração.
E, se o seu agrada e ama a Deus, Ele vai usá-la como usou a Maria.
A beleza não é tudo
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Sabe aquelas mulheres lindas, que chamam a atenção por onde passam? De tão perfeitas que parecem, nem passa por nossas cabeças que possam ser infelizes. Mas podem.
Com certeza você já ouviu a história de alguma mulher e pensou: “Nossa, mas parecia que ela era tão feliz.” Talvez você pensaria isso também se conhecesse Raquel, uma mulher linda (Gênesis 29:17), que atraiu Jacó. Ele, para conseguir se casar com ela, se ofereceu para trabalhar para Labão, pai da moça, durante 7 anos (Gênesis 29:18-20). Mas o sogro o enganou.
Depois dos 7 anos, em vez de entregar Raquel, Labão entregou sua filha Lia, a mais velha, que deveria se casar primeiro (Gênesis 29:23-26). Como estava escuro, Jacó não percebeu quem era.
Podemos dizer que os anos que Raquel esperou por seu marido foram roubados, e pela própria irmã, com a ajuda de seu pai. História triste, mas que o amor de Jacó superou, porque ele não desistiu dela e trabalhou por mais 7 anos para tê-la em seus braços (Gênesis 29:27).
A história resultou em uma rivalidade entre as irmãs, que disputaram a atenção de Jacó. Apesar de ser linda e desejada por seu marido, Raquel não podia ter filhos, mas Lia, a não-amada, era fértil (Gênesis 29:31).
E com a esperança de ter o amor de Jacó e provocar a irmã, Lia teve vários filhos (Gênesis 29: 32-35). Por conta disso, Raquel deixou que o sentimento de inveja entrasse em sua vida. Ela entrou em desespero e ofereceu sua serva para Jacó ter relações e dar filhos a ele, como se fossem dela. E assim aconteceu (Gênesis 30:3-8). A história continua com Jacó tendo muitos filhos, inclusive de Raquel, que depois recebeu o milagre de ser mãe (Gênesis 30:22).
Seja feliz com o que tem
Será que esta história não se repete nos dias de hoje? Há mulheres que não são felizes com o que Deus dá, ou não têm paciência para esperar o que Ele tem para dar. Raquel era bonita e tinha o amor de seu marido. Para ele não interessava se ela podia ou não ter filhos. Ele foi até o fim para tê-la como esposa, e era isso que importava. Este amor deveria preenchê-la. Mas a inveja e o desejo de ter e ser mais que sua irmã a possuiu.
A beleza exterior não demonstra o que é a pessoa por dentro. Muitas acreditam que são amadas somente por serem bonitas, e não pelo que realmente são. Isso faz com que se sintam sozinhas.
Então, da próxima vez que vir uma mulher que chama a atenção, não se penalize por não ter o mesmo charme que ela; agradeça a Deus por tudo o que você é, pelo que conquistou e pelas pessoas ao seu redor.
Raabe
Ela era uma prostituta, mas sua vontade em conhecer a um Deus de quem só ouvia falar a colocou na linha genealógica do Senhor Jesus
Por Jaqueline Corrêa
jaqueline.correa@arcauniversal.com
jaqueline.correa@arcauniversal.com
A Bíblia fala de muitas mulheres que tinham suas vidas voltadas a Deus. Porém, ela também cita outras que, mesmo não pertencendo ao povo de Israel, passaram a conhecer a Deus depois de situações que marcaram a história de suas vidas. Este foi o caso de Raabe, uma mulher considerada sem valor em sua terra, mas que tem muito a nos ensinar nos dias de hoje.
Raabe era uma prostituta que vivia em Jericó, uma grande fortaleza a ser conquistada pelos israelitas, na saga pela Terra Prometida, e que estava destinada à total destruição. Por pertencer a um povo inimigo de Deus, ela tinha tudo para ser como ele, ou seja, incrédula, rebelde, desobediente e cheia de amarguras e desprezo. Mas, apesar de ser conhecida, principalmente por sua fama negativa, foi justamente na casa dela que os espiões de Josué decidiram ficar hospedados, ao saírem para observar a terra (leia Josué 2:1-4).
Sede de Deus
Raabe era uma mulher que pertencia a um povo estrangeiro, mas que ansiava conhecer o Deus de Israel. Assim como ela, todos de sua terra já haviam ouvido falar das grandes obras realizadas pelo Senhor, através de Seu servo Moisés. Mesmo assim, o povo de Jericó era pagão e idolatrava outros deuses. Porém, com Raabe era diferente. Ela sentia um grande desejo de pertencer a Deus, mas temia ser rejeitada por Ele. Por este motivo, suplicou aos espias de Josué para que tivessem misericórdia dela e de toda a sua família, no momento em que a terra fosse invadida (leia Josué 2:9-12).
Quando o rei de Jericó ordenou a ela expulsar os servos de Deus de sua casa, além de resistir às ameaças, ela ainda ajudou os espiões a fugirem dali. A atitude de Raabe em protegê-los colocou-a contra a sua própria nação. Ela poderia até ter sido considerada uma traidora de sua pátria, no entanto, não ligou para o que poderia sofrer, preferindo assim, ficar contra todos de sua terra, para fazer parte dos planos de Deus (leia Josué 2: 2-7).
Raabes de hoje
Quantas vezes não estivemos na mesma condição de Raabe: excluídos, rejeitados, mergulhados em situações que pareciam ser mais fortes do que nós? E quantos não foram os momentos em que pensamos em desistir, devido ao pecado, sujando a consciência e trazendo um grande transtorno para a nossa alma? Raabe não escondia sua condição neste mundo, mas, ao contrário, tinha um grande desejo de mudar e estava preparada a enfrentar até mesmo o rei de seu país para isso. Ela confiava em Deus, a ponto de Lhe obedecer (quando os espias a orientaram a atar um cordão de escarlata à janela de sua casa), porque mantinha uma fé em Alguém que sabia que era poderoso, apesar de ser desconhecido para ela e nunca ter tido um contato com Ele (Josué 2:21).
Deus foi com aquela prostituta, dando-lhe vida e mudando sua história. Raabe teve uma transformação radical em seus caminhos a partir do momento em que desejou nascer de novo e conhecer a fundo aquele Deus que até então ela só ouvia falar. Isso nos mostra que não importa nossos pecados: se estamos determinados a mudar, Deus é o primeiro a nos apoiar e acolher.
Lições de Raabe
Raabe tem muito a nos ensinar, porque, acima de tudo, tinha fé. Mesmo sabendo que Deus havia dado muitas vitórias a outro povo, e que sua cidade ia ser completamente arrasada por Ele, ela confiou na promessa de que seria salva. Ainda que possuindo uma crença diferente da de Israel e levando uma vida contrária aos preceitos do Senhor, ela estava disposta a aceitar sua nova condição de filha de Deus e a largar seu passado marcado.
A fé de Raabe, além de sua confiança, obediência e o cuidado com a sua família, fez dela uma mulher abençoada e sábia, pois estava certa que, recorrendo ao Deus vitorioso dos israelitas, poderia trocar um futuro de morte por anos de paz e felicidade eterna. A decisão em abandonar suas tradições, pensamentos e estilo de vida, a tirou de uma condição suja para ser lavada pela misericórdia do Senhor, tão somente porque reconhecia sua pequenez e ansiava pela grandeza de um Deus diferente de todos aqueles que servia.
O coração sincero de Raabe e suas atitudes chamaram tanto a atenção de Deus que Ele permitiu que uma estrangeira morasse junto do Seu povo, recebendo-a como filha genuína. A sede de mudança desta mulher fez com que Ele a olhasse como santa em meio àquela terra contaminada pela imundícia. Mesmo sendo uma prostituta, ela obteve a autorização do próprio Deus para ser guardada e acolhida. Logo ela, considerada desprezível pelo seu povo, fora salva e colocada junto aos outros santos de Israel (leia Josué 6:22-25).
Raabe nos ensina que mesmo que sejamos desprezados e humilhados por este mundo regado de desamor, existe sempre uma esperança para quem deseja mudar. Além disso, a força da fé desta mulher foi responsável por tirá-la da escória e da condição de inferior para tornar-se ancestral do rei Davi e do Senhor Jesus (leia Mateus 1:1-5).
A história dela também nos mostra que por mais que cometamos erros ou vivamos situações difíceis de sair, Deus espera apenas que abramos o nosso coração – por mais sujo e duro que possa ser –, para entrar e transformar o caos em nossas vidas em paz interior. E fazer das ruínas do nosso passado eternas colunas de edificação.
Quetura
Ela também teve filhos de Abraão
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock
tany.souza@arcauniversal.com
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Quetura não é um nome conhecido, poucos prestaram atenção nela, porque a história a escondeu. Mas essa mulher teve cinco filhos de Abraão (Gênesis 25:1-2).Ela foi uma das concubinas dele, além de Hagar. Porém, diferentemente dela, não foi expulsa da parentela (Gênesis 21: 8-21).
Apesar de sua aparição na história de Abraão ser discreta, Quetura também participou de sua genealogia. Os filhos dela fizeram história, pois, segundo alguns estudos, formaram povos no norte da Arábia (1 Crônicas 1:32-33).
Exemplo de quietude
Muitas vezes as mulheres querem chamar a atenção, tanto de seu marido, como de amigas, no trabalho e até mesmo na igreja.
Quetura pode ser cotada como exemplo de tranquilidade. Mesmo sabendo que não estava no centro das atenções de Abraão, Deus deu a ela a recompensa por ser uma boa serva, dando filhos com o patriarca.
Ela foi submissa e não esperou reconhecimento. Obedeceu a Sara e assim entrou também na história dos descendentes de Abraão.
Que possamos aprender com ela. Mesmo que passemos despercebidas por algumas pessoas, Deus nunca se esquece de cada um de nós e nos dá a bênção reservada conforme a nossa fé.
Priscila
Um exemplo de hospitalidade e companheirismo
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com
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Uma mulher que não se prendia ao que possuía, mas queria dividir com todos. Fazia de sua casa uma central de trabalho, hospitalidade e ministério, além de ser uma professora talentosa.
Assim era Priscila, esposa de Áquila. Formavam um casal considerado exemplar, por fazerem todas as coisas juntos e em harmonia (Atos 18:1). Por esse motivo, é difícil contar quem era Priscila sem falar de seu marido.
Ela foi uma mulher mais que virtuosa. Abria a sua casa para receber pessoas e não era apegada às suas coisas (1 Coríntios 16:19). Priscila também era companheira e amiga, características que ficam evidentes ao ler a relação que ela e o esposo tinham com o apóstolo Paulo, que conheceram por terem um comércio em comum: venda de tendas (Atos 18:1-3).
Disposição
Quantos já abriram suas casas para receber amigos, aconselhar pessoas queridas ou somente para ter um momento de conversa e comunhão? Priscila e Áquila são exemplos disso. Eles usavam seu lar não somente para fazer tendas, mas também para a causa de Cristo.
A disposição em auxiliar as pessoas era tanta, que eles arriscaram suas vidas por Paulo e pela igreja do Senhor Jesus (Romanos 16:3-4).
É este mesmo sentimento que temos que ter pelo nosso próximo, seja ele quem for. Você sabe se quem está perto de você precisa de uma palavra amiga, de uma ajuda ou simplesmente de um abraço?
Saber dividir
Priscila e Áquila formavam uma equipe, sem apego aos bens materiais e também ao tempo. Não importa se você tem uma mansão, uma casa simples ou um cômodo, você pode dividir o que é seu com quem precisa, seja ele um amigo próximo ou somente alguém que viu na rua uma única vez.
Ajudar o próximo também é uma forma de estar mais perto de Deus (Romanos 15:2). Dividir o que se tem com uma pessoa é agradar ao Senhor com uma atitude simples, mas que pode mudar todo o contexto de uma vida (Mateus 25:45).
Rute
Mulher pagã que se converteu e tornou-se um antepassado de Cristo
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
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A história de Rute se passa na época dos juízes, por volta de 1100 anos a.C (antes de Cristo). Ela era de Moabe, uma nação pagã, fruto do relacionamento incestuoso de Ló com a sua filha mais velha (leia Gênesis 19.36-37). Os moabitas eram inimigos do povo de Israel e Rute era considerada uma pessoa amaldiçoada.
Mas Deus tinha um plano para a vida de Rute. Ela foi pedida em casamento por Malom, um dos filhos de Elimeleque e Noemi, que haviam saído de Belém para a terra de Moabe. A nova família de Rute ficou na terra moabita por 10 anos, até que, Elimeleque sogro de Rute, e seus dois filhos morreram, deixando três mulheres viúvas e desamparadas.
A sogra de Rute, Noemi, já era uma mulher de idade e disse às suas noras que voltassem às suas respectivas famílias. Naquela época, as viúvas jovens podiam voltar à casa dos pais. Já as mais velhas, como no caso de Noemi, que não tinha mais filhos para sustentá-la, ficavam jogadas à própria sorte.
Orfa, uma de suas noras, atendeu ao pedido de Noemi e retornou à sua família, mas Rute, em um gesto de amor e compaixão, disse que não a deixaria sozinha: “... aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rute 1:16)
Ao tomar a decisão de seguir a sogra, Rute estava seguindo também o Deus de Noemi. Deixando para trás a sua terra, ela deixou também o seu passado de idolatria.
Nova Vida
Rute acompanhou Noemi de volta a Belém, porém, sua vida no início não foi nada fácil. A moabita não era vista com bons olhos pelas ruas da cidade. Ela era uma mulher delicada, sozinha em uma terra estrangeira, que tinha que ir ao campo, executar trabalho de homem para conseguir o que comer.
E foi no campo que um homem chamado Boaz a viu e deu ordem aos seus segadores que deixassem espigas espalhadas para que Rute, aquela menina sem forças, pudesse, ao final do dia, ter o que recolher e levar para a sua sogra (leia Rute 2.1-10).
Rute não sabia naquele momento, mas Deus estava mudando a sua história.
Com a ajuda de Noemi, Deus preparou um marido para Rute: Boaz. Um marido que não lhe protegeu apenas da fome, mas que lhe deu carinho, amor e descendentes.
A história de Rute mostra a providência de Deus em meio às adversidades e tristezas.
Deus usa pessoas simples e acontecimentos corriqueiros para alcançar os seus propósitos. Basta que tenhamos fé para enxergar nas infelicidades os milagres que poderão acontecer.
A mulher moabita esqueceu o seu passado, foi adotada por Deus, que a abençoou com um marido, deu-lhe a alegria de ser mãe de Obede, bisavó de Davi, e de fazer parte da genealogia de Cristo (leia Mateus 1.5).
Lições de Rute
O relacionamento entre sogra e nora é o mais problemático da família. A amizade de Rute e Noemi mostra como a alegria encontrada na paz que só Cristo dá, pode fazer o relacionamento entre sogra e nora ser de amor e união.
Depois que Rute toma a decisão de seguir o Deus de Noemi, a sua história muda. O que não muda é o nosso Deus. Rute pode ser eu, você. A história continua a mesma, o que muda são os personagens.
Tamar
Entre a maldição e a bênção
Por Elliana Garcia
eliana.garcia@arcauniversal.com
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O capítulo 38 do livro de Gênesis narra a história de Tamar. Uma mulher, que sofreu muito sentimentalmente e que parecia carregar uma maldição nessa área de sua vida.
Ela tornou-se nora de Judá, um dos filhos de Jacó. O primeiro marido de Tamar chamava-se Er. Mas Deus não se agradava da conduta perversa dele e o fez morrer (leia Gênesis 38:7).
Viúva, pela tradição da época, Tamar teria de se casar com o irmão mais novo do marido. A pedido de Judá, Onã, seu segundo filho, a desposa, mas o esposo não queria que ela engravidasse dele. Tal atitude também desagradou a Deus, e Onã foi morto. Restava apenas mais um filho de Judá, Selá.
Temendo perder o único filho que restara, Judá pede então que Tamar retorne à casa de seu pai até que Selá se tornasse homem para desposá-la.
Era uma vergonha para uma mulher que já fora casada ter que retornar à casa dos pais sem marido e sem filhos. Mas Tamar enfrentou essa vergonha.
Só que o tempo passou. Selá tornou-se homem e Judá esqueceu-se do seu compromisso. Ele não daria o seu filho a uma mulher que parecia ter uma maldição. E Tamar tornou-se esquecida. Durante muito tempo ela enfrentou o desprezo, a solidão, os olhares críticos, mas decidiu tomar uma atitude ousada.
Disfarçada, deitou-se com seu sogro, Judá, que a essa época já estava viúvo, e engravidou dele. Ao saber da gravidez da ex-nora, Judá se revoltou, mas ao se dar conta de que ele era o pai disse: “... Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu.” (Gênesis 38:26)
Quantos de nós também não tivemos sonhos frustrados, castelos despedaçados, nos isolamos em nosso canto, sem querer dar brecha para a felicidade?
Pois é, Tamar tinha tudo para desistir. Mas pelas leis da época ela tinha um direito e foi em busca dele. Ela tornou-se mãe de gêmeos e o Velho Testamento não fala mais dessa mulher, que parecia carregar uma maldição.
Deus não se esquece dos seus filhos
Mas Deus tem um amor especial por pessoas com um passado difícil e as escolhe para realizar seus projetos. Tamar não foge à regra. Ela, que fora tão infeliz na vida sentimental, que fora motivo de comentários e que aos olhos dos outros carregava uma maldição, é escolhida por Deus para ir muito além.
Na primeira página do Novo Testamento, mais de 2 mil anos depois, Tamar, aquela que fora esquecida por Judá, volta a ser lembrada. O filho de Tamar é antepassado de Davi e, assim, essa mulher tão sofrida, que teve um direito negado pelo sogro, é incluída na genealogia de Jesus. É uma das poucas mulheres a serem relatadas nos antepassados de Cristo (leia Mateus 1:3).
O que podemos aprender com Tamar
Por mais frustrações que tenhamos ao longo da vida, nada pode deter o nosso sonho, nem a nossa busca pela felicidade.
As escolhas que fazemos têm que ser de acordo com as escolhas de Deus. Por ter se envolvido com pessoas que não agradavam ao Senhor, Tamar pagou um alto preço.
Os nossos inimigos sabem da nossa força e dos planos de Deus para as nossas vidas e vão tentar, a todo custo, impedir que esses planos se concretizem. Todo esse histórico de maldição que rodeava Tamar tinha o propósito de cessar que a descendência de Cristo viesse dela.
Ela encontrou em Deus motivos para sorrir
Por Elliana Garcia
Sara é uma das personagens mais emblemáticas da Bíblia. Referência de esposa submissa que fazia de tudo para agradar o marido, Abraão, ela possui muitas outras características que a iguala a mulheres da atualidade. Por muitas vezes teve atitudes não condizentes com uma mulher cristã. Ela mentiu, chegou a desconfiar das promessas de Deus, irou-se e muito contra a sua serva Hagar, chegou até mesmo a ser injusta com ela, que era menos favorecida. Mas, de um modelo imperfeito, ela tornou-se num referencial de perfeição após ter um encontro, de fato, com Deus. Talvez por isso, essa personagem tão cheia de nuances, nos leve à mais profunda das reflexões. De alguém que depois de tantas atitudes imaturas, tornou-se uma pessoa cheia de virtudes.
A história de Sara começa a ser escrita por volta de 2 mil anos antes de Cristo (a.C.), quando ela se casa com Abrão. (leia Gênesis 11:30) Esteve ao lado do marido em todas as situações, foi o seu braço direito e partilhou não apenas dos seus desafios e dores, mas também dos seus sonhos e bênçãos.
Exteriormente era uma mulher muito bonita, que despertava paixões até em governantes, mas interiormente sofria com a esterilidade, que a impedia de ter uma vida plena. Afinal, a mulher que não conseguia engravidar naquela época era rechaçada pela sociedade.
Logo após ser apresentada como a mulher de Abraão, Sara é descrita como uma mulher estéril. No capítulo de 16 de Gênesis, versículo1, a sua condição vergonhosa era novamente exposta. “Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos...”.
A todo instante, a sua humilhação era exposta. Que dor deve ter sentido essa mulher, em ver que o seu sonho não se realizava e o motivo de sua vergonha estava a todo momento sendo mencionado. E por não saber esperar em Deus, ela agiu a seu modo. Realizou o sonho de que o marido tivesse um filho, mesmo que esse filho fosse de outra mulher.
Uma nova história
Por muitas vezes Sara desobedeceu a Deus. Mas quando ela decide segui-Lo e entregar-se a Ele obtém o seu perdão e misericórdia e começa a escrever uma nova história, com um novo nome, uma nova identidade. E, como filha, torna-se também herdeira de Suas promessas.
No capítulo 17, versículo 15, Deus muda o nome de Sara, (antes ela se chamava Sarai) e faz uma promessa: “... e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela.” (Gênesis 17:16) Imagine para uma mulher estéril, que não conseguia realizar o sonho de ter um único filho, se tornar muitas nações?
E quando não existia mais nenhuma luz no fim do túnel, quando a esperança já estava adormecida, eis que Sara dá à luz Isaque. (Gênesis 21:2)
Algo tocante em relação à promessa é que ela se cumpre, tanto na vida de Abraão quanto de Sara, quando eles têm seus nomes mudados. Seria quando de fato eles se converteram a Deus?
Pelo relato bíblico sim. “Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.” (Gênesis 17.1) E a partir daí ele tem o seu nome mudado para Abraão.
O que podemos aprender com Sara
- Que por mais imperfeitos que sejamos, quando há conversão, podemos ser exemplo de virtude;
- Não importa como fomos conhecidos antes, mas depois de um encontro com Deus podemos ter uma nova identidade;
- Há um tempo para tudo. E Deus cumpre a Sua Promessa quando não restar mais nenhum vestígio da velha criatura.
Para não esquecer
Notamos que ambos, tanto Abraão quanto Sara, já estavam velhos. Humanamente falando, não havia mais nenhuma chance dos sonhos deles serem realizados. Nunca é tarde para sonhar, tampouco transformar os sonhos em realidade. Não importa quanto tempo dure, Deus nunca esquece de cumprir uma promessa que Ele fez aos seus filhos.
Contente por ter seu sonho realizado, Sara diz: “... Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo.” (Gênesis 21.6)
Que assim como ela, possamos esquecer o passado e reescrever a nossa história, colocando Deus como protagonista de nossas vidas. E que, sustentados pela fé, possamos assim como ela dizer: Deus tem me dado motivos para sorrir.
Safira era esposa de Ananias, eles faziam parte da igreja primitiva de Jerusalém.
Por vontade própria eles prometeram vender umas propriedades e dar o valor para ajudar a igreja.
Mas quando tiveram o dinheiro em mãos, seu coração se encheu de cobiça e de comum acordo decidiram que só iriam dar parte do prometido e não o valor total.
Safira interrogada pelo apostolo Pedro, acerca da dupla cumplicidade mentiu, afirmando que tinha dado tudo.
Seu final foi triste, igual ao de seu esposo, pois os dois morreram, por causa do seu engano.
Ou seja um influenciou o outro a ser infiel e os dois colheram o fruto dessa decisão.
De que maneira você tem influenciado as pessoas que te rodeiam?
Seu esposo, suas amigas, seus vizinhos, você tem sido para eles uma boa ou ma influencia?
Nunca devemos estar de acordo com as coisas erradas e que desagradam a Deus muito menos incentivar alguém a fazê-las.
Quantas mulheres tem influenciado o marido de maneira negativa, ele acaba tomando atitudes erradas levado pelas palavras da esposa.
Quantos jovens se involvem no mundo dos vícios, influenciados por seus “amigos”, quantas pessoas agem influenciadas pela sociedade moderna, pelo que vêem na televisão ou nas revistas?
Não se deixe enganar com palavras sutis, cuidado para não ser cúmplice do mal.
O servo de Abrão tinha uma missão complicada, encontrar esposa para Isaque, um jovem rico, único herdeiro de seu pai, o prometido de Deus.
Os requerimentos eram que futura esposa de Isaque deveria ser uma mulher da mesma fe, claro que isto inclui qualidades como, trabalhadora, forte, piedosa e um coração disposto a servir.
Rebeca era uma encantadora mulher solteira e tinha grandes qualidades que chamavam a atenção de Deus.
Ela era virgem, se manteve pura esperando o homem que Deus tinha preparado para ela e não era amargada nem andava choramingando pelos cantos porque estava solteira, tampouco insinuando para os homens. Em lugar disso era muito dedicada, hospitaleira, prestativa e gostava de servir a todos.
Mas o dia da sua bênção estava perto, porem Rebeca precisava passar por uma prova de fogo. Ela não sabia de nada, mas sua atitude iria fazer a diferença e ela estava a ponto de colher tudo que havia plantado.
Chegando o velho Eliezer, criado de Abraão, cansado de uma longa viajem, pediu água a Rebeca, como sempre graciosa e prestativa ela logo lhe da água e também a seus dez camelos, mais uma vez mostrou seu coração de serva.
Esta atitude a fez alcançar a bênção, repare no detalhe, ela o serviu sem segundas intenções, pois não sabia quem ele era e qual era seu propósito.
Ela creu que isto vinha de Deus e sua fe a levou a deixar tudo para ir ao encontro de seu prometido.
Você já pensou que seu prometido poderá não estar na mesma cidade que você? Talvez a pessoa que Deus escolheu para sua vida, mora em outro estado, ou até mesmo em outro país.
Você esta desanimada porque não vê ninguém, que poderia ser a sua outra metade? Confie em Deus, Ele faz coisas surpreendentes.
Mas o que você esta fazendo para ser abençoada em sua vida sentimental?
Preste atenção nas seguintes dicas:
*Você esta buscando marido, atuando como uma mulher do mundo, ou será que você tem buscado adquirir qualidades que de verdade vão atrair o homem de Deus, como as que tinha Rebeca?
* Nunca chame a atenção de uma maneira errada, querendo seduzir com o olhar ou exibindo seu corpo, seja graciosa e discreta.
*Se seu coração esta ansioso e desesperado, é provável que você tenha tomado atitudes precipitadas e tem errado uma e outra vez.
*Talvez você tem se preocupado muito com sua beleza para conseguir marido, mas não esqueça que o mais importante é o caráter, a relação com Deus, o homem de Deus precisa de uma mulher de Deus, não apenas de um rostinho bonito.
*Algo muito importante, você deve buscar alguém da mesma fe, casar com um homem incrédulo pode trazer infelicidade e sofrimento para a sua vida, muito cuidado na hora de escolher. Melhor deixar Deus escolher para você, não é mesmo? Ele nunca erra.
*Se o seu sonho é fazer a obra de Deus no altar, cuide do povo de Deus, ame as almas, tenha intimidade com Deus e Ele cuidara de você.
* Seja sincera, nunca faça as coisas com segundas intenções, para aparecer, ou para receber algo em troca, mas faça porque de verdade você tem um coração disposto a servir, Deus conhece a intenção do nosso coração.
Diná
Sua curiosidade lhe trouxe humilhação
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock
tany.souza@arcauniversal.com
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Diná
era a única filha de Jacó com Lia (Gênesis 30:20-21). Ela não tinha outras jovens
para conversar e as mulheres que conhecia já estavam em idade avançada. Foi
quando sua curiosidade tornou-se uma armadilha (Gênesis 34:1).
Um
dia, Diná resolveu sair de sua tenda para conhecer as pessoas ao redor – quem
sabe ela não encontraria outra jovem para conversar? Porém, acabou por chamar a
atenção de um homem que a violentou (Gênesis 34:2).
Ela
perdera sua virgindade com um homem que mal conhecia. Apesar de ele ser o
príncipe daquela terra e ter se apaixonado por ela, isso entristeceu o coração
de seu pai, Jacó, e de toda a sua família (Gênesis 34:3-5).
Um passo para a perdição
Quantas
meninas, jovens e até mesmo mulheres, que conhecem a Jesus, nasceram em berço
cristão, já não se aventuraram pelo mundo e se deram mal?
Isso
acontece porque a curiosidade é maior que a obediência. Os jovens, com suas
emoções afloradas, desejam conhecer o mundo e ter seus próprios conceitos
formados em relação a tudo, assim, deixam de lado a experiência e o cuidado dos
pais.
Talvez
Diná não tivesse idade o suficiente para casar-se e conhecer um homem. Talvez
ela fosse superprotegida. Mas, independentemente de qualquer coisa, o tempo
dela chegaria e, com certeza, seria muito diferente do que aconteceu.
Por
causa de sua falta de sabedoria, da ansiedade, da curiosidade, ela acabou sendo
violentada e trouxe para a sua vida um grande trauma.
Preste
atenção em seus ímpetos. Não faça nada que possa trazer consequências graves
para a sua vida. Ouça os mais experientes, ore e busque a direção de Deus para
tudo.
“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo
mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões”Romanos 6:12
Penina
Exibida e egoísta, ela não se importava
com o sofrimento de outras pessoas
Por Tany Souza / Fonte da imagem:
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Penina
era uma das esposas de Elcana, aquela que podia ter filhos. Gostava de se exibir
como mãe para a outra esposa, chamada Ana, que era estéril (1 Samuel 1:1-2).
Por
muitas vezes, Penina provocava Ana por saber que ela não poderia dar herdeiros
a Elcana (1 Samuel 1:6-7). Ela não pensava em como Ana se sentia, sua tristeza
em não conseguir engravidar, em ver outros filhos do seu marido crescendo,
menos os seus.
Em
vez de Penina ajudar Ana, tornar-se sua amiga e oferecer seu ombro, ela zombava
e agredia verbalmente quem estava precisando de ajuda.
Quem é você?
Será
que você tem usado as bênçãos que Deus tem dado para agredir, mexer com os
brios de alguém? Em que momento perdeu sua humildade e seu desprendimento para
ajudar o próximo?
Penina
foi como muitas mulheres são: rancorosas, ciumentas, agressivas, não pensam no
outro e estão sempre prontas a atacar. Será que conseguem se colocar no lugar
do outro?
A
Bíblia diz que Elcana amava mais a Ana, apesar de Penina ter lhe dado filhos.
Então, o que adianta ser fértil, receber bênçãos, se não conseguir conquistar o
amor do seu marido? O jeito exibido e sem escrúpulos de Penina afastava
relacionamentos de amor e amizade (1 Samuel 1:5).
Que
possamos lembrar Penina sempre que começarmos a ter atitudes esnobes, que
atingiam determinada pessoa. Esse jeito a afastou de um amor verdadeiro.
Sifrá e Puá
Duas parteiras que não deixaram de
obedecer a Deus
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tany.souza@arcauniversal.com
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Era
um novo tempo. José havia morrido e no governo do Egito estava um novo Faraó.
Ele começou a perceber que o povo hebreu havia se multiplicado e não gostou de
saber disso (Êxodo 1:6-9).
Por
esse motivo, fez com que os egípcios aumentassem a carga deles nas obras e os
tornou escravos em todo e qualquer trabalho, para que não conseguissem
multiplicar-se, mas, nada adiantava (Êxodo 1:11-14).
Assim,
ordenou às parteiras Sifrá e Puá, as principais daqueles tempos, que matassem
os meninos assim que nascessem. Elas ficaram ali, somente ouvindo aquelas
ordens sem pudor, mas não as obedeceram porque temiam a Deus mais do que ao
Faraó (Êxodo 1:15-17).
Percebendo
Faraó que elas não estavam matando os meninos recém-nascidos, mandou chamá-las.
Porém, elas tinham a resposta na ponta da língua. Sifrá e Puá argumentaram a
sobrevivência das crianças dizendo que as mulheres hebreias eram muito fortes e
tinham os filhos antes da chegada delas.
E
assim elas ajudaram no futuro de Israel, salvando milhares de crianças da
morte. Por causa disso, Deus as abençoou como mães de famílias (Êxodo 1:18-22).
Deus acima de tudo
Até
que ponto você está preparado para não negar o nome de Jesus? Você seria capaz
de desobedecer a uma ordem de alguém superior para não desobedecer a Deus?
Deus
espera que sejamos fiéis a Ele. Que por amor a outras pessoas deixemos os
nossos medos de lado, nossas vontades e falemos de quem é Jesus e de sua
salvação, sem levar em consideração os apontamentos e preconceitos de uma
sociedade.
Que
sejamos corajosos para levar o amor e a vida, e não complacentes com a guerra e
a morte.
Zípora
Ela desobedeceu a Deus e quase perdeu o
marido
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Zípora
era esposa de Moisés. Ele havia salvado ela e suas irmãs da maldade de
um pastor que queria impedi-las de dar de beber ao rebanho de seu pai, chamado
Jetro (Êxodo 2:16-21).
Moisés
queria circuncidar seu filho Gérson, por fazer parte dos desígnios de Deus para
aquela época, mas o ato não agrava à mãe, Zípora, que evitou ao máximo que isso
acontecesse (Êxodo 18:3-4).
Porém,
quando chegou o tempo de Moisés estar na presença de Faraó, para libertar os
hebreus, ao chegarem a uma estalagem, o Senhor encontrou com Moisés e desejou
matá-lo, por sua falta de obediência em não ter circuncidado o filho (Êxodo
4:24).
Zípora,
percebendo o que estava prestes a acontecer, pegou uma pedra afiada e
circuncidou o prepúcio de seu filho, mas depois acusou Moisés de ser
sanguinário (Êxodo 4:25-26).
É preciso obedecer na hora certa
Quantas
vezes as mulheres deixam de fazer algo que é importante para o marido, julgam
que aquilo não tem importância, deixam para última hora? Muitas vezes, o
resultado disso são consequências financeiras, profissionais e até mesmo
amorosas.
Zípora
foi uma dessas mulheres que não quiseram obedecer a Deus incondicionalmente e
deixou que a situação chegasse ao limite, a ponto dela mesma agir, em cima da
hora, para salvar a vida de seu marido.
Que
as mulheres possam ser sábias, para não criar problemas para o marido, a ponto
de impedi-lo de ser um servo fiel e obediente.
É
preciso obedecer no momento certo o que Deus determina em Sua Palavra que
façamos, sem deixar para depois.
Joquebede
Ela foi exemplo de fé e de inteligência
Por Tany Souza / Fonte da imagem:
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tany.souza@arcauniversal.com
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Havia
um novo rei no Egito que percebeu que os filhos de Israel eram numerosos. Para
tentar impedir sua multiplicação, ordenou às duas principais parteiras que matassem os bebês, caso fossem do sexo
masculino. Como isso não aconteceu, ele mandou que os meninos fossem lançados
no rio (Êxodo 1).
Foi
quando Joquebede tornou-se mãe de Moisés. Ela conseguiu mantê-lo escondido por um tempo
dentro de casa, mas depois fez uma cesta, o colocou dentro e soltou no rio.
Porém sua irmã observava para saber o que aconteceria com o bebê (Êxodo 2:1-4).
Mas
a fé de Joquebede de que poderia salvar seu filho teve resultados. Uma das
filhas de Faraó viu o cesto no rio e pediu para que uma criada o trouxesse.
Vendo o menino, ela sentiu compaixão e pediu para que encontrassem uma ama de
leite para criar o menino, e ela chamou justamente a mãe do bebê, que pôde
amamentá-lo, vê-lo crescer e ainda recebia salário para isso (Êxodo 2:5-9).
Somente
depois de criado o menino foi levado novamente à filha de Faraó, recebendo o
nome de Moisés (Êxodo 2:10).
Atitude que gerou salvação
Imagine
o quanto foi difícil para Joquebede colocar seu filho no cesto e deixá-lo no
rio. Mas ela sabia que essa poderia ser a única chance de salvá-lo das maldades
do Faraó.
Às
vezes sabemos que temos que tomar uma atitude dolorida, difícil e que requer
coragem. Mas ignoramos essa alternativa e corremos o risco de perder o que
temos, pela falta de fé, de inteligência.
Que
possamos ser como Joquebede, que fez o que deveria ser feito para salvar seu
filho e, dessa forma, conseguiu ainda amamentá-lo e vê-lo crescer, coisas que
talvez fossem impossíveis se ela não tivesse coragem. Será que se ela não
tivesse tido uma atitude inteligente ainda veria seu filho vivo por muitos
anos?
Não
se deixe levar pelo medo, pelo apego, faça o que tem que ser feito e Deus entregará
a bênção da melhor forma, e mais rápido do que se imagina.
A mulher hemorrágica
Mesmo sem forças, ela enfrentou uma multidão para tocar nas vestes de Jesus e ser curada
A Bíblia conta a história de uma mulher que havia 12 anos sofria de uma hemorragia. (leia Marcos 5:25-34). Não sabemos o seu nome, mas o seu testemunho perpetua há gerações e tem servido para que outras pessoas também creiam no poder de Deus.
Na época de Jesus, as pessoas seguiam costumes do tempo de Moisés. Neles estava explícito que durante o período menstrual as mulheres tinham que ficar num lugar à parte da sociedade, sozinhas, ou somente com outras mulheres. Quem lhe tocasse seria considerado imundo.
Sofrendo de hemorragia há 12 anos, ela padecera nas mãos de vários médicos, gastara tudo que podia, sem, contudo, obter a cura. Ao contrário, ficara ainda pior.
Mas quando ela ouviu falar de Jesus e de seus milagres não teve dúvidas. Precisava encontrá-Lo. E se apenas tocasse em suas vestes tinha certeza de que seria curada.
Ela rompeu com velhos costumes, que não estavam fazendo diferença em sua vida, e foi em busca de seu milagre.
Com um propósito no coração de que se apenas encontrasse com o Mestre seria curada, ela misturou-se à multidão e tentava a todo custo chegar perto de Jesus. Ela estava sem forças, afinal, há muitos anos sofria com uma hemorragia que devia deixá-la debilitada.
Será que conseguiria chegar perto de Jesus?
Mas a fé faz coisas inacreditáveis. Ela nos impulsiona, nos faz ir além. E movida pela fé, aquela mulher encheu-se de coragem, enfrentou a multidão, tocou nas vestes de Jesus e imediatamente foi curada.
“Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?” (Marcos 5:30)
Reflexão
Jesus está esperando que toquemos em suas vestes. Não importa a multidão. Basta agirmos com fé, que na hora o milagre acontece.
A última esperança daquela mulher era Jesus. Você já depositou a sua última esperança nas mãos Dele?
A mulher do fluxo de sangue estava sem forças. Saiba que Deus conhece as nossas fraquezas. Ele até diminui o passo, muitas vezes, para que o alcancemos.
Dá tempo de deixar para trás velhos costumes e se lançar com toda fé diante de Deus. De tocar em suas vestes e só sair de lá com a bênção.
E que assim como aquela mulher, você também possa ouvir: “... Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.” (leia Marcos 5.34)
Cosbi, a midianita
A mulher que afrontou Deus
Por Tany Souza / Foto: Thinkstok
tany.souza@arcauniversal.com
Em certo tempo, o povo de Israel começou a se prostituir com as midianitas – entre elas, Cosbi –, a ponto de sacrificar e de adorar a outros deuses que elas serviam (Números 25:1-2).
Vendo tudo isso, o Senhor irou-se contra o povo de Israel e ordenou que matasse a todos aqueles que tivessem se prostrado a outros deuses e se prostituído com as midianitas (Números 25:3-5).
Quando Moisés e toda a congregação choravam por causa do pecado do povo, chegou um homem dos filhos de Israel com Cosbi diante de todos. Por causa dessa afronta, Finéias se levantou, pegou uma espada e matou o homem e a mulher midianita (Números 25:6-9).
Confronto a Deus
Quantos são aqueles que gostam e fazem de propósito para causar escândalo? Pensam que fazer aquilo que desrespeita é ato de coragem. Ledo engano.
Aquela atitude afrontou a Deus e a todos aqueles que estavam diante Dele, inconformados com os pecados do povo. Para que aquela mulher foi ao meio de todos?
Quem confronta Deus traz morte para aqueles que se envolvem com o pecado, que pensam que são ousados, corajosos por fazer aquilo que é contra a vontade Dele, mas que, na verdade, estão trazendo maldição sobre sua própria cabeça.
Precisamos ser exemplo de obediência, submissão e amor ao próximo e não de afronta, de desobediência e pecado. É preciso honrar o nome de Deus e não causar escândalo, para que a ira do Senhor não recaia sobre nós.
Lia
Por Tany Souza Rejeitada, mas fiel e firme até o fim
Uma mulher que sentiu o desprezo do pai ao ser usada em benefício dele. E esse foi só o início do seu sofrimento.
Lia era desprovida de beleza. Filha mais velha de Labão (Gênesis 29: 16-17), foi a primeira esposa de Jacó, que foi obrigado a se casar com ela para conseguir a irmã de Lia, Raquel (Gênesis 29:25-27).
A história dela é marcada pela falta de consideração, de amor, de apreço. Seu pai a usou para ter mais dinheiro. Ao se casar, tinha um marido que não a amava. Depois, sua irmã casou-se com seu esposo e o amor dele era maior por ela (Gênesis 29:30). O desprezo era tanto, que Deus teve compaixão de Lia e a fez mãe antes de Raquel (Gênesis 29:31).
Essa é a prova de que Deus sabia do sofrimento de Lia e a colocou em posição de vantagem em relação a Raquel. O Senhor se mostrou no controle de todas as coisas ao conceder filhos a Lia, e deixou claro que, mesmo que Jacó não a amasse, Ele a amava, cuidava e ajudava a passar pelos sofrimentos.
As “Lias” de hoje
Há incontáveis “Lias” pelo mundo. Aquelas que sofrem pela falta do amor de seu companheiro, do seu pai, de seus amigos. São mulheres desprezadas por sua falta de beleza exterior, usadas por sua posição social ou por sua inteligência.
Um desprezo que as faz se sentirem sozinhas. Mas não estão. A história de Lia ensina que Deus sempre vê nossas aflições e nos ajuda a passar por cada uma delas, honrando, dando alegria e força.
Lia não desistiu. Ela enfrentou tudo aquilo porque amava seu marido. Raquel morre antes dela (Gênesis 35:19) e Deus lhe dá mais essa vantagem: viver mais tempo ao lado de seu amado.
Não desista no meio do caminho, mesmo com tanto sofrimento e desprezo. Deus não se esqueceu de você, Ele só está esperando o melhor momento de agir e de honrar a sua vida.
filha de Jefté
Ela aceitou se sacrificar pelo voto de seu pai
Jefté era filho de prostituta e foi expulso de sua terra Gileade para que ele não tivesse família por lá. Depois de algum tempo, os amonitas entraram em guerra contra Israel, que não conseguia vencê-los. Porém, nesse momento, saíram para buscar Jefté para que ele chefiasse a batalha (Juízes 11:1-11).
Antes de guerrear, Jefté fez um voto ao Senhor dizendo que, se ele fosse vitorioso, daria em holocausto o primeiro que saísse de sua casa para cumprimentá-lo depois da guerra (Juízes 11:30-31).
E assim, ele saiu e venceu a guerra. Ao chegar em casa saiu a seu encontro sua única filha, comemorando a sua chegada. Naquele momento, Jefté ficou triste ao lembrar do voto que fez ao Senhor e que teria que cumprir.
Ao contar para sua filha o que tinha falado e prometido diante do Senhor, ela não se opôs, somente pediu para que chorasse sua virgindade por 2 meses, antes de cumprir nela o seu voto (Juízes 11:32-40).
Disposição ao obedecer
A filha de Jefté poderia negar-se a cumprir o voto de seu pai e até mesmo pensar: “O que eu tenho a ver com isso?” Mas não, ela se importou com o que era importante para seu pai e se doou para que o voto fosse cumprido.
Você tem se importado com aquilo que é vital para a pessoa do seu lado ou tem vivido e pensado somente em você? Será que é egoísta até mesmo na hora de agradar a Deus? Será que tem se doado ao outro?
Ela não somente se doou como não quis saber o que seu pai tinha decidido. Ela não perguntou: “O que você fará comigo?” A filha de Jefté não condicionou a vida espiritual de seu pai a qualquer coisa, ela simplesmente obedeceu, mesmo que isso significasse perder sua vida.
Se disponha a ser usada para agradar a Deus. Pense também na outra pessoa que está ao seu lado e faça algo por ela, mesmo que isso seja além de suas vontades e desejos. Que o agradar a Deus esteja acima de qualquer situação.
mãe de Sansão
Por Tany Souza / Foto: Thinkstok Ela deu à luz mais um libertador de Israel
A esposa de Manoá era estéril e não tinha filhos. Certo dia, apareceu o Anjo do Senhor a ela e disse que seria mãe de mais um libertador de Israel, um menino consagrado a Deus desde o ventre da sua mãe. Para isso, ela teria que deixar de beber e comer algumas coisas (Juízes 13:2-5).
Assim como Sara e Rebeca, ela não tinha mais esperança de gerar um filho, até que chegou um anjo e disse que isso seria possível. A diferença é que a esposa de Manoá teve que seguir algumas regras para que seu filho fosse um nazireu (consagrado, dedicado).
Porém, Manoá não acreditou na esposa e pediu para que o anjo aparecesse novamente para confirmar o que tinha dito. E isso aconteceu (Juízes 13: 8-13). Assim, ele pôde perceber que sua mulher havia sido fiel no que dissera.
Por causa da fidelidade da esposa de Manoá, que Sansão pode ser juiz e defensor de Israel, deixando ser apenas quando desobedeceu a Deus. Porém, sua mãe obedeceu o que o anjo disse até o fim de sua vida, mesmo depois do nascimento de seu filho (Juízes 14:7,8).
Uma mulher consagrada
Podemos dizer que a mãe de Sansão talvez tenha sido mais consagrada a Deus do que ele. Ela seguiu à risca o que o anjo disse e não desistiu, obedeceu ao Senhor acima de tudo.
Ela também pôde ser um exemplo de mãe, pois se consagrou em sua gravidez para que seu filho fosse separado a Deus, desde o seu ventre. Ela ensinou a seu filho desde o início o que era servir ao Senhor.
E você, será que tem se consagrado a Deus? O que tem feito a favor de seu filho, marido e pessoas que ama? As bênçãos podem acontecer ao outro, pelo seu desprendimento e dedicação em agradar a Deus.
a primeira esposa de Sansão
Por Tany Souza / Foto: Thinkstok Ela o traiu por duas vezes
Sansão passou pela cidade de Timna e viu ali uma moça filisteia por quem se apaixonou. Ao chegar à sua casa, solicitou a seus pais que fossem pedi-la em casamento. Mas eles não gostaram da ideia, pois queriam que ele se casasse com uma mulher do povo de Deus. Porém, Sansão insistiu (Juízes 14:1-3).
E assim ele casou-se com a moça filisteia. Na festa de casamento, Sansão lançou um enigma para os amigos, duvidando que eles fossem capazes de encontrar a resposta até o fim dos sete dias de comemoração (Juízes14: 4-14).
No quarto dia depois de lançado o enigma, eles ameaçaram a esposa de Sansão para que contasse a resposta. Ela, em vez de contar o ocorrido ao marido, usou de chantagem emocional para conseguir a resposta e contou a seus compatriotas (Juízes 14: 15-17).
No sétimo dia, antes de anoitecer, os homens contaram a Sansão o que sabiam e ele entendeu que aquilo tinha a ver com sua esposa. Mesmo assim, ele cumpriu o que prometera àqueles homens (Juízes 14:18-19).
Depois de um tempo, Sansão foi visitar sua esposa e descobriu que ela tinha se casado com outro homem. Por causa disso, ele colocou fogo nas plantações de trigo dos filisteus (Juízes 15:1-8).
Dupla traição
A mulher de Sansão é um exemplo de quebra de confiança. Quando se fala algo para alguém acreditando que ficará em segredo, um simples comentário já pode ser considerado traição.
Essa falta de fidelidade não existe somente entre os cônjuges, em relação a adultério, mas também entre amigos, familiares, quando se conta algo que se sabe que não deveria ser dito. Muitas conversas íntimas deixam de ser segredo e se tornam assunto principal nas rodinhas.
Como você tem tratado a confiança depositada em você? Conta logo o que lhe foi dito ou pensa: será que a pessoa gostaria que eu contasse?
Fique atento, um simples comentário pode significar traição. Demonstre confiança guardando sua boca.
“No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.”Provérbios 10:19
Ela não desistiu do marido, José
Da Redação
redacao@arcauniversal.com
Na Bíblia não há muitos relatos sobre quem foi Azenate, esposa de José (Gênesis 41:45). Ela é citada somente com uma mulher do futuro rei do Egito e que teve dois filhos, chamados Manassés e Efraim (Gênesis 41:50-52).
Devido à sua origem, alguns estudos indicam que ela talvez fosse uma sacerdotisa idólatra, porém, deve ter aflorado a sua fé em Deus com José, já que permitiu que seu marido nomeasse seus filhos segundo as experiências dele com Deus.
Ela foi persistente
Com certeza ela passou com José toda a fase de governador do Egito, pois ela foi dada como sua mulher depois de ele ser nomeado pelo Faraó (Gênesis 41:42-45).
E quantas mulheres desistem dos seus maridos quando eles têm um cargo importante, um trabalho de confiança?
As mulheres desse século tem esquecido que Deus as fez para que estejam ao lado de seus maridos, apoiando e incentivando suas atividades.
Será que o sentimento de egoísmo tem falado mais alto que o amor, que o companheirismo?
O que você tem feito para ajudar na vida profissional do seu marido? Tem desmotivado e abandonado ou ficado ao lado dele nos bons e maus momentos, assim como fez Azenate?
Seja uma mulher sábia, que edifica a casa, e não destrua aquilo que é precioso (Provérbios 14:1).
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