Homens da bíblia




Ele sofreu muito, mas manteve-se firme na fé em Deus

Considerado um homem íntegro e temente a Deus (Jó 1:1), a história de Jó é um exemplo de que não é sempre que o sofrimento está atrelado ao pecado.
Jó confiava, servia ao Senhor, e sua família era grande, próspera e saudável (Jó 1:2-3). Em certo dia, ele perdeu tudo: casa, filhos, bens. Porém, em vez de blasfemar contra Deus, ajoelhou-se e bendisse ao nome do Senhor (Jó 1:22).
E ainda, depois de tudo o que perdeu, Satanás pediu a Deus para que afligisse mais a Jó, com doenças e dores no seu corpo. E Deus assim permitiu (Jó 2:4-6).
Para piorar, Jó ouviu de sua esposa que era melhor deixar de ser sincero, amaldiçoar a Deus e morrer do que viver pobre e sem saúde (Jó 2: 9-10).
Sem casa, sem higiene, pobre, mas Jó manteve-se íntegro e firme na presença de Deus. Ele teve todos os motivos possíveis para não acreditar mais, para duvidar do poder Dele em sua vida, mas foi exatamente o contrário que fez.
Como qualquer ser humano, Jó sentia e lamentava por estar passando por tudo aquilo. Em vários capítulos do livro bíblico que descreve sua história, que traz o nome dele como título, estão suas reclamações, seus pensamentos, suas indagações. Mas, em momento algum, ele atribui tudo aquilo a Deus. Ele não maldiz o Seu nome e muito menos deixa de ser sincero.
Nos dias de hoje
É esta sua posição quando as dificuldades, as aflições e problemas aparecem? Ou blasfemar contra Deus é a primeira coisa que faz?
Há aqueles que se entregam ao sofrimento, a ponto de desistir até mesmo de ter fé em Deus e naquilo que Ele tem para a sua vida. Mas quantos “Jó” temos por aí? Aqueles que passam dificuldade, fome e grandes sofrimentos e continuam a acreditar?
Jó tinha amigos que tentaram achar uma razão pela qual ele estava vivendo tudo aquilo (Jó 4, 5 e 8). Ele ouvia o que diziam, mas sabia que sua vida estava nas mãos de Deus e que Ele tem o conhecimento de todas as coisas (Jó 9).
Mas quantos incrédulos tentam justificar o que Deus faz? E quantos outros querem aconselhar, dar seu parecer, sem considerar o poder Dele? Ele pode todas as coisas, e isso é no que todos devem acreditar. Ainda além, devem viver essa verdade.
Nenhum sofrimento é sem razão, mas não compete a nós duvidar dos motivos do Senhor. O que importa é viver sempre na fé, se manter fiel, para que a graça Dele venha no tempo oportuno, assim como aconteceu com Jó (capítulo 42).




Judas Iscariotes

Temos sido cristãos de verdade ou estamos fingindo, tal qual Judas, esperando uma oportunidade para "trair" o Salvador das nossas almas?
Por Jaqueline Corrêa 
jaqueline.correa@arcauniversal.com
Ele foi um dos 12 apóstolos que Jesus escolheu para O acompanhar na pregação do Evangelho. Além disso, ao ser escolhido, Judas ficou encarregado de guardar a bolsa que continha o dinheiro usado para as despesas do grupo. Algumas pessoas podem se perguntar o motivo de Jesus ter escolhido alguém com caráter de ladrão e que ainda O trairia lá na frente.
Desde sempre o Senhor conhecia as intenções do coração de cada apóstolo, mas tudo o que ocorreu foi para que as Escrituras se cumprissem (leia Atos 1:16-17). A má índole de Judas no passado nos mostra algumas situações que podem nos ajudar a sermos cristãos melhores hoje.
O ladrão
Judas andava lado a lado com o próprio Deus, em forma de homem. Tinha a responsabilidade de ser uma espécie de tesoureiro do grupo de Jesus, mas continha algo que o sujava: o apego ao dinheiro. Quando Maria tomou um perfume valiosíssimo e derramou nos pés de Jesus, Judas se revoltou, considerando que aquele ato era um desperdício: “Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?” (João 12:5)
A reação de Judas não era uma preocupação com os pobres e sim “porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava” (João 12:6).
O traidor
Assim como os demais discípulos, Judas foi muito amado por Jesus. Teve as mesmas oportunidades de crescer espiritualmente, de saber mais sobre o Reino de Deus, de receber o Espírito de Deus e ser salvo. No entanto, 30 moedas de prata foram suficientes para que ele entregasse o seu próprio Salvador.
Se trouxermos a atitude de Judas para os nossos dias, podemos analisar a nossa vida e identificar possíveis moedas de prata que talvez estejam nos seduzindo. Quem sabe não estamos trocando a nossa salvação por trinta moedas de prata em forma de uma amizade que desrespeita a nossa fé? Ou essas trinta moedas estão representadas em um relacionamento que não agrada a Deus? Ou talvez essas moedas estejam mascaradas em detalhes que nos fazem trair o nosso Salvador, entregando-O novamente à morte todos os dias? Ou ainda, quem sabe se essas trinta moedas não significam palavras torpes, mentirinhas, falsidade, soberba e maus testemunhos por onde temos passado?
O homem arrependido
Todas as pessoas têm defeitos e qualidades. Algumas deixam sobressair mais as faltas do que os acertos e vice-versa. No caso de Judas, o seu erro veio praticamente acompanhado de um arrependimento profundo. Mas, o sentimento de culpa que ele passou a nutrir depois que viu a consequência de seu ato, o levou ao desespero. E mais uma vez ele errou. Em vez de buscar pelo perdão de Deus, suicidou-se. Uma morte terrível que pode ser relatada de duas formas na Bíblia: na primeira, o livro de Mateus fala que ele se enforcou (Mateus 27:5); na segunda, o livro de Atos descreve como foi terrível a forma como Judas morreu: “Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniquidade; e, precipitando-se rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram” (Atos 1:18).
Seja como foi que ocorreu a morte de Judas, os textos explicam o preço que ele pagou por ter traído Jesus. Se Judas tivesse a humildade de pedir perdão, certamente teria sido perdoado e se tornado um grande homem usado por Deus, tal como aconteceu com Pedro quando este também traiu Jesus ao negá-LO por três vezes. A diferença é que Pedro, ao se arrepender, buscou pela misericórdia e perdão, e Judas se matou.

- Será que temos deixado o Espírito de Deus entrar e reinar de fato em nossas vidas?
- Mesmo estando há tempos andando com Jesus, podemos dizer que O conhecemos de verdade?
- Será que temos nos deixado seduzir por míseras “moedas de prata” e trocado a confiança, o amor e, sobretudo, a salvação de nossas almas por elas?
- Quando erramos, temos nos arrependido de verdade e buscado o perdão de Deus ao invés de nos afastarmos dEle


Tomé
Um homem incrédulo?
Quando se fala de Tomé a primeira informação que vem à cabeça é que ele teve que ver e tocar nos machucados de Jesus para crer que Ele ressuscitou (João 20:24-28). Mas será que ele realmente foi incrédulo?
Quando Jesus apareceu aos outros apóstolos, e Tomé não estava, estes também custaram a acreditar que era Jesus ressurreto. Mesmo vendo as marcas de Cristo, eles não creram. Tanto que Jesus pegou um peixe e um favo de mel e comeu diante deles, para que pudessem acreditar que Ele estava ali (Lucas 24:36-43).
Tomé talvez tivesse até mais fé que os demais apóstolos, porque ele viu, tocou e creu, enquanto os outros, mesmo tocando, ainda não creram.
Este apóstolo é um exemplo de que a nossa fé deve estar alicerçada naquilo que não se vê. É isso que Deus espera de cada um dos seres humanos que, mesmo sem ver Cristo, creia que Ele morreu por cada um de nós, ressuscitou e hoje está junto com o Pai. Por isso, ele disse a Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29).
É também um exemplo para o dia a dia, quando não vemos imediatamente o resultado de uma ação, mas temos a certeza da importância. Um exemplo disso é quando pedimos perdão a alguém, mas não vemos na pessoa uma mudança, porém sabemos que aquele ato de humildade pode gerar nela uma transformação de vida. É uma atitude de fé.
Tomé acreditava tanto em Jesus, que preferia morrer por Ele a viver sem Ele. Foi o único apóstolo que se dispôs a voltar com Cristo a Betânia, no episódio da morte de Lázaro, mesmo sabendo que Ele estava jurado de morte pelos judeus (João 11:16). Somente ele foi a favor de Jesus, quando Ele quis voltar para ver seu amigo.
E será que estamos dispostos a ajudar as pessoas, a estar com amigos, mesmo que isso signifique anular a nossa própria vida? Jesus precisava ir até o corpo de Lázaro para que as pessoas pudessem ser testemunhas do poder de Deus.
É preciso estar perto de nossos amigos e familiares, para ajudá-los, dar um abraço e, assim, com a nossa atitude correta, mostrar que Deus está dentro de nós, com respeito e amor ao próximo.
Tomé foi exemplo de fé e companheirismo incondicional a Jesus. E é este o exemplo que ele deixou para cada um de nós.




Mateus, de judeu a seguidor de Cristo

Ele era um cobrador de impostos, mas largou tudo para seguir Jesus

Mateus era um improvável discípulo quando Jesus se aproximou dele e simplesmente ordenou: “Segue-me!” (Mateus 9:9) No mesmo instante, ele deixou o trabalho e começo a segui-Lo.
Na Palavra, fica evidente que ele era um homem de posses, por oferecer um banquete em sua própria casa para publicanos e pecadores (Mateus 9:10), juntamente com Jesus e seus discípulos, o que deu origem a um dos ensinamentos de Cristo (Mateus 10:11-13). Mas, apesar de ser rico e letrado, Mateus não pensou nestas coisas quando recebeu de Jesus um chamado.
No livro de Lucas, Mateus também foi chamado de Levi (Lucas 5.27-29). Por este motivo, alguns estudiosos acreditam que este era seu nome antes de seguir a Jesus, que lhe deu um novo nome, que significa “dádiva de Deus”. Porém, há outras pesquisas que indicam que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.
Uns os chamariam de homem de coragem, de atitude, decidido, mas Mateus foi além: foi desprendido das coisas que o cercavam. Deixou todas as regalias que o dinheiro poderia oferecer e, sem se importar com isso, seguiu a Jesus (Mateus 10:8).
Ensinamento
Além de andar com Ele, relatou suas experiências como um de seus discípulos. Foi um apóstolo disposto a abrir mão de tudo para estar e viver as experiências de Cristo, com Ele.
O livro de Mateus apresenta Jesus como o Messias judeu esperado por muitos. Nele estão os cinco sermões considerados os ensinamentos mais demorados aos seus seguidores. É uma mina de ouro para todos aqueles que já Oconhecem e para aqueles que querem conhecê-Lo melhor, por transmitir o que Cristo pensava e quais as atitudes corretas em determinadas situações.
Mateus foi um exemplo de servidão, obediência e superação de suas conquistas materiais. Que nós também possamos ser menos presos às coisas da Terra, para darmos mais valor ao amor, amizade, companheirismo e, acima de tudo, a Deus.



Labão

Dinheiro não é tudo
Ganância. Esta é uma característica cada vez mais presente nas pessoas. A busca incessante pelo dinheiro, por bens materiais e, ainda mais, sem medir esforços.
Labão, sogro de Jacó, é um exemplo de pessoa assim. Ele viu no genro uma oportunidade de explorar a sua mão de obra e assim o fez, ao oferecer a sua filha mais nova, Raquel, em troca de 7 anos de trabalho (Gênesis 29:20).
Mas, não feliz por ter usufruído do trabalho de Jacó por este tempo, ele o enganou e lhe deu Lia, sua filha mais velha, como esposa, sem que Jacó percebesse a troca (Gênesis 29:25). Labão foi injusto com Jacó e ainda o fez trabalhar por mais 7 anos, para conseguir ter Raquel como esposa (Gênesis 29:27-28).
Quantas vezes você já se sentiu assim, enganado por amigos, chefes, enfim, usado para ganharem através do seu trabalho? Com certeza Jacó confiava em seu sogro e nele depositava expectativas, caso contrário, não teria trabalhado ainda mais para ter Raquel.
Muitas vezes deixamos de confiar em Deus para confiar em algum “Labão” que aparece em nossas vidas. Colocamos toda a nossa confiança no trabalho dedicado ao bem dele e esquecemos que dependemos totalmente do Senhor.
Novamente enganado
Mesmo depois de Jacó trabalhar mais 7 anos para ter Raquel, Labão fez outro acordo com ele, para não deixar de ser abençoado por seu trabalho (Gênesis 30:27). E mais uma vez Labão deixou que sua ambição e a ganância interferissem, ao ponto de iludir mais uma vez Jacó.
Eles entraram em um acordo de que todos as ovelhas salpicadas, malhadas e morenas do rebanho seriam de Jacó (Gênesis 30:31-33). Mas Labão foi à frente e separou tudo o que Jacó pudesse levar como salário e deu para que seus filhos pastoreassem, escondendo do genro o que seria dele (Gênesis 30: 34-36).
Quantos acordos que não foram cumpridos? Quantas vezes você acreditou na palavra de alguém que o ludibriou e magoou com a falta de atitude íntegra e honesta?  
O mundo está cheio de gananciosos ousados, sem escrúpulos para se darem sempre bem. Mas como lidar com isso? Ficar triste? Não. Temos que confiar que nada pode impedir que as bênçãos do Senhor cheguem até nós, nem chefes, política, circunstâncias, enfim, somente nós podemos afastar as bênçãos de nós mesmos.
Isso não quer dizer que você deva pedir demissão agora, porque seu chefe é desonesto e enganoso. Ao contrário, trabalhe, honre, sirva seu chefe,  porém, não espere nada dele, mas sim de Deus.
Deus é justo
Jacó é prova disso. Depois de ser traído, Deus fez com que nascessem mais ovelhas salpicadas, malhadas e morenas, para que ele enriquecesse mais que Labão (Gênesis 30:37-43). Deus é justo, não deixou que Jacó ficasse no prejuízo. A riqueza de Jacó não dependeu somente do seu trabalho, mas do milagre de Deus, para que o rebanho concebesse o que Jacó poderia pegar como salário (conforme acordo firmado).
É isso que Deus faz, abençoa as mãos dos justos, que trabalham mesmo em condição de engano. Ele sempre está no controle de qualquer situação


Abraão


Fé incontestável e atitudes de ousadia
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Abraão é um dos homens mais conhecidos da Bíblia, e é lembrado pelas promessas que Deus fez diretamente a ele.
Vivia em Harã, com sua família, quando recebeu uma ordem de Deus para sair de sua terra e ir para a terra que Ele lhe mostraria. O Senhor ainda foi além, e disse que faria do então Abrão “pai de uma grande nação” (Gênesis 12:1-2).
Deus disse para ele ir, mas não disse qual era o destino. Abrão poderia ter duvidado, pensado, avaliado toda a situação, até porque não estaria sozinho, mas com esposa, sobrinho e outras pessoas, porém, ele simplesmente obedeceu. Era um homem de fé, e creu nas promessas do Senhor. Fez o que lhe foi pedido.
Quantos são obedientes como ele? Além disso, quantos têm fé sem medida, a ponto de não deixar que nenhum obstáculo interfira?
Dizer que crê, não é o mesmo que agir na fé. Deus deu garantia de que Abrão seria próspero e feliz, bastava ele acreditar e dar o passo para viver cada uma das promessas.
O resultado
E a obediência de Abrão lhe rendeu bons frutos. Deus mudou seu nome para Abraão e lhe prometeu:“... serás pai de numerosas nações.” (leia Gênesis 17) Abraão já não tinha a promessa de ser o pai de uma grande nação, mas de numerosas nações.
O medo não teve espaço na vida dele. Esse sentimento geralmente paralisa as pessoas, porque o ser humano depende do “ver pra crer”. Dar um passo à frente sem saber para onde e o que viverá, é realmente um ato de fé e de ousadia, ingredientes primordiais para todos que querem viver as promessas de Deus e ter suas bênçãos multiplicadas. Ele só quer ver esta atitude para começar a abrir as portas. Você está preparado? Disposto a obedecer a voz do Senhor?
As promessas são para todos, mas poucos possuem a coragem de obedecer e viver cada uma delas. Que o medo não te impeça de viver o melhor de Deus na Terra.


Zacarias


Ele duvidou da promessa de Deus e ficou mudo
Um sacerdote temente a Deus e dedicado às coisas do templo (Lucas 1:5-8), assim era Zacarias. Porém, em um determinado dia, quando estava na presença do Senhor entregando incenso (ofertas), apareceu-lhe um anjo e ele ficou pasmo e teve temor (Lucas 1: 9-12).
O anjo disse para Zacarias não temer, e que sua oração fora atendida: Deus lhe daria um filho (Lucas 1: 13-14), já que, até aquele dia, sua esposa, Isabel, era estéril (Lucas 1:7). Mas a incredulidade tomou conta do coração dele. Aos seus olhos, aquilo era algo impossível, pois os dois já eram idosos (Lucas 1:18).
Zacarias, mesmo sendo um servo de Deus e ouvindo a promessa em relação a seu futuro filho, não conseguiu acreditar (Lucas 1:15-17). Naquele momento, a fé – ou a falta de fé – de Zacarias foi o que contou para Senhor. Ele conhece o coração de cada um, independentemente do que se realiza “aparentemente” na casa Dele. Por isso, Zacarias ficou mudo, até que a promessa de Deus se cumprisse em sua casa, com o nascimento do seu filho, João Batista.
Esperar acontecer
Foi o que restou a  Zacarias: esperar acontecer. A promessa foi dita na sua frente, através de um anjo enviado por Deus (Lucas 1:19) e, mesmo assim, ele duvidou que tal milagre poderia se realizar.
Às vezes, é melhor ficar calado do que duvidar das promessas de Deus. É melhor esperar tudo se concretizar antes de criticar, de julgar, de apontar o dedo. Quantas pessoas julgam e torcem para que tudo dê errado ao ver que alguém teve uma atitude de ousadia?  
“A boca fala do que o coração está cheio” (Lucas 6:45), e Zacarias estava cheio de incredulidade em sua alma.
Que a falta de fé na impeça que as promessas do Senhor cheguem, mesmo que para isso Deus te cale de alguma forma. O que importa é acreditar e esperar que tudo se cumpra, no tempo Dele, independentemente do que os olhos são capazes de ver.


Onésimo


Ele foi resgatado em meio às prisões
Este homem não é muito comentado, mas é por causa de Onésimo que há na Bíblia o livro de Filemom.
Onésimo era servo de Filemom, mas fugiu dele e encontrou com o Apóstolo Paulo na prisão. Ali, fizeram uma amizade verdadeira, a ponto de Paulo o chamar de filho (Filemom 10). E este talvez seja o sinal de que Onésimo tenha se tornado cristão.
O fato é que Paulo soube que Onésimo era fugitivo de Filemom, um cristão amigo do Apóstolo, que resolveu escrever uma carta para defender Onésimo e pedir que Filemom o recebesse de volta (Filemom 8 e 9).
Os fugitivos do Senhor
Há muitos por aí fugindo do Senhor, de conhecê-lo, de andar com Ele. Mas ao passar por dificuldades, ficam com vergonha de voltar atrás e esquecem que há alguém que intercede por eles.
Esta defesa que Onésimo encontrou em Paulo é a mesma que todos nós encontramos em Cristo. Basta que o erro seja admitido, o que provavelmente aconteceu, senão Paulo não saberia o erro cometido por ele.
A história de Onésimo somente retrata um homem carnal que fugiu do seu Senhor, mas encontrou um defensor no momento mais difícil de sua vida.
Infelizmente, a maioria das pessoas só lembra e se abre para Cristo quando precisam de algum “favor” Dele. Quantos têm que chegar ao fundo do poço para entender o grande amor de Deus? Quantos fogem de Deus, largando tudo por uma pseudo liberdade?
Mas a boa notícia é que Jesus é nosso eterno defensor perante Deus, basta que o pecado e as falhas sejam confessados.
Paulo tomou partido de Onésimo, para que este pudesse ser aceito e perdoado por Filemom. Além disso, o Apóstolo se colocou para pagar qualquer dano que ele houvesse causado (Filemom 18).
É isso. Jesus veio para pagar nossa dívida, uma pendência pecaminosa que, como seres humanos, não teríamos condições de quitar; um débito espiritual.
Nunca é tarde para se arrepender, para voltar para os caminhos do Senhor, para se abrir para um novo tempo de reconstrução.
Se você é um "Onésimo", um fugitivo de Deus, volte, ainda há tempo, pois Jesus é o seu defensor incondicional.



Elcana

Ele apoiou sua esposa no voto que fez ao Senhor
Por Tany Souza / Fonte da imagem: Thinkstock 
tany.souza@arcauniversal.com

Elcana era um homem que tinha duas mulheres: Penina e Ana. A primeira era fértil e tinha filhos, mas a segunda sofreu por não conseguir lhe dar herdeiros (1 Samuel 1:1-2).
Porém Ana, depois de muito sofrer com as provocações de Penina, estava muito triste e fez um voto com Deus: se Ele desse um filho a ela, esse seria entregue para servi-Lo em Sua casa (1 Samuel 1:9-11). E assim ela foi mãe de Samuel (1 Samuel 1:20).
Todos os anos, Elcana oferecia a Deus um sacrifício, e depois que Samuel nasceu, Ana não o acompanhou, como fez toda a família, pois somente faria isso após seu filho desmamar, para cumprir sua palavra perante o Senhor. O detalhe é que Elcana concordou (1 Samuel 1:21-22).
Estar em união no voto
Elcana teria todo o direito de interferir na decisão de Ana, já que ele era seu marido e pai de Samuel. Mas não o fez.
O interessante é que em nenhum momento Elcana questionou Ana sobre os motivos que a levaram a oferecer ao Senhor algo que ela tanto desejava e que tanto custou. Ele somente entendeu e apoiou.
Para uma mulher, não ter a possibilidade de engravidar é algo que traz tristeza e, muitas vezes, trauma. A posição de Elcana de não se opor à decisão de Ana mostra justamente que ele entendia o sofrimento de sua esposa.
E quantos são os maridos que não entendem o sofrimento de suas mulheres? Antes mesmo de tentar entendê-las, criticam, julgam e inteferem naquilo que a fará felizes e realizadas.
Para Ana, entregar seu filho a Deus era um prazer e uma realização pessoal imensurável. Ela já havia vivido a maternidade e o gozo maior dela era vê-lo crescendo na presença do Senhor.
É importante que o marido entenda a relação de sua esposa com Deus, não causando interferência em seu ministério, atitudes de fé, momento de oração e de jejum.
Que os maridos saibam ser um “Elcana” na vida de suas esposas, respeitando, mesmo com dificuldade, a entrega delas para agradar a Deus. Quem sabe Elcana não O agradou ainda mais tendo esse posicionamento de respeito e amor em relação à sua mulher?

 Hamã


Ele morreu em sua própria armadilha
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock 
tany.souza@arcauniversal.com

Querer sempre mais, não importando como e quem atingir para isso. Hamã era esse tipo de pessoa, que, além de ser ambicioso sem pensar nas consequências, queria sempre receber honras e reconhecimento.
Por ordem do rei Assuero, todos teriam que se prostrar quando ele passasse, porém, Mardoqueu era o único que não fazia isso. Esse fato fez com que Hamã ficasse com raiva dele (Ester 3:1-5). 
Hamã começou a mostrar-se a partir deste momento, pois esse foi o motivo pelo qual buscou o aval do rei para matar os judeus, já que Mardoqueu tinha essa origem (Ester 3:7-15). E assim, ele preparou uma forca para Mardoqueu, valendo-se da lei do rei que ordenava matar todos os judeus (Ester 5:9-14).
Porém Hamã não esperava que Mardoqueu e Ester fizessem com que o rei soubesse do que estava acontecendo (Ester 7:5-6).
O início do fim
Hamã não sabia, mas a forca que ele preparara para Mardoqueu seria usada por ele (Ester 7: 9-10).
Isso porque ele nunca pensou que suas atitudes seriam descobertas, acreditou que pudesse usar a confiança do rei para seus próprios interesses pessoais. Porém, sua autoconfiança exacerbada e sem limites foi o que o levou à morte.
Assim como Hamã existem várias pessoas que só conseguem ver seus próprios interesses, são mesquinhas e priorizam a valorização de sua imagem perante os outros. Não importa o que e de que forma farão para alcançar o que querem, o que vale para elas é chegar até o objetivo.
Cuidado, você pode estar cavando sua própria cova ou, assim como Hamã, armando sua própria forca.
Pense quais são os seus objetivos e o que tem feito para alcançá-los. Se perceber que está deixando pessoas de lado, tomando atitudes incabíveis e ainda usando seus contatos pessoais para transpor regras, você pode estar em um caminho sem volta.
Volte-se a Deus, coloque sua vida diante Dele e assim sua honra e seu reconhecimento virão quando menos esperar, de forma natural e honrosa.
“... mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9


Assuero

Um homem justo, aberto para corrigir erros
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock 
tany.souza@arcauniversal.com

Assuero era um rei que gostava de obediência. Ele ordenou que sua esposa, a rainha Vasti, por exemplo, deveria dar lugar a outra rainha, por ter se recusado a estar na presença dele durante um banquete (Ester 1:10-22). Isso serviria de exemplo para que outras mulheres do reino não desobedecessem seus maridos.
Logo depois, Assuero acha graça em Ester e casa-se com ela. Uma mulher judia, mas que guardou sua raiz familiar em segredo, conforme pedido do seu primo Mardoqueu, que a criou (Ester 2: 1-19).
Mardoqueu descobriu uma conspiração contra o rei e avisou Ester, para que ela avisasse Assuero. Esse feito ficou registrado nas crônicas perante o rei.
O rei Assuero tinha um ministro chamado Hamã, a quem ele honrou, e todos que estavam à porta do rei deveriam se prostrar perante ele. Mas Mardoqueu não se inclinava. Isso muito indignou Hamã e fez com que criasse ódio em seu coração (Ester 3:1-6).
Por causa desse ódio, Hamã usa da confiança que Assuero tinha depositado nele e manda matar todos os judeus, pois sabia que aquele homem que não o honrara tinha essa linhagem (Ester 3:7-15).
Porém, certo dia, o rei estava lendo as crônicas do seu reinado e viu que um homem o havia beneficiado, mas que não houve retribuição. Dessa forma, ordenou a Hamã que honrasse Mardoqueu (Ester 6).
Depois disso, a rainha Ester desmascara Hamã na frente de Assuero, ao pedir que seu povo fosse poupado da lei que antes fora editada. E Hamã foi enforcado na mesma forca que antes havia preparado para Mardoqueu, conforme ordem do rei (Ester 7).
Agindo de forma correta
Assuero era um homem justo, mas confiou na pessoa errada, que o fez tomar atitudes precipitadas e sem escrúpulos. Porém, ao saber que não havia agradecido a Mardoqueu de alguma forma, mandou que ele fosse honrado.
Podemos aqui dizer que Assuero demonstrou, além de ser justo, ser humilde e aberto para corrigir erros. Ele, como rei, poderia deixar de honrar alguém, pensando que somente ele deveria ter destaque no reino. Também não precisaria resgatar uma história do passado para corrigir um erro, poderia apenas ficar quieto e deixar tudo como estava, mas não o fez.
E você, está agindo como na sua vida, como um Assuero ou sendo injusto com as pessoas? Tem tido coragem de corrigir os erros do passado, de pedir perdão, de ter uma boa conversa sincera e honesta?
Assuero não colocou obstáculos para fazer o que era justo e correto. Ele não pensou em si, na sua posição de rei, foi humilde e deu exemplo de honestidade.
É esse mesmo exemplo que você está dando para as pessoas?
Deixe suas limitações pessoais de lado e seja justo, demonstre complacência e amor pelas pessoas. Seja um cristão digno de ser chamado cristão. Seja um “Assuero” por onde passar.



 Mardoqueu (ou Mordecai)



Ele fez o que Deus queria que fizesse
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock 
tany.souza@arcauniversal.com

Mardoqueu (ou Mordecai, dependendo da tradução da Bíblia) foi um judeu que ficou conhecido por criar sua prima Ester como filha (Ester 2:5-7). Foi um homem sábio, que agiu conforme a direção de Deus.
Ele ficava assentado à porta do rei e ali sabia dos assuntos da cidade. Certa vez, ouviu que dois homens atentaram contra o rei Assuero e avisou Ester, que levou a notícia ao conhecimento do rei, evitando assim a sua morte (Ester 2:21-23).
Porém, Mardoqueu era o único que não se prostrava a Hamã, quando ele passava, o que causou seu furor (Ester 3:1-5). Hamã então fez com que o rei Assuero decidisse matar todos os judeus, para que assim Mardoqueu também fosse morto (Ester 3:7-15).
Ester soube da história e se colocou para contar ao rei tudo o que estava acontecendo por causa de Hamã (Ester 4:4-17). Mas, antes disso, Assuero soube que Mardoqueu denunciou dois homens, evitando a sua morte, e se sentiu impelido a honrar a quem o havia defendido (Ester 6:1-3).
A honra na hora certa
Mardoqueu foi um homem que não se prostrou a Hamã, e fez tudo corretamente, porque tinha sua fé estabelecida em Deus. Ele sabia que não podia adorar uma pessoa como se fosse Deus e que não poderia deixar um assassinato acontecer, já que a informação chegou até ele.
Hamã mandou fazer uma forca para matar Mardoqueu (Ester 5:14), mas ele não imaginava que o rei saberia do acontecido e desejaria honrar aquele homem, em vez de desejar a sua morte. Assuero ordenou ao próprio Hamã que preparasse vestes e cavalos de honra para que o povo conhecesse aquele a quem o rei honrava (Ester 6:4-11).
Mas o melhor ainda estava por vir. Depois disso, Ester denuncia Hamã ao rei Assuero, que fica enfurecido e manda enforcá-lo. E isso acontece na forca que ele mesmo havia preparado para Mardoqueu (Ester 7: 1-10).
O que Deus quer
Essa história mostra que, além da honra vir na hora certa, o melhor de Deus recai sobre aquele que se coloca em Sua presença, mais que isso, que O obedece acima de qualquer coisa.
Mardoqueu fez o que era correto e o que estava ao seu alcance para evitar a morte do rei. Além disso, ele não se autopromoveu por causa do que fez, não buscou com suas forças a sua própria honra. Podemos dizer que ele fez o que Deus colocou a ele que fizesse. Por isso pôde viver as recompensas.
Que possamos ser como Mardoqueu: fazer o que Deus quer que façamos, e não conforme o nosso desejo. Somente assim seremos corretamente honrados.



 Caim


Ele matou seu irmão por inveja

A história de Caim e Abel é o primeiro homicídio da humanidade de que se tem conhecimento. Mas como tudo aconteceu?
Em um momento de oferta ao Senhor, a Palavra diz que Deus se agradou mais do que Abel entregou (Gênesis 4:4-5). Por causa disso Caim ficou irado a ponto de tirar a vida de seu irmão (Gênesis 4:6-8).
Quando Deus pergunta a Caim onde estava seu irmão Abel, ele ainda foi cínico dizendo que não era dono de Abel para saber de seu paradeiro (Gênesis 4:9). E tomando consciência do seu pecado, Caim disse que seu pecado não teria perdão, que sairia da presença Dele e que desejava ser morto por quem o encontrasse (Gênesis 4:13-15).
A abertura para o pecado
Assim como Caim, quantas vezes o pecado consegue domar a sua vida? São vontades, invejas, raivas, sentimentos incontroláveis capazes de o levar a ter atitudes erradas e que podem trazer grandes consequências para sempre.
O que faltou a Caim foi obedecer a Deus, buscar-Lo, dominando sua carne, seus pensamentos e atitudes. Ele se deixou levar por uma raiva momentânea que atingiu toda a sua geração (Gênesis 4:16-24).
Caim é um exemplo do que não devemos ser, pensar e fazer. Foi um homem invejoso e que não deu abertura para ser tratado.
Há tantos “Caim” por aí. Aquelas pessoas que se colocam sempre em posição de vítima, de que o dele é melhor, mas que não foi reconhecido e fica indignado por causa disso. Em vez de parar e observar a situação, se o erro não é dele, simplesmente quer fazer justiça com as próprias mãos.
Ao contrário de Caim, é preciso estar mais aberto para ser corrigido, para ver o quanto está errado e o quanto pode melhorar, sem colocar culpa ou ter inveja do outro.
Que os “Caim” aprendam a ser cada vez mais “Abel” agradando a Deus com o seu melhor.


 Abel


Ele soube agradar a Deus e, por isso, causou inveja
Por Tany Souza / Foto: Thinkstock 
tany.souza@arcauniversal
Abel era o filho mais novo de Adão e Eva, pastor de ovelhas e tinha um irmão mais novo chamado Caim, que era lavrador (Gênesis 4:1-2).
Em um determinado momento, Abel ofertou ao Senhor o primogênito de suas ovelhas, mas seu irmão Caim trouxe frutos da terra. Porém, Deus prestou atenção somente na oferta de Abel, o que deixou Caim triste e irado (Gênesis 4:3-5).
O segredo de Abel
Muitos se perguntam por que somente a oferta de Abel foi aceita, sendo que Caim também levou os frutos da terra para Deus.
O versículo 4 diz que Abel levou as ovelhas primogênitas, ou seja, ele teve o cuidado de separar uma por uma. Ele deu o seu melhor ao Senhor.
Em nenhum momento diz que Abel ficou pensativo se ele deveria mesmo dar as melhores ovelhas a Deus. Mas, diferente do seu irmão Caim, que deu alguns frutos, Abel foi minucioso e pensou como agradar o coração de Deus com algo especial, e não somente com alguns frutos da terra.
Como ser um Abel?
Quantas vezes pensamos mais nos problemas pessoais do que em uma maneira de agradar a Deus? Será que Abel pensou que perderia o melhor da sua terra, dando o melhor para Ele?
Esse homem nos ensina que temos que ofertar, agradar a Deus com o nosso melhor, independente se isso traz algum suposto prejuízo financeiro ou patrimonial. O que importa é agradar a Deus acima de todas as coisas.
Você está disposto a se desapegar de suas coisas em prol do Reino para que o nome de Deus seja reconhecido sobre a Terra?
Que você tenha esse coração puro e desprendido de Abel, que se preocupa primeiro com as coisas de Deus e não em ter para si, em juntar riquezas para seu próprio proveito.

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”


Samuel


Desde pequeno atento à voz de Deus
Samuel foi fruto de oração incessante de Ana, que desejava ter um filho (1 Samuel 1:9-11). O menino nasceu e, assim que desmamou, ela o entregou ao sacerdote Eli, para que ele crescesse na presença do Senhor, assim como disse que faria em voto com Deus (1 Samuel 1:24-28).
O chamado de Samuel aconteceu em uma noite, ao se preparar para dormir. Ele ouviu uma voz e pensou ser de Eli. Depois de se levantar três vezes, Eli explicou que era o Senhor e que, ao ouvir novamente, ele só teria que dizer: “Eis-me aqui.” (1 Samuel 3:2-9)
Samuel fez conforme o ensinado e o Senhor falou tudo o que aconteceria em relação à casa de Eli (1 Samuel 3:11-14). Ele ouviu e, ao se levantar no outro dia, estava temeroso para contar ao sacerdote o que sabia. Mas, ao ser chamado, ele não usou meias palavras, simplesmente disse (1 Samuel 3:15-18).
Servir, ouvir e obedecer
A primeira coisa que Samuel aprendeu em sua vida foi a servir. Desde a barriga da sua mãe, depois, ao ser entregue para Eli, e tudo o que vivia ao lado do sacerdote,  absorveu para a sua vida.
Isso fica nítido quando Deus o chama. Ele se levanta, sem reclamar, por três vezes, e se coloca à disposição de Eli. Somente depois de ouvir as instruções, deita-se novamente.
Em vez de ficar com medo, ele se dispôs a ouvir, mas, desta vez, sabia que era Deus quem falava com ele.
Depois de escutar, obedeceu a Eli, que pediu para que contasse tudo o que Deus falara com ele em particular. E Samuel assim o fez.
Seja um Samuel
Quantos dizem que servem a Deus, mas na hora de serem usados por Ele, ficam com medo e não se colocam para ser canal de bênção para outras pessoas – e até para si mesmo?
Servir é se colocar à disposição, é fazer o que tem que ser feito, mesmo que isso não traga benefícios para si. É por isso que muitos não servem mais a Deus como se deve, porque sempre olham o seu lado, são egoístas e não querem fazer o que Deus determina.
Ouvir e obedecer são passos ainda mais difíceis, porque é preciso estar disposto para isso. Ouvir é “baixar a guardar”, esquecer sua vontade de falar e dar sua opinião. Obedecer. Talvez esse seja o segredo para ser um homem de Deus, assim como Samuel foi, porque é um exercício de serventia, que também não são todos que estão preparados para praticar.
Samuel não ficou com preguiça de servir, não ficou indisposto ao ouvir e, principalmente, não colocou a sua vontade acima de Deus. Ele obedeceu a Eli e disse tudo quando indagado a respeito do que Deus falara. E, mesmo sendo sobre a destruição da casa de seu sacerdote, Samuel não disse meias verdades, não gaguejou ou mentiu, ele simplesmente falou.
Que não sejamos indispostos a servir, tardios a ouvir e melindrosos a obedecer. Que sejamos como Samuel, sacerdote íntegro diante de Deus
Atos 20:35


Amnom


Ele ouviu o conselho de um escarnecedor

Amnom era um dos filhos de Davi, e se sentiu atraído por sua meia-irmã, Tamar. Mas ficou angustiado por ter aquele sentimento e, por isso, tinha dificuldade para fazer qualquer coisa que sanasse seu desejo (2 Samuel 13:1-2).
Mesmo com todo aquele incômodo, sabendo que aquele sentimento não era saudável e correto, Amnom resolveu pedir conselho a um amigo chamado Jonadabe, que deu a ele a ideia de enganar o pai e a irmã, para assim se deitar com ela (2 Samuel 13:3-5). E, infelizmente, foi o que aconteceu.
A diferença
Se observarmos, o grande problema de Amnom foi ouvir o conselho de uma pessoa sem escrúpulos e se deixar levar, a ponto de colocar em prática o pecado, com requintes de perspicácia.
Ter pensamentos impuros, desejos carnais, são características do ser humano, mas a maneira como se lida com esses pecados é o que faz a grande diferença na vida de qualquer pessoa.
Amnom procurou o conselho de alguém que, talvez, ele soubesse que teria um parecer a favor do pecado que ele queria cometer. Era como se ele procurasse alguém para dar um aval para aquilo que queria fazer.
Se Amnom tivesse fugido do pecado, buscado a Deus, em vez de um amigo sagaz, ele não teria tido uma relação sexual com a própria irmã, marcando para sempre a sua vida.
A quem buscar
Se você está lutando contra um pecado, um sentimento, um desejo carnal, se apegue a Deus, busque Dele um alívio, uma libertação, e nunca abra espaço para que o pecado se aloje em sua vida.
Tenha Amnom com um exemplo do que não se deve fazer: buscar o conselho de um escarnecedor.



Saul

A desobediência gerou perdas

Antes do reinado de Saul, Israel obedecia a Samuel, que fazia tudo o que Deus indicava e que era melhor para o seu povo (I Samuel 3:19-21).
Com a velhice de Samuel o povo começou a se perguntar quem eles deveriam ter como governador, já que seus filhos não enveredaram pelo mesmo caminho do pai (I Samuel 8:1-5). Esta preocupação já demonstrou que o povo tinha esquecido de Deus, pois não o considerava rei sobre eles.
De maneira estratégica Deus indicou Saul para este reinado (I Samuel 9:15-27) e ele foi ungido rei de Israel, conforme o pedido do povo (I Samuel 10).
Depois deste feito, Saul demonstrou ser desobediente ao oferecer holocaustos sem a presença de Samuel, assim como foi ordenado (I Samuel 13:8-13).
Por causa desta desobediência de Saul, Deus começou a procurar um homem segundo o Seu coração para que pudesse reinar sobre Israel, chegando a Davi (I Samuel 13:14).
As perdas
Podemos dizer que antes mesmo de Saul ser desobediente, ele foi ansioso e não quis perder a atenção que tinha das pessoas (I Samuel 13:8).
Quantas bênçãos de Deus estão prestes a acontecer, quando se resolve pegar as rédeas da situação e fazer do próprio jeito? E quantas são as perdas?
No caso de Saul, a sua desobediência gerou a perda de um reino inteiro e ainda com a benção de Deus. Por causa de sua prepotência e desejo de agir como rei, Saul perdeu tudo o que Deus tinha reservado para ele.
E este foi só o começo de seu desequilíbrio e falta de confiança em Deus. No decorrer de seu reinado e, até mesmo depois que Samuel encontra Davi, ele demonstra ser um homem sem escrúpulos, se esquecendo que foi Deus quem o colocou naquele patamar.
Não aja como Saul, querendo fazer tudo do seu jeito, esquecendo que Deus sempre tem o melhor para você.
Espere, tenha paciência, obedeça e, somente assim, viverá o que Deus tem reservado: o bom, o perfeito e o agradável (Romanos 12:2)


Jônatas


Fiel e equilibrado, sempre esteve ao lado de Davi

Um dos filhos do rei Saul, Jônatas sempre foi equilibrado e não se deixava levar pela emoção e desamores do pai.
Assim que conheceu Davi, eles se identificaram e se tornaram melhores amigos (1 Samuel 18: 1-4). E, mesmo sendo filho de um rei que tinha inveja e raiva de Davi, ele não se deixou influenciar pelos desígnios do pai, mas foi fiel a seu amigo até o fim.
Jônatas era um homem íntegro e reto, mas também muito equilibrado. Nos momentos de ira e inveja de seu pai Saul, ele sempre se colocou como um apaziguador, mostrando que aqueles sentimentos não eram justos, pois Davi tinha livrado Israel do gigante Golias, além de ter lutado muitas guerras (1 Samuel 19:4-5).
O interessante é que Saul ao menos ouvia Jônatas e suas palavras conseguiam parar os pensamentos maus do rei, a ponto de retornar Davi à presença de Saul e, por algum tempo, tudo ficava como antes.
Jônatas sempre foi extremamente verdadeiro com Davi, mesmo quando tudo era relacionado aos intentos de seu pai. Ele contava o que ouvia e se prontificava a ajudar e estar ao lado de Davi (1 Samuel 19:1-3).
Escolha ser verdadeiro
Quantos já não viveram perseguição, injustiça pela falta de fidelidade de um amigo ou de alguém próximo?
Faltam “Jônatas” pelo mundo, aquele homem que sabe discernir as coisas e não se deixa levar pela emoção do momento e de toda uma situação, seja ela familiar ou profissional.
O valor da palavra de um homem está cada vez mais escasso. O mundo se perdeu em tantas mentiras e infidelidades, por causa de dinheiro, de falta de integridade e de amor verdadeiro entre as pessoas.
Mesmo em meio a tantas pessoas diferentes e até maldosas, não podemos deixar de sermos íntegros, fiéis e de discernir o certo do errado, mesmo que isso vá de encontro com os preceitos de muitos.
Que os “Jônatas” que ainda existem não desistam de ser retos. E aqueles que já desistiram, tenham forças para voltar atrás e fazer o que é correto diante de Deus.



Isaque
                                                                                                                                          



Filho da promessa e oferta viva
Por Tany Souza / Fonte da imagem: Thinkstock 
tany.souza@arcauniversal.com

Isaque é o filho da promessa, apesar das circunstâncias humanas, pois Sara era estéril e foi mãe aos 90 anos de idade, e Abraão, pai aos 100 anos (Gênesis 17:17). Deus cumpriu Sua Palavra com o nascimento dele.
Abraão já tinha um filho com a serva de Sara, chamado Ismael, quem também teria descendentes multiplicados sobre a Terra, mas Deus disse que Sua aliança seria com Isaque (Gênesis 17:20-22).
Depois que Isaque nasceu, Deus pediu a Abraão que ele fosse entregue como oferta no Monte Moriá. E assim o patriarca fez. Caminhou até o lugar, preparou tudo e, no momento em que ele imolaria seu único filho, o Senhor o impediu, pois soube que Abraão era fiel (Gênesis 22:1-18).
O que Deus deu, Ele pode pedir de volta
Quantas vezes duvidamos de Deus quando Ele nos promete alguma coisa? A dúvida entra no coração porque, ao olharmos ao redor, as situações não estão a favor para que a bênção aconteça. Mas temos somente que crer que viveremos e assim acontecerá.
Então, depois de algum tempo esperando que a promessa do Senhor aconteça, ela chega e traz muita alegria. Mas Deus, para testar, pede de oferta justamente o que ele acabou de dar. Antagônico? Talvez, mas uma prova que temos que passar.
Ao pedir Isaque para Abraão, ele não chorou, indagou Deus ou desejou não fazer. Sem pestanejar, pegou seu filho e já se colocou para obedecê-Lo.
O Senhor pediu Isaque para ver se Abraão era mesmo um homem obediente, se realmente sacrificaria seu filho por amor a Ele, mesmo depois de muita espera e muita fé para ver a promessa concretizada.
Que você não esteja preso àquilo que Deus lhe concebeu. Que esteja preparado para oferecer tudo o que Ele deu.
O resultado de uma oferta obediente
Somente depois de ver a atitude de Abraão é que Deus fez inúmeras promessas em relação à sua descendência. Deus queria uma demonstração de fidelidade, obediência e desprendimento.
Esteja preparado. Não se prenda, seja voluntário e disposto a obedecer a Deus em quaisquer circunstâncias para viver o melhor que Ele tem reservado para você.


Sadraque, Mesaque e Abednego


Eles não tiveram medo e foram testemunhas do poder de Deus
Por Tany Souza / Fonte da imagem: Thinkstock 
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Sadraque, Mesaque e Abednego foram três judeus que não tiveram medo de negar adoração a outro deus e, assim, desobedecer ao rei Nabucodonosor (Daniel 3: 8-12).
Eles não se curvaram diante de uma imagem que o rei tinha construído e por isso foram condenados à fornalha de fogo. Não o bastante, além de desobedecê-lo, eles enfrentaram Nabucodonosor ao afirmar que Deus era o único que poderia livrá-los da morte, por isso a fornalha foi aquecida sete vezes mais (Daniel 3: 13-19).
Os três amigos e servos de Deus foram lançados ao fogo, mas o rei não esperava o que aconteceria: em vez de três pessoas era possível ver quatro passeando pelo fogo, sem nada acontecer (Daniel 3: 20-25).
Mas o maior espanto de Nabucodonosor ainda estava por vir. Quando ele pediu para que saíssem da fornalha, pôde ver que nem mesmo suas vestes estavam queimadas ou com cheiro de fumaça. Assim, ele ficou surpreso com o poder do Deus verdadeiro (Daniel 3: 26-27).
Foi dessa forma que o rei reconheceu o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego e fez outro decreto para que todos adorassem a Ele. Dessa forma, Nabucodonosor declarou que não há outro Deus que salva como Este (Daniel 3: 28-29).
O testemunho gerou vida
A firmeza desses três homens em não se deixarem levar por uma ordem que era contra Deus, fez com que vivessem uma experiência que gerou testemunho para todos.
Se eles tivessem desistido, ficado com medo do rei e adorado a imagem, com certeza não teriam sido testemunhos vivos do poder e o rei Nabucodonosor não teria visto a salvação de Deus.
É exatamente essa firmeza na fé e coragem para enfrentar as dificuldades que faltam em muitos cristãos. O medo de sofrer preconceito, represálias e até mesmo enfrentar a morte não deixa que as pessoas reconheçam quem é Deus e seu poder de realizar qualquer coisa, mesmo que seja impossível para os olhos humanos.
O testemunho de Sadraque, Mesaque e Abednego gerou salvação, vida e livramento. Por isso é importante estarmos e sermos firmes na fé em Jesus, para que possamos viver grandes experiências e assim testemunhar quem é Deus e sua grandiosidade.
“Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de Babilônia.” Daniel 3:30


Calebe


Ele acreditou em Deus, acima das circunstâncias
Por Tany Souza / Fonte da imagem: Thinkstock 
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O Senhor disse a Moisés para que enviasse homens para espiar a terra de Canaã, lugar que daria aos filhos de Israel. E um deles foi Calebe, representando a tribo de Judá (Números 13:1-16).
A ordem era para observar tudo, desde a geografia do lugar até mesmo como o povo era organizado e como agiam. E assim fizeram aqueles homens por 40 dias (Números 13:17-25).
Ao retornarem, juntaram-se a Moisés, Arão e a todos os filhos de Israel para contarem o que tinham visto. Porém, em vez de ver somente as coisas boas que poderiam conquistar, como por exemplo, uma terra próspera, preocupou-se com os problemas que viram e que enfrentariam para conquistar a terra. (Números 13:26-33).
Calebe e Josué foram os únicos que não se deixaram assustar com o que viram e creram somente na Palavra do Senhor, que prometeu Canaã a todos os filhos de Israel. O restante do povo e os homens que espiaram a terra reclamaram, julgando que Deus tinha prometido algo impossível e que era melhor que todos morressem no Egito (Números 14:1-9).
A persistência fez viver a promessa
Mesmo com o levante de um povo, Calebe não desistiu.
Deus vendo toda aquela murmuração falou para Moisés que, daqueles que espiaram a terra, somente os dois, Josué e Calebe, conseguiriam ver a terra prometida. (Números 14: 10-44).
“Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá.” – Números 14:24  
Calebe não se importou com os problemas que viu, ele persistiu na promessa do Senhor e acreditou que era capaz de conquistar Canaã, já que o Senhor disse que seria dos filhos de Israel.
Será que somos cristãos como Calebe ou desistimos das promessas somente por saber das dificuldades que virão?  O fato é que Deus espera que sejamos pessoas de fé, que avancemos em direção ao milagre.
A murmuração não só desagrada o coração de Deus, como também traz problemas além dos previstos e impede de viver as promessas, assim como aquele povo que reclamou, que viveram 40 anos no deserto e ali morreram.
Que nossas atitudes sejam reflexos de nossas palavras de bênçãos e de fé. Que da nossa boca saia somente vida.
“O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.” – Provérbios 8.13.


Geazi



Um servo mentiroso
Por Tany Souza / Fonte da imagem: Thinkstock 
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Naamã era um comandante do exército sírio que estava com lepra. Para ser curado, foi atrás do profeta Eliseu, mas esse não o recebeu pessoalmente e mandou um recado dizendo que era para se banhar em um rio para que fosse limpo da doença. Mesmo contra sua vontade, assim ele o fez e foi curado (2 Reis 5:1-14).
O comandante quis retribuir a bênção oferecendo tudo o que tinha, mas Eliseu não quis (2 Reis 5:19).
Vendo Geazi, servo do profeta, que ele recusara os presentes, depois que Naamã saiu, foi ao seu encontro para ver se conseguia algo para si. Para isso, mentiu, dizendo que estava ali a mando do profeta (2 Reis 5:20-24).
Ao voltar para casa, Eliseu perguntou onde Geazi estava. Porém, para sustentar sua mentira, mentiu novamente. O profeta percebeu que não estava falando a verdade, explicou que ele não poderia fazer aquilo e, assim, Geazi foi tomado pela lepra que antes estava em Naamã (2 Reis 5:25-27).
Ele desejou ter
Geazi era um homem que desejou ter mais do que era direito dele, e para isso mentiu. Foi ganancioso, cobiçou o que não era dele e não mediu esforços para conquistar.
Quantos são aqueles que fazem de tudo para ter aquilo que se acham no direito de ter? E com isso usam de todas as suas ferramentas, principalmente a mentira, que acaba tomando proporções maiores, a ponto de ter que mentir cada vez mais. E então, sua vida torna-se mentira palpável e nem ele sabe o que é verdadeiro ou falso.
Geazi é um exemplo do que não podemos ser como seres humanos: gananciosos e mentirosos.
Precisamos lembrar todos os dias de que “mentira tem perna curta” e sempre traz doenças na alma e no corpo, que, somente com muita fé e conserto pessoal com Deus, podem ser curadas.



Elias
                                                                                                                                 



Determinado, sábio e firme na fé

Além da Transfiguração (Mateus 17), Elias também é lembrado em outro momento: quando ele afronta os profetas de Baal (I Reis 18:17). É neste fato que fica evidente de que a firmeza da sua fé o fazia sábio e determinado.
Elias não teve medo de deixar claro sua fidelidade com Deus, ao pedir que toda Israel, os profetas de Baal e de Asero fossem ao monte Carmelo (I Reis 18:17-19) para testemunhar do poder Dele.
Para que ele colocasse sua ousadia em prática, o medo não poderia fazer parte daquele momento, e isso, provavelmente, não seria fácil se Elias não tivesse uma fé inabalável, pois ali era ele contra 450 profetas de Baal (I Reis 18:22).
Ao chegarem todos no local determinado, Elias discursou sobre a fé do povo, pois não criam em Deus e nem em Baal (I Reis 18: 21). Depois de ver que ninguém manifestou fé, ele propôs um desafio: que os profeta de Baal e ele clamassem e, o Deus que respondesse, seria o Deus daquele povo (I Reis 18:23-24).
Os profetas de Baal ficaram mais da metade do dia clamando para que seu deus mandasse fogo e consumisse o bezerro que havia sido colocado no altar para sacrifício (I Reis 18:26) e nada aconteceu. A ousadia e certeza de Elias de que Deus se manifestaria naquele lugar eram tamanha, que ele ainda os ridicularizou (I Reis 18: 27). E, mesmo assim, eles ficaram ali, clamando a ponto de se autoflagelar. Mas nada aconteceu (I Reis 18: 28-29).
Depois disso, Elias chamou a atenção de todo o povo, derramou muita água sobre o bezerro e fez uma simples oração. E o fogo consumiu tudo, até a água que escorria no chão (I Reis 18:30-39). Foi através da determinação, sabedoria e fé de Elias que o Senhor manifestou o seu poder e que aquele povo pôde reconhecê-Lo como Deus.
Ser um “Elias”
O que fez de Elias um homem ousado, sábio, determinado? Ele tinha certeza do Deus a quem ele servia. Isso lhe dava segurança para confrontar os profetas de Baal diante de todo o povo de Israel.
A fidelidade e aliança com Deus fizeram com que Elias tivesse uma intimidade tão sobrenatural com Ele, que a sua oração foi prontamente respondida. Já pensou a vergonha de orar e Deus não responder? Com certeza seria constrangedor a Elias, mas ele tinha fé suficiente que não dava espaço para a dúvida, para a insegurança.
Será que você está tão preparado quanto Elias para enfrentar os “profetas de Baal” espalhados pelo mundo? Será que sua fidelidade para com Ele é tão real, a ponto de ser ousado, sem medo?
Ele simplesmente teve fé e a colocou em prática. E como fé é a certeza das coisas que não se veem (Hebreus 11:1), é preciso ousadia para dar passos além dos naturais. É preciso sabedoria para entender o momento certo de falar, de confrontar. E mais ainda, é preciso ser determinado para ir até o fim com a decisão que tomou.





 Potifar


Ele foi abençoado por causa da conduta de José
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Potifar era um capitão da guarda e comprou José dos ismaelitas para  que este o servisse. Vendo que o Senhor prosperava tudo o que ele fazia, Potifar deu todas as suas coisas para que José cuidasse (Gênesis 39:1-4).
E, assim, Potifar foi abençoado porque Deus estava com José. O Senhor prosperou a casa de Potifar, pois Ele amava José. A confiança de Potifar era tanta, que ele nem sabia o que era seu, porque todas as suas coisas estavam sob os cuidados de José.  (Gênesis 39:5-6).
O olhar de Potifar
O capitão da guarda observava José e todas as atitudes davam testemunho de quem é Deus. Somente depois de notar que José prosperava tudo o que tocava é que Potifar confiou suas coisas a ele.
É isso que faz o testemunho de quem realmente serve a Deus. Potifar se abriu e não foi preconceituoso com José. O chefe da guarda foi abençoado por causa dele.
E quantas vezes um cristão acaba por abençoar a vida de alguém por simples ações, palavras, maneira de trabalhar e mostram quem é Deus através de sua vida?
Quantos são os “Potifar” que precisam de alguém de Deus ao seu lado, para mostrar que tudo pode ir bem, basta que tenha fé Nele. Quantas pessoas nos observam para entender o poder de Deus? Mas quantas se entristecem pela falta de testemunho daquele cristão, que não soube agir de forma correta?
Que cada cristão tenha a consciência de que há muitos “Potifar” querendo entender e ver quem é o Deus que prospera todas as coisas.



Esaú


Moral ou imoral?
Por Tany Souza / Foto: Thinkstok
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Esaú era o filho mais velho de Isaque e Rebeca, irmão de Jacó. Ele ficou conhecido por vender sua primogenitura para Jacó e, assim, perder as bênçãos que Deus havia reservado para ele (Gênesis 25: 29-33).
É por esse motivo que Esaú é visto como alguém sem convicções espirituais, porque desvalorizou seu direito de filho mais velho (Hebreus 12:16-17) e depois ainda jurou de morte seu irmão Jacó, pois esse o enganou para receber do pai as bênçãos que eram direcionadas para o primogênito (Gênesis 27).
Porém, ele não teve coragem de levar adiante sua promessa. Quando teve oportunidade de matar seu irmão, ele não o fez (Gênesis 33:1-4).
Apenas um ser humano
Podemos observar em Esaú algumas características humanas que podem ser encontradas em qualquer pessoa: ansiedade para se satisfazer, ciúmes, raiva, sentimento de vingança e também arrependimento.
É fato que muitos cristãos perdem a bênção por serem ansiosos em se contentar. Isso em qualquer área, mas, como exemplo, na vida profissional e financeira.  Esquecemos que temos um Deus que pode todas as coisas e começamos a fazer do nosso jeito, porque queremos agora, sem esperar pelo melhor.
E quando temos raiva? Surgem sentimentos de vingança, de maldade, que não podem fazer parte daquele que conhece a justiça de Deus. Porém, é nessas horas que muitos pecam ao jurar morte, ao ter atitudes impensadas para fazer justiça com as próprias mãos.
Esaú é um exemplo de tudo isso, mas também de que pode haver arrependimento de todas as coisas. Ao ver o irmão, depois de vender sua primogenitura, ele se arrependeu. Eles se abraçaram, choraram e se perdoaram.
Que possamos estar abertos como Esaú para nos arrependermos de coisas que fizemos e que não agradaram o coração de Deus. O perdão é sempre possível quando há arrependimento sincero, conserto diante do erro e desejo de não errar mais.
Abra-se para o arrependimento e para o perdão. Os erros do passado têm que ficar para trás.



Absalão


Um filho sem amor pelo pai
Por Tany Souza / Foto: Thinkstok 
tany.souza@arcauniversal.com

Absalão é um dos 70 filhos de Davi e, apesar de dar abrigo à sua irmã Tamar quando foi violentada pelo meio irmão Amnom, ele não pode ser um exemplo de amor.
Esse foi somente um motivo para que Absalão aumentasse ainda mais o seu ódio contra Amnom, a ponto de combinar para que ele fosse morto. E assim aconteceu (2 Samuel 13: 23-29).
Ele também não nutria amor por seu pai Davi, mas sim ódio. Absalão saía por Israel iludindo o povo, dizendo que ele seria um juiz mais justo se fosse rei (2 Samuel 15:1-6). Além disso, ele enviou homens pelo reino para dizer que ele era o novo rei de Israel (2 Samuel 15:10-11).
Foi dessa forma que Absalão organizou uma forte rebelião contra Davi, que foi forçado a deixar o palácio, abandonando suas mulheres e concubinas (2 Samuel 15:13-16).
Para voltar para o seu reino, foi preciso guerrear contra o seu próprio filho. E assim os servos de Davi lutaram contra o povo de Israel que seguia Absalão. Porém, o mulo que montava passou debaixo de orvalhos que o pegaram pela cabeça e o suspenderam, o deixando dependurado.
Um dos servos de Davi, vendo aquilo e sabendo da ordem do rei de não matar seu filho, contou para Joabe, um dos capitães desse combate. Mas esse não se importou e jogou três dados no peito e ainda entregou Absalão a 10 homens, que o mataram (2 Samuel 18).
O fim daqueles que não amam
Ouvimos muitas histórias de filhos rebeldes, que não obedecem ao pai e, muitas vezes, chegam até mesmo à violência e à morte. Quantos “Absalão” há espalhados pelo mundo?
E haverá muito mais se as pessoas não se abrirem para entender Deus e viver segundo seus preceitos.
O ódio se espalha rapidamente porque as pessoas estão a cada dia mais egoístas, fechadas para amar o próximo, independentemente de sua raça, cor, idade.
Que haja corações abertos para amar, mesmo aqueles que pensam, agem e acreditam de forma diferente. O amor pode e deve ser um dos testemunhos de Deus.


Jefté

Ele cumpriu o seu voto, mesmo sendo uma tarefa difícil
Por Tany Souza / Foto: Thinkstok 
tany.souza@arcauniversal.com

Esse homem não teve uma infância fácil. A mãe de Jefté era uma prostituta, e ele foi expulso de Gileade, sua terra natal, para que não formasse família por lá.
Certa vez, os amonitas estavam em guerra contra Israel, que não conseguia combatê-los. Por isso, foram até Jefté pedir para que ele estivesse à frente da batalha (Juízes 11:1-11). Foi nesse momento que fez um voto ao Senhor: se ganhasse a guerra, entregaria como oferta a primeira pessoa que fosse cumprimentá-lo ao chegar em casa (Juízes 11:30-31).
Porém, Jefté não imaginou o que aconteceria. Ao voltar da guerra, a primeira que saiu para comemorar com ele a vitória foi sua única filha. Mas, mesmo se entristecendo ao lembrar-se do voto, ele cumpriu.
Fidelidade provada
Podemos dizer que talvez Jefté não houvesse levado em consideração que alguém tão querido saísse de sua casa para recebê-lo de volta da guerra. Ele não mensurou como e de que forma ele teria que cumprir o seu voto. Será que ele pensou que seria fácil? Que sairia de sua casa um casal de porquinhos, de bezerros?
Para ele não importou o voto que fez, mas sim o objetivo que ele queria alcançar, que era ganhar a guerra. Porém, Deus o fez lembrar o que prometeu assim que viu sua filha única sair de casa. E, assim, Ele provou a fidelidade de Jefté.
Mesmo sendo algo inimaginável, Jefté teria que oferecer sua filha em sacrifício, assim como ele disse que faria em seu voto com Deus.
Ele poderia desistir, ter feito outra oração pedindo perdão para Deus por não conseguir cumprir o seu voto, até mesmo porque a guerra já estava ganha. Porém, ele foi até o fim com sua palavra, provou que era fiel a Deus.
Será que temos feito votos de tolo? Até onde temos sido fiéis a Deus? Ele tem se agradado de nossos votos?
"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras." Eclesiastes 5:4-5.
Mesmo que seu voto seja difícil de cumprir, de realizar, por razões humanas, limitações emocionais ou financeiras, vá em frente, faça como Jefté e entregue o que se propôs a Deus, com certeza, Ele verá o seu esforço. Seja aprovado por Deus! 
A Palavra diz que a filha de Jefté chorou sua virgindade e não conheceu homem (Juízes 11:38-40). Alguns estudiosos acreditam que ela foi sacrificada e morreu virgem. Outros afirmam que ela ficou virgem até o último de sua vida.
De qualquer forma, a filha de Jefté foi obediente ao seu pai, se colocando para realizar o seu voto firmado. Assim, pai e filha são exemplos de obediência e fidelidade a Deus.




Manoá, pai de Sansão

Ele duvidou de sua esposa e pediu confirmação de Deus
Por Tany Souza / Foto: Thinkstok 
tany.souza@arcauniversal.com

Sansão foi um homem fruto de um milagre de esterilidade. Sua mãe não poderia ter filhos, mas um dia um Anjo do Senhor apareceu a ela dizendo que seria mãe de um menino consagrado a Ele, mas que teria que se consagrar para que ele realmente fosse um homem separado a Deus desde o ventre (Juízes 13:2-5).
Como toda mulher, ela ficou eufórica para contar a seu marido, chamado Manoá. Porém, ele não acreditou em todos aqueles detalhes de consagração que disse sua esposa e pediu que isso fosse confirmado novamente por um Anjo do Senhor (Juízes 13:6-8).
E foi o que aconteceu. O mesmo anjo apareceu a ela no campo, que correu para chamá-lo e ouvir as confirmações. Porém ele não percebeu que aquele que falara era Anjo da parte de Deus e o ofereceu um cabrito. Manoá somente percebeu que não se tratava de um homem natural quando queimou o cabrito como oferta e ele e sua esposa o viram subir para o céu em meio à fumaça (Juízes 13:9-23).
Um homem cheio de dúvidas
Pode-se dizer que Manoá era um homem desconfiado e cheio de dúvidas. Ao ouvir o que o Anjo prometera à sua esposa, ele duvidou e orou pedindo para que acontecesse de novo e assim tivesse certeza do milagre prometido.
Quantas vezes, mesmo recebendo a promessa de um grande milagre, algo impossível aos olhos humanos, duvidamos da promessa? E mesmo quando o sinal do milagre acontece, ainda pedimos mais sinais para Deus?
Temos que aprender a acreditar nos sinais que Deus nos manda. Ele fala conosco de todas as maneiras, quando e onde quiser. Temos que ficar atentos e agradecer por cada resposta dada no momento certo.
Não duvidemos do que Deus pode realizar!

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