Jó
Ele sofreu muito, mas manteve-se firme
na fé em Deus
Considerado
um homem íntegro e temente a Deus (Jó 1:1), a história de Jó é um exemplo de
que não é sempre que o sofrimento está atrelado ao pecado.
Jó
confiava, servia ao Senhor, e sua família era grande, próspera e saudável (Jó
1:2-3). Em certo dia, ele perdeu tudo: casa, filhos, bens. Porém, em vez de
blasfemar contra Deus, ajoelhou-se e bendisse ao nome do Senhor (Jó 1:22).
E
ainda, depois de tudo o que perdeu, Satanás pediu a Deus para que afligisse
mais a Jó, com doenças e dores no seu corpo. E Deus assim permitiu (Jó 2:4-6).
Para
piorar, Jó ouviu de sua esposa que era melhor deixar de ser sincero, amaldiçoar
a Deus e morrer do que viver pobre e sem saúde (Jó 2: 9-10).
Sem
casa, sem higiene, pobre, mas Jó manteve-se íntegro e firme na presença de
Deus. Ele teve todos os motivos possíveis para não acreditar mais, para duvidar
do poder Dele em sua vida, mas foi exatamente o contrário que fez.
Como
qualquer ser humano, Jó sentia e lamentava por estar passando por tudo aquilo.
Em vários capítulos do livro bíblico que descreve sua história, que traz o nome
dele como título, estão suas reclamações, seus pensamentos, suas indagações.
Mas, em momento algum, ele atribui tudo aquilo a Deus. Ele não maldiz o Seu
nome e muito menos deixa de ser sincero.
Nos dias de hoje
É
esta sua posição quando as dificuldades, as aflições e problemas aparecem? Ou
blasfemar contra Deus é a primeira coisa que faz?
Há
aqueles que se entregam ao sofrimento, a ponto de desistir até mesmo de ter fé
em Deus e naquilo que Ele tem para a sua vida. Mas quantos “Jó” temos por aí?
Aqueles que passam dificuldade, fome e grandes sofrimentos e continuam a
acreditar?
Jó
tinha amigos que tentaram achar uma razão pela qual ele estava vivendo tudo
aquilo (Jó 4, 5 e 8). Ele ouvia o que diziam, mas sabia que sua vida estava nas
mãos de Deus e que Ele tem o conhecimento de todas as coisas (Jó 9).
Mas
quantos incrédulos tentam justificar o que Deus faz? E quantos outros querem
aconselhar, dar seu parecer, sem considerar o poder Dele? Ele pode todas as
coisas, e isso é no que todos devem acreditar. Ainda além, devem viver essa
verdade.
Nenhum
sofrimento é sem razão, mas não compete a nós duvidar dos motivos do Senhor. O
que importa é viver sempre na fé, se manter fiel, para que a graça Dele venha
no tempo oportuno, assim como aconteceu com Jó (capítulo 42).
Judas Iscariotes
Temos sido cristãos de verdade ou
estamos fingindo, tal qual Judas, esperando uma oportunidade para
"trair" o Salvador das nossas almas?
Ele
foi um dos 12 apóstolos que Jesus escolheu para O acompanhar na pregação do
Evangelho. Além disso, ao ser escolhido, Judas ficou encarregado de guardar a
bolsa que continha o dinheiro usado para as despesas do grupo. Algumas pessoas
podem se perguntar o motivo de Jesus ter escolhido alguém com caráter de ladrão
e que ainda O trairia lá na frente.
Desde
sempre o Senhor conhecia as intenções do coração de cada apóstolo, mas tudo o
que ocorreu foi para que as Escrituras se cumprissem (leia Atos 1:16-17). A má
índole de Judas no passado nos mostra algumas situações que podem nos ajudar a
sermos cristãos melhores hoje.
O ladrão
Judas
andava lado a lado com o próprio Deus, em forma de homem. Tinha a
responsabilidade de ser uma espécie de tesoureiro do grupo de Jesus, mas
continha algo que o sujava: o apego ao dinheiro. Quando Maria tomou um perfume
valiosíssimo e derramou nos pés de Jesus, Judas se revoltou, considerando que
aquele ato era um desperdício: “Porque não se vendeu este perfume por trezentos
denários e não se deu aos pobres?”
(João 12:5)
A
reação de Judas não era uma preocupação com os pobres e sim “porque era ladrão e, tendo a bolsa,
tirava o que nela se lançava”
(João 12:6).
O traidor
Assim
como os demais discípulos, Judas foi muito amado por Jesus. Teve as mesmas
oportunidades de crescer espiritualmente, de saber mais sobre o Reino de Deus,
de receber o Espírito de Deus e ser salvo. No entanto, 30 moedas de prata foram
suficientes para que ele entregasse o seu próprio Salvador.
Se
trouxermos a atitude de Judas para os nossos dias, podemos analisar a nossa
vida e identificar possíveis moedas de prata que talvez estejam nos seduzindo.
Quem sabe não estamos trocando a nossa salvação por trinta moedas de prata em
forma de uma amizade que desrespeita a nossa fé? Ou essas trinta moedas estão
representadas em um relacionamento que não agrada a Deus? Ou talvez essas
moedas estejam mascaradas em detalhes que nos fazem trair o nosso Salvador,
entregando-O novamente à morte todos os dias? Ou ainda, quem sabe se essas
trinta moedas não significam palavras torpes, mentirinhas, falsidade, soberba e
maus testemunhos por onde temos passado?
O homem arrependido
Todas
as pessoas têm defeitos e qualidades. Algumas deixam sobressair mais as faltas
do que os acertos e vice-versa. No caso de Judas, o seu erro veio praticamente
acompanhado de um arrependimento profundo. Mas, o sentimento de culpa que ele
passou a nutrir depois que viu a consequência de seu ato, o levou ao desespero.
E mais uma vez ele errou. Em vez de buscar pelo perdão de Deus, suicidou-se.
Uma morte terrível que pode ser relatada de duas formas na Bíblia: na primeira,
o livro de Mateus fala que ele se enforcou (Mateus 27:5); na segunda, o livro
de Atos descreve como foi terrível a forma como Judas morreu: “Ora, este homem adquiriu um campo com o
preço da iniquidade; e, precipitando-se rompeu-se pelo meio, e todas as suas
entranhas se derramaram”
(Atos 1:18).
Seja
como foi que ocorreu a morte de Judas, os textos explicam o preço que ele pagou
por ter traído Jesus. Se Judas tivesse a humildade de pedir perdão, certamente
teria sido perdoado e se tornado um grande homem usado por Deus, tal como
aconteceu com Pedro quando este também traiu Jesus ao negá-LO por três vezes. A
diferença é que Pedro, ao se arrepender, buscou pela misericórdia e perdão, e
Judas se matou.
-
Será que temos deixado o Espírito de Deus entrar e reinar de fato em nossas
vidas?
-
Mesmo estando há tempos andando com Jesus, podemos dizer que O conhecemos de
verdade?
-
Será que temos nos deixado seduzir por míseras “moedas de prata” e trocado a
confiança, o amor e, sobretudo, a salvação de nossas almas por elas?
-
Quando erramos, temos nos arrependido de verdade e buscado o perdão de Deus ao
invés de nos afastarmos dEle
Tomé
Um homem
incrédulo?
Por Tany
Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Quando
se fala de Tomé a primeira informação que vem à cabeça é que ele teve que ver e
tocar nos machucados de Jesus para crer que Ele ressuscitou (João 20:24-28).
Mas será que ele realmente foi incrédulo?
Quando
Jesus apareceu aos outros apóstolos, e Tomé não estava, estes também custaram a
acreditar que era Jesus ressurreto. Mesmo vendo as marcas de Cristo, eles não
creram. Tanto que Jesus pegou um peixe e um favo de mel e comeu diante deles,
para que pudessem acreditar que Ele estava ali (Lucas 24:36-43).
Tomé
talvez tivesse até mais fé que os demais apóstolos, porque ele viu, tocou e
creu, enquanto os outros, mesmo tocando, ainda não creram.
Este
apóstolo é um exemplo de que a nossa fé deve estar alicerçada naquilo que não
se vê. É isso que Deus espera de cada um dos seres humanos que, mesmo sem ver
Cristo, creia que Ele morreu por cada um de nós, ressuscitou e hoje está junto
com o Pai. Por isso, ele disse a Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e
creram” (João 20:29).
É
também um exemplo para o dia a dia, quando não vemos imediatamente o resultado
de uma ação, mas temos a certeza da importância. Um exemplo disso é quando
pedimos perdão a alguém, mas não vemos na pessoa uma mudança, porém sabemos que
aquele ato de humildade pode gerar nela uma transformação de vida. É uma
atitude de fé.
Tomé
acreditava tanto em Jesus, que preferia morrer por Ele a viver sem Ele. Foi o
único apóstolo que se dispôs a voltar com Cristo a Betânia, no episódio da
morte de Lázaro, mesmo sabendo que Ele estava jurado de morte pelos judeus
(João 11:16). Somente ele foi a favor de Jesus, quando Ele quis voltar para ver
seu amigo.
E
será que estamos dispostos a ajudar as pessoas, a estar com amigos, mesmo que
isso signifique anular a nossa própria vida? Jesus precisava ir até o corpo de
Lázaro para que as pessoas pudessem ser testemunhas do poder de Deus.
É
preciso estar perto de nossos amigos e familiares, para ajudá-los, dar um
abraço e, assim, com a nossa atitude correta, mostrar que Deus está dentro de
nós, com respeito e amor ao próximo.
Tomé
foi exemplo de fé e companheirismo incondicional a Jesus. E é este o exemplo
que ele deixou para cada um de nós.
Mateus, de judeu a
seguidor de Cristo
Ele era
um cobrador de impostos, mas largou tudo para seguir Jesus
Mateus era um improvável discípulo quando Jesus se aproximou dele
e simplesmente ordenou: “Segue-me!” (Mateus 9:9) No mesmo instante, ele deixou
o trabalho e começo a segui-Lo.
Na Palavra, fica evidente que ele era um homem de posses, por
oferecer um banquete em sua própria casa para publicanos e pecadores (Mateus
9:10), juntamente com Jesus e seus discípulos, o que deu origem a um dos
ensinamentos de Cristo (Mateus 10:11-13). Mas, apesar de ser rico e letrado,
Mateus não pensou nestas coisas quando recebeu de Jesus um chamado.
No livro de Lucas, Mateus também foi chamado de Levi (Lucas
5.27-29). Por este motivo, alguns estudiosos acreditam que este era seu nome
antes de seguir a Jesus, que lhe deu um novo nome, que significa “dádiva de
Deus”. Porém, há outras pesquisas que indicam que Mateus era membro da tribo
sacerdotal de Levi.
Uns os chamariam de homem de coragem, de atitude, decidido, mas
Mateus foi além: foi desprendido das coisas que o cercavam. Deixou todas as
regalias que o dinheiro poderia oferecer e, sem se importar com isso, seguiu a
Jesus (Mateus 10:8).
Ensinamento
Além de andar com Ele, relatou suas experiências como um de seus
discípulos. Foi um apóstolo disposto a abrir mão de tudo para estar e viver as
experiências de Cristo, com Ele.
O livro de Mateus apresenta Jesus como o Messias judeu esperado
por muitos. Nele estão os cinco sermões considerados os ensinamentos mais
demorados aos seus seguidores. É uma mina de ouro para todos aqueles que já
Oconhecem e para aqueles que querem conhecê-Lo melhor, por transmitir o que
Cristo pensava e quais as atitudes corretas em determinadas situações.
Mateus foi um exemplo de servidão, obediência e superação de suas
conquistas materiais. Que nós também possamos ser menos presos às coisas da
Terra, para darmos mais valor ao amor, amizade, companheirismo e, acima de
tudo, a Deus.
Labão
Dinheiro não é tudo
Ganância.
Esta é uma característica cada vez mais presente nas pessoas. A busca
incessante pelo dinheiro, por bens materiais e, ainda mais, sem medir esforços.
Labão,
sogro de Jacó, é um exemplo de pessoa assim. Ele viu no genro uma oportunidade
de explorar a sua mão de obra e assim o fez, ao oferecer a sua filha mais nova,
Raquel, em troca de 7 anos de trabalho (Gênesis 29:20).
Mas,
não feliz por ter usufruído do trabalho de Jacó por este tempo, ele o enganou e
lhe deu Lia, sua filha mais velha, como esposa, sem que Jacó percebesse a troca
(Gênesis 29:25). Labão foi injusto com Jacó e ainda o fez trabalhar por mais 7
anos, para conseguir ter Raquel como esposa (Gênesis 29:27-28).
Quantas
vezes você já se sentiu assim, enganado por amigos, chefes, enfim, usado para
ganharem através do seu trabalho? Com certeza Jacó confiava em seu sogro e nele
depositava expectativas, caso contrário, não teria trabalhado ainda mais para
ter Raquel.
Muitas
vezes deixamos de confiar em Deus para confiar em algum “Labão” que aparece em
nossas vidas. Colocamos toda a nossa confiança no trabalho dedicado ao bem dele
e esquecemos que dependemos totalmente do Senhor.
Novamente enganado
Mesmo
depois de Jacó trabalhar mais 7 anos para ter Raquel, Labão fez outro acordo
com ele, para não deixar de ser abençoado por seu trabalho (Gênesis 30:27). E
mais uma vez Labão deixou que sua ambição e a ganância interferissem, ao ponto
de iludir mais uma vez Jacó.
Eles
entraram em um acordo de que todos as ovelhas salpicadas, malhadas e morenas do
rebanho seriam de Jacó (Gênesis 30:31-33). Mas Labão foi à frente e separou
tudo o que Jacó pudesse levar como salário e deu para que seus filhos
pastoreassem, escondendo do genro o que seria dele (Gênesis 30: 34-36).
Quantos
acordos que não foram cumpridos? Quantas vezes você acreditou na palavra de
alguém que o ludibriou e magoou com a falta de atitude íntegra e honesta?
O
mundo está cheio de gananciosos ousados, sem escrúpulos para se darem sempre
bem. Mas como lidar com isso? Ficar triste? Não. Temos que confiar que nada
pode impedir que as bênçãos do Senhor cheguem até nós, nem chefes, política,
circunstâncias, enfim, somente nós podemos afastar as bênçãos de nós mesmos.
Isso
não quer dizer que você deva pedir demissão agora, porque seu chefe é desonesto
e enganoso. Ao contrário, trabalhe, honre, sirva seu chefe, porém, não
espere nada dele, mas sim de Deus.
Deus é justo
Jacó
é prova disso. Depois de ser traído, Deus fez com que nascessem mais ovelhas
salpicadas, malhadas e morenas, para que ele enriquecesse mais que Labão
(Gênesis 30:37-43). Deus é justo, não deixou que Jacó ficasse no prejuízo. A
riqueza de Jacó não dependeu somente do seu trabalho, mas do milagre de Deus,
para que o rebanho concebesse o que Jacó poderia pegar como salário (conforme
acordo firmado).
É
isso que Deus faz, abençoa as mãos dos justos, que trabalham mesmo em condição
de engano. Ele sempre está no controle de qualquer situação
Abraão
Fé incontestável e atitudes de ousadia
Abraão
é um dos homens mais conhecidos da Bíblia, e é lembrado pelas promessas que
Deus fez diretamente a ele.
Vivia
em Harã, com sua família, quando recebeu uma ordem de Deus para sair de sua
terra e ir para a terra que Ele lhe mostraria. O Senhor ainda foi além, e disse
que faria do então Abrão “pai
de uma grande nação” (Gênesis
12:1-2).
Deus
disse para ele ir, mas não disse qual era o destino. Abrão poderia ter
duvidado, pensado, avaliado toda a situação, até porque não estaria sozinho,
mas com esposa, sobrinho e outras pessoas, porém, ele simplesmente obedeceu.
Era um homem de fé, e creu nas promessas do Senhor. Fez o que lhe foi pedido.
Quantos
são obedientes como ele? Além disso, quantos têm fé sem medida, a ponto de não
deixar que nenhum obstáculo interfira?
Dizer
que crê, não é o mesmo que agir na fé. Deus deu garantia de que Abrão seria próspero
e feliz, bastava ele acreditar e dar o passo para viver cada uma das promessas.
O resultado
E
a obediência de Abrão lhe rendeu bons frutos. Deus mudou seu nome para Abraão e
lhe prometeu:“...
serás pai de numerosas nações.” (leia
Gênesis 17) Abraão já não tinha a promessa de ser o pai de uma grande nação,
mas de numerosas nações.
O
medo não teve espaço na vida dele. Esse sentimento geralmente paralisa as
pessoas, porque o ser humano depende do “ver pra crer”. Dar um passo à frente
sem saber para onde e o que viverá, é realmente um ato de fé e de ousadia,
ingredientes primordiais para todos que querem viver as promessas de Deus e ter
suas bênçãos multiplicadas. Ele só quer ver esta atitude para começar a abrir
as portas. Você está preparado? Disposto a obedecer a voz do Senhor?
As
promessas são para todos, mas poucos possuem a coragem de obedecer e viver cada
uma delas. Que o medo não te impeça de viver o melhor de Deus na Terra.
Zacarias
Ele duvidou da promessa de Deus e ficou
mudo
Um
sacerdote temente a Deus e dedicado às coisas do templo (Lucas 1:5-8), assim
era Zacarias. Porém, em um determinado dia, quando estava na presença do Senhor
entregando incenso (ofertas), apareceu-lhe um anjo e ele ficou pasmo e teve
temor (Lucas 1: 9-12).
O
anjo disse para Zacarias não temer, e que sua oração fora atendida: Deus lhe
daria um filho (Lucas 1: 13-14), já que, até aquele dia, sua esposa, Isabel,
era estéril (Lucas 1:7). Mas a incredulidade tomou conta do coração dele. Aos
seus olhos, aquilo era algo impossível, pois os dois já eram idosos (Lucas
1:18).
Zacarias,
mesmo sendo um servo de Deus e ouvindo a promessa em relação a seu futuro
filho, não conseguiu acreditar (Lucas 1:15-17). Naquele momento, a fé – ou a
falta de fé – de Zacarias foi o que contou para Senhor. Ele conhece o coração
de cada um, independentemente do que se realiza “aparentemente” na casa Dele.
Por isso, Zacarias ficou mudo, até que a promessa de Deus se cumprisse em sua
casa, com o nascimento do seu filho, João Batista.
Esperar acontecer
Foi
o que restou a Zacarias: esperar acontecer. A promessa foi dita na sua
frente, através de um anjo enviado por Deus (Lucas 1:19) e, mesmo assim, ele
duvidou que tal milagre poderia se realizar.
Às
vezes, é melhor ficar calado do que duvidar das promessas de Deus. É melhor
esperar tudo se concretizar antes de criticar, de julgar, de apontar o dedo.
Quantas pessoas julgam e torcem para que tudo dê errado ao ver que alguém teve
uma atitude de ousadia?
“A
boca fala do que o coração está cheio” (Lucas 6:45), e Zacarias estava cheio de
incredulidade em sua alma.
Que
a falta de fé na impeça que as promessas do Senhor cheguem, mesmo que para isso
Deus te cale de alguma forma. O que importa é acreditar e esperar que tudo se
cumpra, no tempo Dele, independentemente do que os olhos são capazes de ver.
Onésimo
Ele foi
resgatado em meio às prisões
Por Tany
Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Este
homem não é muito comentado, mas é por causa de Onésimo que há na Bíblia o
livro de Filemom.
Onésimo
era servo de Filemom, mas fugiu dele e encontrou com o Apóstolo Paulo na
prisão. Ali, fizeram uma amizade verdadeira, a ponto de Paulo o chamar de filho
(Filemom 10). E este talvez seja o sinal de que Onésimo tenha se tornado
cristão.
O
fato é que Paulo soube que Onésimo era fugitivo de Filemom, um cristão amigo do
Apóstolo, que resolveu escrever uma carta para defender Onésimo e pedir que
Filemom o recebesse de volta (Filemom 8 e 9).
Os fugitivos do Senhor
Há
muitos por aí fugindo do Senhor, de conhecê-lo, de andar com Ele. Mas ao passar
por dificuldades, ficam com vergonha de voltar atrás e esquecem que há alguém
que intercede por eles.
Esta
defesa que Onésimo encontrou em Paulo é a mesma que todos nós encontramos em
Cristo. Basta que o erro seja admitido, o que provavelmente aconteceu, senão
Paulo não saberia o erro cometido por ele.
A
história de Onésimo somente retrata um homem carnal que fugiu do seu Senhor,
mas encontrou um defensor no momento mais difícil de sua vida.
Infelizmente,
a maioria das pessoas só lembra e se abre para Cristo quando precisam de algum
“favor” Dele. Quantos têm que chegar ao fundo do poço para entender o grande
amor de Deus? Quantos fogem de Deus, largando tudo por uma pseudo liberdade?
Mas
a boa notícia é que Jesus é nosso eterno defensor perante Deus, basta que o
pecado e as falhas sejam confessados.
Paulo
tomou partido de Onésimo, para que este pudesse ser aceito e perdoado por
Filemom. Além disso, o Apóstolo se colocou para pagar qualquer dano que ele
houvesse causado (Filemom 18).
É
isso. Jesus veio para pagar nossa dívida, uma pendência pecaminosa que, como
seres humanos, não teríamos condições de quitar; um débito espiritual.
Nunca
é tarde para se arrepender, para voltar para os caminhos do Senhor, para se
abrir para um novo tempo de reconstrução.
Se
você é um "Onésimo", um fugitivo de Deus, volte, ainda há tempo, pois
Jesus é o seu defensor incondicional.
Elcana
Ele apoiou sua esposa no voto que fez
ao Senhor
Elcana
era um homem que tinha duas mulheres: Penina e Ana. A primeira era fértil e tinha filhos, mas a
segunda sofreu por não conseguir lhe dar herdeiros (1 Samuel 1:1-2).
Porém
Ana, depois de muito sofrer com as provocações de Penina, estava muito triste e
fez um voto com Deus: se Ele desse um filho a ela, esse seria entregue para
servi-Lo em Sua casa (1 Samuel 1:9-11). E assim ela foi mãe de Samuel (1 Samuel
1:20).
Todos
os anos, Elcana oferecia a Deus um sacrifício, e depois que Samuel nasceu, Ana
não o acompanhou, como fez toda a família, pois somente faria isso após seu
filho desmamar, para cumprir sua palavra perante o Senhor. O detalhe é que
Elcana concordou (1 Samuel 1:21-22).
Estar em união no voto
Elcana
teria todo o direito de interferir na decisão de Ana, já que ele era seu marido
e pai de Samuel. Mas não o fez.
O
interessante é que em nenhum momento Elcana questionou Ana sobre os motivos que
a levaram a oferecer ao Senhor algo que ela tanto desejava e que tanto custou.
Ele somente entendeu e apoiou.
Para
uma mulher, não ter a possibilidade de engravidar é algo que traz tristeza e,
muitas vezes, trauma. A posição de Elcana de não se opor à decisão de Ana
mostra justamente que ele entendia o sofrimento de sua esposa.
E
quantos são os maridos que não entendem o sofrimento de suas mulheres? Antes
mesmo de tentar entendê-las, criticam, julgam e inteferem naquilo que a fará
felizes e realizadas.
Para
Ana, entregar seu filho a Deus era um prazer e uma realização pessoal
imensurável. Ela já havia vivido a maternidade e o gozo maior dela era vê-lo
crescendo na presença do Senhor.
É
importante que o marido entenda a relação de sua esposa com Deus, não causando
interferência em seu ministério, atitudes de fé, momento de oração e de jejum.
Que
os maridos saibam ser um “Elcana” na vida de suas esposas, respeitando, mesmo
com dificuldade, a entrega delas para agradar a Deus. Quem sabe Elcana não O
agradou ainda mais tendo esse posicionamento de respeito e amor em relação à
sua mulher?
Hamã
Ele morreu em sua própria armadilha
Querer
sempre mais, não importando como e quem atingir para isso. Hamã era esse tipo
de pessoa, que, além de ser ambicioso sem pensar nas consequências, queria
sempre receber honras e reconhecimento.
Por
ordem do rei Assuero, todos teriam que se prostrar quando ele passasse, porém, Mardoqueu era o único que não fazia isso. Esse fato fez com
que Hamã ficasse com raiva dele (Ester 3:1-5).
Hamã
começou a mostrar-se a partir deste momento, pois esse foi o motivo pelo qual
buscou o aval do rei para matar os judeus, já que Mardoqueu tinha essa origem
(Ester 3:7-15). E assim, ele preparou uma forca para Mardoqueu, valendo-se da
lei do rei que ordenava matar todos os judeus (Ester 5:9-14).
Porém
Hamã não esperava que Mardoqueu e Ester fizessem com que o rei soubesse do que
estava acontecendo (Ester 7:5-6).
O início do fim
Hamã
não sabia, mas a forca que ele preparara para Mardoqueu seria usada por ele
(Ester 7: 9-10).
Isso
porque ele nunca pensou que suas atitudes seriam descobertas, acreditou que
pudesse usar a confiança do rei para seus próprios interesses pessoais. Porém,
sua autoconfiança exacerbada e sem limites foi o que o levou à morte.
Assim
como Hamã existem várias pessoas que só conseguem ver seus próprios interesses,
são mesquinhas e priorizam a valorização de sua imagem perante os outros. Não
importa o que e de que forma farão para alcançar o que querem, o que vale para
elas é chegar até o objetivo.
Cuidado,
você pode estar cavando sua própria cova ou, assim como Hamã, armando sua
própria forca.
Pense
quais são os seus objetivos e o que tem feito para alcançá-los. Se perceber que
está deixando pessoas de lado, tomando atitudes incabíveis e ainda usando seus
contatos pessoais para transpor regras, você pode estar em um caminho sem
volta.
Volte-se a Deus, coloque sua vida
diante Dele e assim sua honra e seu reconhecimento virão quando menos esperar,
de forma natural e honrosa.
“... mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem
ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado
para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9
Assuero
Um homem justo, aberto para corrigir
erros
Assuero
era um rei que gostava de obediência. Ele ordenou que sua esposa, a rainha
Vasti, por exemplo, deveria dar lugar a outra rainha, por ter se recusado a
estar na presença dele durante um banquete (Ester 1:10-22). Isso serviria de
exemplo para que outras mulheres do reino não desobedecessem seus maridos.
Logo
depois, Assuero acha graça em Ester e casa-se com ela. Uma mulher judia, mas
que guardou sua raiz familiar em segredo, conforme pedido do seu primo Mardoqueu, que a criou (Ester 2: 1-19).
Mardoqueu
descobriu uma conspiração contra o rei e avisou Ester, para que ela avisasse
Assuero. Esse feito ficou registrado nas crônicas perante o rei.
O
rei Assuero tinha um ministro chamado Hamã, a quem ele honrou, e todos que
estavam à porta do rei deveriam se prostrar perante ele. Mas Mardoqueu não se
inclinava. Isso muito indignou Hamã e fez com que criasse ódio em seu coração
(Ester 3:1-6).
Por
causa desse ódio, Hamã usa da confiança que Assuero tinha depositado nele e
manda matar todos os judeus, pois sabia que aquele homem que não o honrara
tinha essa linhagem (Ester 3:7-15).
Porém,
certo dia, o rei estava lendo as crônicas do seu reinado e viu que um homem o
havia beneficiado, mas que não houve retribuição. Dessa forma, ordenou a Hamã
que honrasse Mardoqueu (Ester 6).
Depois
disso, a rainha Ester desmascara Hamã na frente de Assuero, ao pedir que seu
povo fosse poupado da lei que antes fora editada. E Hamã foi enforcado na mesma
forca que antes havia preparado para Mardoqueu, conforme ordem do rei (Ester
7).
Agindo de forma correta
Assuero
era um homem justo, mas confiou na pessoa errada, que o fez tomar atitudes
precipitadas e sem escrúpulos. Porém, ao saber que não havia agradecido a
Mardoqueu de alguma forma, mandou que ele fosse honrado.
Podemos
aqui dizer que Assuero demonstrou, além de ser justo, ser humilde e aberto para
corrigir erros. Ele, como rei, poderia deixar de honrar alguém, pensando que
somente ele deveria ter destaque no reino. Também não precisaria resgatar uma
história do passado para corrigir um erro, poderia apenas ficar quieto e deixar
tudo como estava, mas não o fez.
E
você, está agindo como na sua vida, como um Assuero ou sendo injusto com as
pessoas? Tem tido coragem de corrigir os erros do passado, de pedir perdão, de
ter uma boa conversa sincera e honesta?
Assuero
não colocou obstáculos para fazer o que era justo e correto. Ele não pensou em
si, na sua posição de rei, foi humilde e deu exemplo de honestidade.
É
esse mesmo exemplo que você está dando para as pessoas?
Deixe
suas limitações pessoais de lado e seja justo, demonstre complacência e amor
pelas pessoas. Seja um cristão digno de ser chamado cristão. Seja um “Assuero”
por onde passar.
Mardoqueu (ou
Mordecai)
Ele fez o que Deus queria que fizesse
Mardoqueu
(ou Mordecai, dependendo da tradução da Bíblia) foi um judeu que ficou
conhecido por criar sua prima Ester como filha (Ester 2:5-7). Foi um homem sábio, que
agiu conforme a direção de Deus.
Ele
ficava assentado à porta do rei e ali sabia dos assuntos da cidade. Certa vez,
ouviu que dois homens atentaram contra o rei Assuero e avisou Ester, que levou
a notícia ao conhecimento do rei, evitando assim a sua morte (Ester 2:21-23).
Porém,
Mardoqueu era o único que não se prostrava a Hamã, quando ele passava, o que
causou seu furor (Ester 3:1-5). Hamã então fez com que o rei Assuero decidisse
matar todos os judeus, para que assim Mardoqueu também fosse morto (Ester
3:7-15).
Ester
soube da história e se colocou para contar ao rei tudo o que estava acontecendo
por causa de Hamã (Ester 4:4-17). Mas, antes disso, Assuero soube que Mardoqueu
denunciou dois homens, evitando a sua morte, e se sentiu impelido a honrar a
quem o havia defendido (Ester 6:1-3).
A honra na hora certa
Mardoqueu
foi um homem que não se prostrou a Hamã, e fez tudo corretamente, porque tinha
sua fé estabelecida em Deus. Ele sabia que não podia adorar uma pessoa como se
fosse Deus e que não poderia deixar um assassinato acontecer, já que a
informação chegou até ele.
Hamã
mandou fazer uma forca para matar Mardoqueu (Ester 5:14), mas ele não imaginava
que o rei saberia do acontecido e desejaria honrar aquele homem, em vez de
desejar a sua morte. Assuero ordenou ao próprio Hamã que preparasse vestes e
cavalos de honra para que o povo conhecesse aquele a quem o rei honrava (Ester
6:4-11).
Mas
o melhor ainda estava por vir. Depois disso, Ester denuncia Hamã ao rei
Assuero, que fica enfurecido e manda enforcá-lo. E isso acontece na forca que
ele mesmo havia preparado para Mardoqueu (Ester 7: 1-10).
O que Deus quer
Essa
história mostra que, além da honra vir na hora certa, o melhor de Deus recai
sobre aquele que se coloca em Sua presença, mais que isso, que O obedece acima
de qualquer coisa.
Mardoqueu
fez o que era correto e o que estava ao seu alcance para evitar a morte do rei.
Além disso, ele não se autopromoveu por causa do que fez, não buscou com suas
forças a sua própria honra. Podemos dizer que ele fez o que Deus colocou a ele
que fizesse. Por isso pôde viver as recompensas.
Que
possamos ser como Mardoqueu: fazer o que Deus quer que façamos, e não conforme
o nosso desejo. Somente assim seremos corretamente honrados.
Caim
Ele matou seu irmão por inveja
A
história de Caim e Abel é o primeiro homicídio da humanidade de que se tem
conhecimento. Mas como tudo aconteceu?
Em
um momento de oferta ao Senhor, a Palavra diz que Deus se agradou mais do que
Abel entregou (Gênesis 4:4-5). Por causa disso Caim ficou irado a ponto de
tirar a vida de seu irmão (Gênesis 4:6-8).
Quando
Deus pergunta a Caim onde estava seu irmão Abel, ele ainda foi cínico dizendo
que não era dono de Abel para saber de seu paradeiro (Gênesis 4:9). E tomando
consciência do seu pecado, Caim disse que seu pecado não teria perdão, que
sairia da presença Dele e que desejava ser morto por quem o encontrasse
(Gênesis 4:13-15).
A abertura para o pecado
Assim
como Caim, quantas vezes o pecado consegue domar a sua vida? São vontades,
invejas, raivas, sentimentos incontroláveis capazes de o levar a ter atitudes
erradas e que podem trazer grandes consequências para sempre.
O
que faltou a Caim foi obedecer a Deus, buscar-Lo, dominando sua carne, seus
pensamentos e atitudes. Ele se deixou levar por uma raiva momentânea que
atingiu toda a sua geração (Gênesis 4:16-24).
Caim
é um exemplo do que não devemos ser, pensar e fazer. Foi um homem invejoso e
que não deu abertura para ser tratado.
Há
tantos “Caim” por aí. Aquelas pessoas que se colocam sempre em posição de
vítima, de que o dele é melhor, mas que não foi reconhecido e fica indignado
por causa disso. Em vez de parar e observar a situação, se o erro não é dele,
simplesmente quer fazer justiça com as próprias mãos.
Ao
contrário de Caim, é preciso estar mais aberto para ser corrigido, para ver o
quanto está errado e o quanto pode melhorar, sem colocar culpa ou ter inveja do
outro.
Que
os “Caim” aprendam a ser cada vez mais “Abel” agradando a Deus com o seu
melhor.
Abel
Ele soube agradar a Deus e, por isso,
causou inveja
Abel
era o filho mais novo de Adão e Eva, pastor de ovelhas e tinha um irmão mais
novo chamado Caim, que era lavrador (Gênesis 4:1-2).
Em
um determinado momento, Abel ofertou ao Senhor o primogênito de suas ovelhas,
mas seu irmão Caim trouxe frutos da terra. Porém, Deus prestou atenção somente
na oferta de Abel, o que deixou Caim triste e irado (Gênesis 4:3-5).
O segredo de Abel
Muitos
se perguntam por que somente a oferta de Abel foi aceita, sendo que Caim também
levou os frutos da terra para Deus.
O
versículo 4 diz que Abel levou as ovelhas primogênitas, ou seja, ele teve o
cuidado de separar uma por uma. Ele deu o seu melhor ao Senhor.
Em
nenhum momento diz que Abel ficou pensativo se ele deveria mesmo dar as
melhores ovelhas a Deus. Mas, diferente do seu irmão Caim, que deu alguns
frutos, Abel foi minucioso e pensou como agradar o coração de Deus com algo
especial, e não somente com alguns frutos da terra.
Como ser um Abel?
Quantas
vezes pensamos mais nos problemas pessoais do que em uma maneira de agradar a
Deus? Será que Abel pensou que perderia o melhor da sua terra, dando o melhor
para Ele?
Esse
homem nos ensina que temos que ofertar, agradar a Deus com o nosso melhor,
independente se isso traz algum suposto prejuízo financeiro ou patrimonial. O
que importa é agradar a Deus acima de todas as coisas.
Você
está disposto a se desapegar de suas coisas em prol do Reino para que o nome de
Deus seja reconhecido sobre a Terra?
Que
você tenha esse coração puro e desprendido de Abel, que se preocupa primeiro
com as coisas de Deus e não em ter para si, em juntar riquezas para seu próprio
proveito.
“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim,
é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor
Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”
Samuel
Desde pequeno atento à voz de Deus
Samuel
foi fruto de oração incessante
de Ana, que desejava ter um filho (1 Samuel 1:9-11). O menino nasceu e, assim
que desmamou, ela o entregou ao sacerdote Eli, para que ele crescesse na
presença do Senhor, assim como disse que faria em voto com Deus (1 Samuel
1:24-28).
O
chamado de Samuel aconteceu em uma noite, ao se preparar para dormir. Ele ouviu
uma voz e pensou ser de Eli. Depois de se levantar três vezes, Eli explicou que
era o Senhor e que, ao ouvir novamente, ele só teria que dizer: “Eis-me aqui.”
(1 Samuel 3:2-9)
Samuel
fez conforme o ensinado e o Senhor falou tudo o que aconteceria em relação à
casa de Eli (1 Samuel 3:11-14). Ele ouviu e, ao se levantar no outro dia,
estava temeroso para contar ao sacerdote o que sabia. Mas, ao ser chamado, ele
não usou meias palavras, simplesmente disse (1 Samuel 3:15-18).
Servir, ouvir e obedecer
A
primeira coisa que Samuel aprendeu em sua vida foi a servir. Desde a barriga da
sua mãe, depois, ao ser entregue para Eli, e tudo o que vivia ao lado do
sacerdote, absorveu para a sua vida.
Isso
fica nítido quando Deus o chama. Ele se levanta, sem reclamar, por três vezes,
e se coloca à disposição de Eli. Somente depois de ouvir as instruções,
deita-se novamente.
Em
vez de ficar com medo, ele se dispôs a ouvir, mas, desta vez, sabia que era
Deus quem falava com ele.
Depois
de escutar, obedeceu a Eli, que pediu para que contasse tudo o que Deus falara
com ele em particular. E Samuel assim o fez.
Seja um Samuel
Quantos
dizem que servem a Deus, mas na hora de serem usados por Ele, ficam com medo e
não se colocam para ser canal de bênção para outras pessoas – e até para si
mesmo?
Servir
é se colocar à disposição, é fazer o que tem que ser feito, mesmo que isso não
traga benefícios para si. É por isso que muitos não servem mais a Deus como se
deve, porque sempre olham o seu lado, são egoístas e não querem fazer o que
Deus determina.
Ouvir
e obedecer são passos ainda mais difíceis, porque é preciso estar disposto para
isso. Ouvir é “baixar a guardar”, esquecer sua vontade de falar e dar sua
opinião. Obedecer. Talvez esse seja o segredo para ser um homem de Deus, assim
como Samuel foi, porque é um exercício de serventia, que também não são todos
que estão preparados para praticar.
Samuel
não ficou com preguiça de servir, não ficou indisposto ao ouvir e,
principalmente, não colocou a sua vontade acima de Deus. Ele obedeceu a Eli e
disse tudo quando indagado a respeito do que Deus falara. E, mesmo sendo sobre
a destruição da casa de seu sacerdote, Samuel não disse meias verdades, não
gaguejou ou mentiu, ele simplesmente falou.
Que
não sejamos indispostos a servir, tardios a ouvir e melindrosos a obedecer. Que
sejamos como Samuel, sacerdote íntegro diante de Deus
Atos 20:35
Amnom
Ele ouviu
o conselho de um escarnecedor
Por Tany
Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Amnom
era um dos filhos de Davi, e se sentiu atraído por sua meia-irmã, Tamar.
Mas ficou angustiado por ter aquele sentimento e, por isso, tinha dificuldade
para fazer qualquer coisa que sanasse seu desejo (2 Samuel 13:1-2).
Mesmo
com todo aquele incômodo, sabendo que aquele sentimento não era saudável e
correto, Amnom resolveu pedir conselho a um amigo chamado Jonadabe, que deu a
ele a ideia de enganar o pai e a irmã, para assim se deitar com ela (2 Samuel
13:3-5). E, infelizmente, foi o que aconteceu.
A diferença
Se
observarmos, o grande problema de Amnom foi ouvir o conselho de
uma pessoa sem escrúpulos e se deixar levar, a ponto de colocar em prática o
pecado, com requintes de perspicácia.
Ter
pensamentos impuros, desejos carnais, são características do ser humano, mas a
maneira como se lida com esses pecados é o que faz a grande diferença na vida
de qualquer pessoa.
Amnom
procurou o conselho de alguém que, talvez, ele soubesse que teria um parecer a
favor do pecado que ele queria cometer. Era como se ele procurasse alguém para
dar um aval para aquilo que queria fazer.
Se
Amnom tivesse fugido do pecado, buscado a Deus, em vez de um amigo sagaz, ele
não teria tido uma relação sexual com a própria irmã, marcando para sempre a
sua vida.
A quem buscar
Se
você está lutando contra um pecado, um sentimento, um desejo carnal, se apegue
a Deus, busque Dele um alívio, uma libertação, e nunca abra espaço para que o
pecado se aloje em sua vida.
Tenha
Amnom com um exemplo do que não se deve fazer: buscar o conselho de um
escarnecedor.
Saul
A desobediência gerou perdas
Antes
do reinado de Saul, Israel obedecia a Samuel, que fazia tudo o que Deus
indicava e que era melhor para o seu povo (I Samuel 3:19-21).
Com
a velhice de Samuel o povo começou a se perguntar quem eles deveriam ter como
governador, já que seus filhos não enveredaram pelo mesmo caminho do pai (I
Samuel 8:1-5). Esta preocupação já demonstrou que o povo tinha esquecido de
Deus, pois não o considerava rei sobre eles.
De
maneira estratégica Deus indicou Saul para este reinado (I Samuel 9:15-27) e
ele foi ungido rei de Israel, conforme o pedido do povo (I Samuel 10).
Depois
deste feito, Saul demonstrou ser desobediente ao oferecer holocaustos sem a
presença de Samuel, assim como foi ordenado (I Samuel 13:8-13).
Por
causa desta desobediência de Saul, Deus começou a procurar um homem segundo o
Seu coração para que pudesse reinar sobre Israel, chegando a Davi (I Samuel
13:14).
As perdas
Podemos
dizer que antes mesmo de Saul ser desobediente, ele foi ansioso e não quis
perder a atenção que tinha das pessoas (I Samuel 13:8).
Quantas
bênçãos de Deus estão prestes a acontecer, quando se resolve pegar as rédeas da
situação e fazer do próprio jeito? E quantas são as perdas?
No
caso de Saul, a sua desobediência gerou a perda de um reino inteiro e ainda com
a benção de Deus. Por causa de sua prepotência e desejo de agir como rei, Saul
perdeu tudo o que Deus tinha reservado para ele.
E
este foi só o começo de seu desequilíbrio e falta de confiança em Deus. No
decorrer de seu reinado e, até mesmo depois que Samuel encontra Davi, ele
demonstra ser um homem sem escrúpulos, se esquecendo que foi Deus quem o
colocou naquele patamar.
Não
aja como Saul, querendo fazer tudo do seu jeito, esquecendo que Deus sempre tem
o melhor para você.
Espere,
tenha paciência, obedeça e, somente assim, viverá o que Deus tem reservado: o
bom, o perfeito e o agradável (Romanos 12:2)
Jônatas
Fiel e equilibrado, sempre esteve ao
lado de Davi
Um
dos filhos do rei Saul, Jônatas sempre foi equilibrado e não se deixava levar
pela emoção e desamores do pai.
Assim
que conheceu Davi, eles se identificaram e se tornaram melhores amigos (1
Samuel 18: 1-4). E, mesmo sendo filho de um rei que tinha inveja e raiva de
Davi, ele não se deixou influenciar pelos desígnios do pai, mas foi fiel a seu
amigo até o fim.
Jônatas
era um homem íntegro e reto, mas também muito equilibrado. Nos momentos de ira
e inveja de seu pai Saul, ele sempre se colocou como um apaziguador, mostrando
que aqueles sentimentos não eram justos, pois Davi tinha livrado Israel do
gigante Golias, além de ter lutado muitas guerras (1 Samuel 19:4-5).
O
interessante é que Saul ao menos ouvia Jônatas e suas palavras conseguiam parar
os pensamentos maus do rei, a ponto de retornar Davi à presença de Saul e, por
algum tempo, tudo ficava como antes.
Jônatas
sempre foi extremamente verdadeiro com Davi, mesmo quando tudo era relacionado
aos intentos de seu pai. Ele contava o que ouvia e se prontificava a ajudar e
estar ao lado de Davi (1 Samuel 19:1-3).
Escolha ser verdadeiro
Quantos
já não viveram perseguição, injustiça pela falta de fidelidade de um amigo ou
de alguém próximo?
Faltam
“Jônatas” pelo mundo, aquele homem que sabe discernir as coisas e não se deixa
levar pela emoção do momento e de toda uma situação, seja ela familiar ou
profissional.
O
valor da palavra de um homem está cada vez mais escasso. O mundo se perdeu em
tantas mentiras e infidelidades, por causa de dinheiro, de falta de integridade
e de amor verdadeiro entre as pessoas.
Mesmo
em meio a tantas pessoas diferentes e até maldosas, não podemos deixar de
sermos íntegros, fiéis e de discernir o certo do errado, mesmo que isso vá de
encontro com os preceitos de muitos.
Que
os “Jônatas” que ainda existem não desistam de ser retos. E aqueles que já
desistiram, tenham forças para voltar atrás e fazer o que é correto diante de
Deus.
Isaque
Filho da promessa e oferta viva
Isaque
é o filho da promessa, apesar das circunstâncias humanas, pois Sara era estéril e foi mãe aos 90 anos de idade, e Abraão, pai aos 100 anos (Gênesis 17:17). Deus cumpriu
Sua Palavra com o nascimento dele.
Abraão
já tinha um filho com a serva de Sara, chamado Ismael, quem também teria
descendentes multiplicados sobre a Terra, mas Deus disse que Sua aliança seria
com Isaque (Gênesis 17:20-22).
Depois
que Isaque nasceu, Deus pediu a Abraão que ele fosse entregue como oferta no
Monte Moriá. E assim o patriarca fez. Caminhou até o lugar, preparou tudo e, no
momento em que ele imolaria seu único filho, o Senhor o impediu, pois soube que
Abraão era fiel (Gênesis 22:1-18).
O que Deus deu, Ele pode pedir de volta
Quantas
vezes duvidamos de Deus quando Ele nos promete alguma coisa? A dúvida entra no coração porque, ao olharmos ao redor, as
situações não estão a favor para que a bênção aconteça. Mas temos somente que
crer que viveremos e assim acontecerá.
Então,
depois de algum tempo esperando que a promessa do Senhor aconteça, ela chega e
traz muita alegria. Mas Deus, para testar, pede de oferta justamente o que ele
acabou de dar. Antagônico? Talvez, mas uma prova que temos que passar.
Ao
pedir Isaque para Abraão, ele não chorou, indagou Deus ou desejou não fazer.
Sem pestanejar, pegou seu filho e já se colocou para obedecê-Lo.
O
Senhor pediu Isaque para ver se Abraão era mesmo um homem obediente, se
realmente sacrificaria seu filho por amor a Ele, mesmo depois de muita espera e
muita fé para ver a promessa concretizada.
Que
você não esteja preso àquilo que Deus lhe concebeu. Que esteja preparado para
oferecer tudo o que Ele deu.
O resultado de uma oferta obediente
Somente
depois de ver a atitude de Abraão é que Deus fez inúmeras promessas em relação
à sua descendência. Deus queria uma demonstração de fidelidade, obediência e
desprendimento.
Esteja
preparado. Não se prenda, seja voluntário e disposto a obedecer a Deus em
quaisquer circunstâncias para viver o melhor que Ele tem reservado para você.
Sadraque, Mesaque e Abednego
Eles não tiveram medo e foram
testemunhas do poder de Deus
Sadraque,
Mesaque e Abednego foram três judeus que não tiveram medo de negar adoração a
outro deus e, assim, desobedecer ao rei Nabucodonosor (Daniel 3: 8-12).
Eles
não se curvaram diante de uma imagem que o rei tinha construído e por isso
foram condenados à fornalha de fogo. Não o bastante, além de desobedecê-lo,
eles enfrentaram Nabucodonosor ao afirmar que Deus era o único que poderia
livrá-los da morte, por isso a fornalha foi aquecida sete vezes mais (Daniel 3:
13-19).
Os
três amigos e servos de Deus foram lançados ao fogo, mas o rei não esperava o
que aconteceria: em vez de três pessoas era possível ver quatro passeando pelo
fogo, sem nada acontecer (Daniel 3: 20-25).
Mas
o maior espanto de Nabucodonosor ainda estava por vir. Quando ele pediu para
que saíssem da fornalha, pôde ver que nem mesmo suas vestes estavam queimadas
ou com cheiro de fumaça. Assim, ele ficou surpreso com o poder do Deus
verdadeiro (Daniel 3: 26-27).
Foi
dessa forma que o rei reconheceu o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego e fez
outro decreto para que todos adorassem a Ele. Dessa forma, Nabucodonosor
declarou que não há outro Deus que salva como Este (Daniel 3: 28-29).
O testemunho gerou vida
A
firmeza desses três homens em não se deixarem levar por uma ordem que era
contra Deus, fez com que vivessem uma experiência que gerou testemunho para
todos.
Se
eles tivessem desistido, ficado com medo do rei e adorado a imagem, com certeza
não teriam sido testemunhos vivos do poder e o rei Nabucodonosor não teria
visto a salvação de Deus.
É
exatamente essa firmeza na fé e coragem para enfrentar as dificuldades que
faltam em muitos cristãos. O medo de sofrer preconceito, represálias e até
mesmo enfrentar a morte não deixa que as pessoas reconheçam quem é Deus e seu
poder de realizar qualquer coisa, mesmo que seja impossível para os olhos
humanos.
O
testemunho de Sadraque, Mesaque e Abednego gerou salvação, vida e livramento.
Por isso é importante estarmos e sermos firmes na fé em Jesus, para que
possamos viver grandes experiências e assim testemunhar quem é Deus e sua
grandiosidade.
“Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e
Abednego, na província de Babilônia.” Daniel 3:30
Calebe
Ele acreditou em Deus, acima das
circunstâncias
O
Senhor disse a Moisés para que enviasse homens para espiar a terra de Canaã,
lugar que daria aos filhos de Israel. E um deles foi Calebe, representando a
tribo de Judá (Números 13:1-16).
A
ordem era para observar tudo, desde a geografia do lugar até mesmo como o povo
era organizado e como agiam. E assim fizeram aqueles homens por 40 dias
(Números 13:17-25).
Ao
retornarem, juntaram-se a Moisés, Arão e a todos os filhos de Israel para
contarem o que tinham visto. Porém, em vez de ver somente as coisas boas que
poderiam conquistar, como por exemplo, uma terra próspera, preocupou-se com os
problemas que viram e que enfrentariam para conquistar a terra. (Números
13:26-33).
Calebe
e Josué foram os únicos que não se deixaram assustar com o que viram e creram
somente na Palavra do Senhor, que prometeu Canaã a todos os filhos de Israel. O
restante do povo e os homens que espiaram a terra reclamaram, julgando que Deus
tinha prometido algo impossível e que era melhor que todos morressem no Egito
(Números 14:1-9).
A persistência fez viver a promessa
Mesmo
com o levante de um povo, Calebe não desistiu.
Deus
vendo toda aquela murmuração falou para Moisés que, daqueles que espiaram a
terra, somente os dois, Josué e Calebe, conseguiriam ver a terra prometida.
(Números 14: 10-44).
“Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve
outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que
espiou, e a sua descendência a possuirá.” – Números 14:24
Calebe
não se importou com os problemas que viu, ele persistiu na promessa do Senhor e
acreditou que era capaz de conquistar Canaã, já que o Senhor disse que seria
dos filhos de Israel.
Será
que somos cristãos como Calebe ou desistimos das promessas somente por saber
das dificuldades que virão? O fato é que Deus espera que sejamos pessoas
de fé, que avancemos em direção ao milagre.
A
murmuração não só desagrada o coração de Deus, como também traz problemas além
dos previstos e impede de viver as promessas, assim como aquele povo que
reclamou, que viveram 40 anos no deserto e ali morreram.
Que
nossas atitudes sejam reflexos de nossas palavras de bênçãos e de fé. Que da
nossa boca saia somente vida.
“O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a
soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.” –
Provérbios 8.13.
Geazi
Um servo mentiroso
Naamã
era um comandante do exército sírio que estava com lepra. Para ser curado, foi
atrás do profeta Eliseu, mas esse não o recebeu pessoalmente e mandou um recado
dizendo que era para se banhar em um rio para que fosse limpo da doença. Mesmo
contra sua vontade, assim ele o fez e foi curado (2 Reis 5:1-14).
O
comandante quis retribuir a bênção oferecendo tudo o que tinha, mas Eliseu não
quis (2 Reis 5:19).
Vendo
Geazi, servo do profeta, que ele recusara os presentes, depois que Naamã saiu,
foi ao seu encontro para ver se conseguia algo para si. Para isso, mentiu,
dizendo que estava ali a mando do profeta (2 Reis 5:20-24).
Ao
voltar para casa, Eliseu perguntou onde Geazi estava. Porém, para sustentar sua
mentira, mentiu novamente. O profeta percebeu que não estava falando a verdade,
explicou que ele não poderia fazer aquilo e, assim, Geazi foi tomado pela lepra
que antes estava em Naamã (2 Reis 5:25-27).
Ele desejou ter
Geazi
era um homem que desejou ter mais do que era direito dele, e para isso mentiu.
Foi ganancioso, cobiçou o que não era dele e não mediu esforços para
conquistar.
Quantos
são aqueles que fazem de tudo para ter aquilo que se acham no direito de ter? E
com isso usam de todas as suas ferramentas, principalmente a mentira, que acaba
tomando proporções maiores, a ponto de ter que mentir cada vez mais. E então,
sua vida torna-se mentira palpável e nem ele sabe o que é verdadeiro ou falso.
Geazi
é um exemplo do que não podemos ser como seres humanos: gananciosos e
mentirosos.
Precisamos
lembrar todos os dias de que “mentira tem perna curta” e sempre traz doenças na
alma e no corpo, que, somente com muita fé e conserto pessoal com Deus, podem
ser curadas.
Elias
Determinado,
sábio e firme na fé
Por Tany
Souza
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Além
da Transfiguração (Mateus
17), Elias também é lembrado em outro momento: quando ele afronta os profetas
de Baal (I Reis 18:17). É neste fato que fica evidente de que a firmeza da sua
fé o fazia sábio e determinado.
Elias
não teve medo de deixar claro sua fidelidade com Deus, ao pedir que toda
Israel, os profetas de Baal e de Asero fossem ao monte Carmelo (I
Reis 18:17-19) para testemunhar do poder Dele.
Para
que ele colocasse sua ousadia em prática, o medo não poderia fazer parte
daquele momento, e isso, provavelmente, não seria fácil se Elias não tivesse
uma fé inabalável, pois ali era ele contra 450 profetas de Baal (I Reis 18:22).
Ao
chegarem todos no local determinado, Elias discursou sobre a fé do povo, pois
não criam em Deus e nem em Baal (I Reis 18: 21). Depois de ver que ninguém
manifestou fé, ele propôs um desafio: que os profeta de Baal e ele clamassem e,
o Deus que respondesse, seria o Deus daquele povo (I Reis 18:23-24).
Os
profetas de Baal ficaram mais da metade do dia clamando para que seu deus
mandasse fogo e consumisse o bezerro que havia sido colocado no altar para
sacrifício (I Reis 18:26) e nada aconteceu. A ousadia e certeza de Elias de que
Deus se manifestaria naquele lugar eram tamanha, que ele ainda os ridicularizou
(I Reis 18: 27). E, mesmo assim, eles ficaram ali, clamando a ponto de se
autoflagelar. Mas nada aconteceu (I Reis 18: 28-29).
Depois
disso, Elias chamou a atenção de todo o povo, derramou muita água sobre o
bezerro e fez uma simples oração. E o fogo consumiu tudo, até a água que
escorria no chão (I Reis 18:30-39). Foi através da determinação, sabedoria e fé
de Elias que o Senhor manifestou o seu poder e que aquele povo pôde
reconhecê-Lo como Deus.
Ser um “Elias”
O
que fez de Elias um homem ousado, sábio, determinado? Ele tinha certeza do Deus
a quem ele servia. Isso lhe dava segurança para confrontar os profetas de Baal
diante de todo o povo de Israel.
A
fidelidade e aliança com Deus fizeram com que Elias tivesse uma intimidade tão
sobrenatural com Ele, que a sua oração foi prontamente respondida. Já pensou a
vergonha de orar e Deus não responder? Com certeza seria constrangedor a Elias,
mas ele tinha fé suficiente que não dava espaço para a dúvida, para a
insegurança.
Será
que você está tão preparado quanto Elias para enfrentar os “profetas de Baal”
espalhados pelo mundo? Será que sua fidelidade para com Ele é tão real, a ponto
de ser ousado, sem medo?
Ele
simplesmente teve fé e a colocou em prática. E como fé é a certeza das coisas
que não se veem (Hebreus 11:1), é preciso ousadia para dar passos além dos
naturais. É preciso sabedoria para entender o momento certo de falar, de
confrontar. E mais ainda, é preciso ser determinado para ir até o fim com a
decisão que tomou.
Potifar
Ele foi
abençoado por causa da conduta de José
Por Tany
Souza / Fonte da imagem: Thinkstock
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
Potifar
era um capitão da guarda e comprou José dos ismaelitas para que este o
servisse. Vendo que o Senhor prosperava tudo o que ele fazia, Potifar deu todas
as suas coisas para que José cuidasse (Gênesis 39:1-4).
E,
assim, Potifar foi abençoado porque Deus estava com José. O Senhor prosperou a
casa de Potifar, pois Ele amava José. A confiança de Potifar era tanta, que ele
nem sabia o que era seu, porque todas as suas coisas estavam sob os cuidados de
José. (Gênesis 39:5-6).
O olhar de Potifar
O
capitão da guarda observava José e todas as atitudes davam testemunho de quem é
Deus. Somente depois de notar que José prosperava tudo o que tocava é que
Potifar confiou suas coisas a ele.
É
isso que faz o testemunho de quem realmente serve a Deus. Potifar se abriu e
não foi preconceituoso com José. O chefe da guarda foi abençoado por causa
dele.
E
quantas vezes um cristão acaba por abençoar a vida de alguém por simples ações,
palavras, maneira de trabalhar e mostram quem é Deus através de sua vida?
Quantos
são os “Potifar” que precisam de alguém de Deus ao seu lado, para mostrar que
tudo pode ir bem, basta que tenha fé Nele. Quantas pessoas nos observam para
entender o poder de Deus? Mas quantas se entristecem pela falta de testemunho
daquele cristão, que não soube agir de forma correta?
Que
cada cristão tenha a consciência de que há muitos “Potifar” querendo entender e
ver quem é o Deus que prospera todas as coisas.
Esaú
Moral ou
imoral?
Por Tany
Souza / Foto: Thinkstok
tany.souza@arcauniversal.com
tany.souza@arcauniversal.com
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Esaú
era o filho mais velho de Isaque e Rebeca, irmão de Jacó. Ele ficou conhecido por vender sua primogenitura
para Jacó e, assim, perder as bênçãos que Deus havia reservado para ele (Gênesis
25: 29-33).
É
por esse motivo que Esaú é visto como alguém sem convicções espirituais, porque
desvalorizou seu direito de filho mais velho (Hebreus 12:16-17) e depois ainda
jurou de morte seu irmão Jacó, pois esse o enganou para receber do pai as bênçãos
que eram direcionadas para o primogênito (Gênesis 27).
Porém,
ele não teve coragem de levar adiante sua promessa. Quando teve oportunidade de
matar seu irmão, ele não o fez (Gênesis 33:1-4).
Apenas um ser humano
Podemos
observar em Esaú algumas características humanas que podem ser encontradas em
qualquer pessoa: ansiedade para se satisfazer, ciúmes, raiva, sentimento de
vingança e também arrependimento.
É
fato que muitos cristãos perdem a bênção por serem ansiosos em se contentar.
Isso em qualquer área, mas, como exemplo, na vida profissional e
financeira. Esquecemos que temos um Deus que pode todas as coisas e
começamos a fazer do nosso jeito, porque queremos agora, sem esperar pelo
melhor.
E
quando temos raiva? Surgem sentimentos de vingança, de maldade, que não podem
fazer parte daquele que conhece a justiça de Deus. Porém, é nessas horas que
muitos pecam ao jurar morte, ao ter atitudes impensadas para fazer justiça com
as próprias mãos.
Esaú
é um exemplo de tudo isso, mas também de que pode haver arrependimento de todas
as coisas. Ao ver o irmão, depois de vender sua primogenitura, ele se
arrependeu. Eles se abraçaram, choraram e se perdoaram.
Que
possamos estar abertos como Esaú para nos arrependermos de coisas que fizemos e
que não agradaram o coração de Deus. O perdão é sempre possível quando há
arrependimento sincero, conserto diante do erro e desejo de não errar mais.
Abra-se
para o arrependimento e para o perdão. Os erros do passado têm que ficar para
trás.
Absalão
Um filho sem amor pelo pai
Absalão
é um dos 70 filhos de Davi e, apesar de dar abrigo à sua irmã Tamar quando foi violentada pelo meio irmão Amnom, ele não pode ser um exemplo de amor.
Esse
foi somente um motivo para que Absalão aumentasse ainda mais o seu ódio contra
Amnom, a ponto de combinar para que ele fosse morto. E assim aconteceu (2
Samuel 13: 23-29).
Ele
também não nutria amor por seu pai Davi, mas sim ódio. Absalão saía por Israel
iludindo o povo, dizendo que ele seria um juiz mais justo se fosse rei (2
Samuel 15:1-6). Além disso, ele enviou homens pelo reino para dizer que ele era
o novo rei de Israel (2 Samuel 15:10-11).
Foi
dessa forma que Absalão organizou uma forte rebelião contra Davi, que foi
forçado a deixar o palácio, abandonando suas mulheres e concubinas (2 Samuel
15:13-16).
Para
voltar para o seu reino, foi preciso guerrear contra o seu próprio filho. E
assim os servos de Davi lutaram contra o povo de Israel que seguia Absalão.
Porém, o mulo que montava passou debaixo de orvalhos que o pegaram pela cabeça
e o suspenderam, o deixando dependurado.
Um
dos servos de Davi, vendo aquilo e sabendo da ordem do rei de não matar seu
filho, contou para Joabe, um dos capitães desse combate. Mas esse não se
importou e jogou três dados no peito e ainda entregou Absalão a 10 homens, que
o mataram (2 Samuel 18).
O fim daqueles que não amam
Ouvimos
muitas histórias de filhos rebeldes, que não obedecem ao pai e, muitas vezes,
chegam até mesmo à violência e à morte. Quantos “Absalão” há espalhados pelo
mundo?
E
haverá muito mais se as pessoas não se abrirem para entender Deus e viver
segundo seus preceitos.
O
ódio se espalha rapidamente porque as pessoas estão a cada dia mais egoístas,
fechadas para amar o próximo, independentemente de sua raça, cor, idade.
Que
haja corações abertos para amar, mesmo aqueles que pensam, agem e acreditam de
forma diferente. O amor pode e deve ser um dos testemunhos de Deus.
Jefté
Ele cumpriu o seu voto, mesmo sendo uma
tarefa difícil
Esse
homem não teve uma infância fácil. A mãe de Jefté era uma prostituta, e ele foi
expulso de Gileade, sua terra natal, para que não formasse família por lá.
Certa
vez, os amonitas estavam em guerra contra Israel, que não conseguia
combatê-los. Por isso, foram até Jefté pedir para que ele estivesse à frente da
batalha (Juízes 11:1-11). Foi nesse momento que fez um voto ao Senhor: se
ganhasse a guerra, entregaria como oferta a primeira pessoa que fosse
cumprimentá-lo ao chegar em casa (Juízes 11:30-31).
Porém,
Jefté não imaginou o que aconteceria. Ao voltar da guerra, a primeira que saiu
para comemorar com ele a vitória foi sua única filha. Mas, mesmo se entristecendo ao lembrar-se do
voto, ele cumpriu.
Fidelidade provada
Podemos
dizer que talvez Jefté não houvesse levado em consideração que alguém tão
querido saísse de sua casa para recebê-lo de volta da guerra. Ele não mensurou
como e de que forma ele teria que cumprir o seu voto. Será que ele pensou que
seria fácil? Que sairia de sua casa um casal de porquinhos, de bezerros?
Para
ele não importou o voto que fez, mas sim o objetivo que ele queria alcançar,
que era ganhar a guerra. Porém, Deus o fez lembrar o que prometeu assim que viu
sua filha única sair de casa. E, assim, Ele provou a fidelidade de Jefté.
Mesmo
sendo algo inimaginável, Jefté teria que oferecer sua filha em sacrifício,
assim como ele disse que faria em seu voto com Deus.
Ele
poderia desistir, ter feito outra oração pedindo perdão para Deus por não
conseguir cumprir o seu voto, até mesmo porque a guerra já estava ganha. Porém,
ele foi até o fim com sua palavra, provou que era fiel a Deus.
Será
que temos feito votos de tolo? Até onde temos sido fiéis a Deus? Ele tem se
agradado de nossos votos?
"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes
em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor
é que não votes do que votes e não cumpras." Eclesiastes 5:4-5.
Mesmo
que seu voto seja difícil de cumprir, de realizar, por razões humanas,
limitações emocionais ou financeiras, vá em frente, faça como Jefté e entregue
o que se propôs a Deus, com certeza, Ele verá o seu esforço. Seja aprovado por
Deus!
A
Palavra diz que a filha de Jefté chorou sua virgindade e não conheceu homem
(Juízes 11:38-40). Alguns estudiosos acreditam que ela foi sacrificada e morreu
virgem. Outros afirmam que ela ficou virgem até o último de sua vida.
De
qualquer forma, a filha de Jefté foi obediente ao seu pai, se colocando para
realizar o seu voto firmado. Assim, pai e filha são exemplos de obediência e
fidelidade a Deus.
Manoá, pai de Sansão
Ele duvidou de sua esposa e pediu
confirmação de Deus
Sansão foi
um homem fruto de um milagre de esterilidade. Sua mãe não poderia ter filhos, mas um dia um Anjo do
Senhor apareceu a ela dizendo que seria mãe de um menino consagrado a Ele, mas
que teria que se consagrar para que ele realmente fosse um homem separado a
Deus desde o ventre (Juízes 13:2-5).
Como
toda mulher, ela ficou eufórica para contar a seu marido, chamado Manoá. Porém,
ele não acreditou em todos aqueles detalhes de consagração que disse sua esposa
e pediu que isso fosse confirmado novamente por um Anjo do Senhor (Juízes
13:6-8).
E
foi o que aconteceu. O mesmo anjo apareceu a ela no campo, que correu para
chamá-lo e ouvir as confirmações. Porém ele não percebeu que aquele que falara
era Anjo da parte de Deus e o ofereceu um cabrito. Manoá somente percebeu que
não se tratava de um homem natural quando queimou o cabrito como oferta e ele e
sua esposa o viram subir para o céu em meio à fumaça (Juízes 13:9-23).
Um homem cheio de dúvidas
Pode-se
dizer que Manoá era um homem desconfiado e cheio de dúvidas. Ao ouvir o que o
Anjo prometera à sua esposa, ele duvidou e orou pedindo para que acontecesse de
novo e assim tivesse certeza do milagre prometido.
Quantas
vezes, mesmo recebendo a promessa de um grande milagre, algo impossível aos
olhos humanos, duvidamos da promessa? E mesmo quando o sinal do milagre
acontece, ainda pedimos mais sinais para Deus?
Temos
que aprender a acreditar nos sinais que Deus nos manda. Ele fala conosco de
todas as maneiras, quando e onde quiser. Temos que ficar atentos e agradecer
por cada resposta dada no momento certo.
Não
duvidemos do que Deus pode realizar!
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